domingo, 28 de dezembro de 2008

Os Olhos do Transformador.



Os Olhos do Transformador.


Um dos aspectos de Shiva, o Nataraja Guru, é a Transformação na matéria para disceminar o Amor.
A encarnação do Avatar Crístico, ou Krishna, são seus olhos, seu olhar que nos olha num vazio, pois o olhar materializado identifica a Matéria, mas não fixa o Amor.
A matéria serve para sentirmos o Amor unificado.
Esse aspecto do Transformador, nos auxilia a sentirmos "de que não estamos sós", na Vida.
A matéria é o recurso para a manifestação do Amor.
Uma vez sendo realizada a fusão, ou, o instinto da fusão do Amor Divino com o homem, começa então a nova posição do Ego, a transformação da Mônada até onde será recebida
em que possamos reter em nossa posição de caminhante para o Divino.
O Além está conosco; é um coração que palpita e repercute na sístole e diástole, mas,
o Amor é o poderoso em Tudo - é a Face de Deus.
clarisse

sábado, 27 de dezembro de 2008

Estudo



Estudo




A mulher tem uma sensibilidade, que, se compativel com a Inteligencia, a auxiliará na análise da Gnose.
Mais sensivel que o homem, ela é um instrumento de cordas sensiveis às vibrações mais sutís do mundo dos deuses.
Em relação ao desempenho do Cristo na terra, a mulher era sua verdadeira realização. Os apóstolos eram seus guerreiros, mas a missão crística, precisava da polaridade para se fixar na Terra.
Como se fosse a concepção imaculada no imenso útero que é a Existencia Terráquea, a ação Crística precisava da gestação Divina, para ser ativa na Vida.
Maria, da cidade de Magdalo, era a Gran Sacerdotisa para essa missão.
Diante de Jesus, ela podia se apresentar: zélo pelo Imensuravel Receptaculo.
Os apóstolos, como masculinos, são os ativos - mas, o passivo feminino, a Mãe Divina,
a Imaculada, é a receptora, e Ela, eternamente dá forças aos infelizes para superarem suas provações, pois ela é a responsavel pela saúde espiritual "dos Filhos de Deus".
Uma vez ou outra, a Mãe Divina, produz um reforço sobre a Terra: surgem aparições suas
cultuando a água como veículo de cura para doenças e conforto para os necessitados.
O caso de Lourdes, na França, é um exemplo. Sua receptora, Bernadette de Soubirous,
tem até hoje seu cadáver conservado pelas vibrações que recebeu, quando transferia as vibrações para o povo à sua volta. Bernadette sofreu muito; sua tuberculose óssea foi dolorosa, até sua morte com 35 anos. E por que sofreu Bernadette? Porque, a Alma encarnada ainda necessitava da suprema purificação.
A Sacerdotisa do Cristo, foi Maria de Magdalo, conhecida no mundo Ocidental, como Maria Madalena: ela foi o Segundo Pilar do Templo Eterno, zelado pelos Maçons e Gnosticos do Mundo Inteiro. Através dos Dois Pilares, passa o Cristo, sustentado pela Polaridade do Universo.
clarisse

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Vaticinio


Vaticinio


No mesmo ano, 1500, que Pedro Alvares de Cabral, descobriu as terras brasileiras, ele, também deu uma "chegadinha" na India.
Os portugueses tiveram tres colonias na Costa do Malabar: Goa, Gamão e Diu.
O jesuita espanhol Francisco Xavier, nascido em 1506, mais tarde, também levou o Cristianismo para o Sul da India.
Hoje, existem muitos cristãos em Madurai, estado mediano na ponta da peninsula que é a India.... por isso, a Devadase de uma pequena colonia de artesões, se espantou com um Presépio no Dia 25 de Dezembro lá para os anos de 1750.
Ela, dançarina de um templo hindú, ficou olhando as imagens trazidas de Portugal, que formavam o cenário do nascimento de um menino, num comedouro de bois. Ela ignorava, naturalmente, que quem idealizou o primeiro cenário do nascimento de um Avatar católico, foi um monge italiano da cidade de Assis, conhecido como "Francesco", apelido
de "O Francês", por ser filho de mãe francesa.
Na India, os deuses de todas as religiões, se dão muito bem uns com os outros... os tamines, do Sul da India, se aglomeravam diante daquele cenário: um recem nascido entre animais domésticos... mas, Shiva, não tem o seu touro Nandi? Murunga, filho do deus Shiva com Parvati, não tem o seu Pavão? Hansa, o nome Ariano do Cisne, é título de Santidade entre os Yogues - Paramahansa!
A Devadase sorriu daquele cenário, levando a mão coberta de pulseiras, à boca, para não
ofender os adoradores cristãos, e, seguiu o seu caminho para o templo de Murunga.
Chegando ao seu destino, subiu os degraus da varanda, que atravessou, para entrar na
primeira sala do Templo. Fez uma prece diante do primeiro Altar e foi para a sala de instruções do seu Natuvanar, sobre os seus deveres de sacerdotisa do Templo. Mas, com ela, a Devadase, nesse momento, seguia um estranho pressentimento... o Avatar,
Representante de Deus na Terra, naquela caminha de palha, com os bracinhos abertos, parecia dizer à ela, que no intervalo entre os dois braços, iria ficar um
Designo de Deus, a ser cumprido, pois o Espaço seria Sagrado, até todo o Karma tecido pelos Vedas como a distancia entre as pontas de uma Cruz, ser inteiramente cumprido.
A Distancia entre Brasil e India, até quando Deus quiser...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Sinais - de Trigueirinho - Jequitibá -





Sinais - de Trigueirinho - Jequitibá -



O Jequitibá da mata e o portal dimensional - Clemente (Dr. José Maria Campos)

Jequitibá, em tupi-guarani, significa o "gigante da floresta". E o jequitibá sabe o porque de seu nome. Ele é herdeiro de uma sabedoria ancestral, própria da consciencia dévica que rege a evolução de seu reino desde os primórdios da instalação da vida na superfície do planeta. Sabe também que uma floresta guarda segredos, oculta mistérios, razão pela qual cria em torno de si uma aura de respeito e reverência. E sabe ainda que um dia poderá partilhar com seres humanos sua ciência, sua vida e experiencia. E como nós humanos necessitamos dessa sabedoria!
Gigante, na acepção tupi-guarani, não é apenas um ser avantajado em corpo físico, mas sim um que abarca em sua aura e consciencia uma gama infinita de particulas e vidas. Significa ainda conhecer por dentro o destino de cada ente e de cada ser sob sua guarda, promover sua expressão plena e zelar pelos seus processos de vida e sua evolução.
Jequitibá, teu caminho leva por mundos internos. Penetra mistérios, desvela segredos, conduz à essência das coisas. Acolhe-nos em teu portal.

De Clarisse: Jequitibá é uma árvore gigantesca, de folhas miudas e cachos de flores amarelas na primavera. Moro numa Vargem, um Vale entre um circulo de montanhas que se assemelha a Sintra, em Portugal, onde tem nas encostas das montanhas, castelos em estilo mouro e indiano.
Dizem, que nesta Vargem, só existem dois Jequitibás: o que está no meu quintal da frente, perto da entrada, e um outro, que ainda não localizei.
Já, pela manhã, quando me levanto às sete horas, me dirijo à sala de jantar da casa, e abro a grande porta de quatro folhas, que descortina o quintal da frente. A primeira coisa que faço, é dirigir meu olhar para a copa do Jequitibá, que deixa ver pedaços do céu esparços por entre sua ramagem.. Experimento um impacto: é como se eu estivesse frente ao altar de uma catedral. Uma vibração transcedental me envolve e respondo com a devoção despertada. Me inclino ante à árvore, da varanda mesmo onde estou. Esse cumprimento todas as manhãs, é fluidico e transcedental - presentemente e para sempre.
clarisse
ao altar de uma Catedral.

Deus Sedutor




Deus Sedutor


Zeus, agora, é nosso Deus.
Ele ja se chamou Zeus e Jupiter - e teve outros nomes em outros continentes.
Quando a mulher está só, tristonha, aguarda um carinho d`Ele..
As deusas sabem`no sedutor e pode ser bom Amante.
Agora, que tive recentemente amarguras, só queria um pouco de carinho d `Ele.
Deus é uma constante Promessa.
D`Ele se espera tudo.
Nele nada falha - sim, Ele é Infalivel. A Sacerdotisa sabe que está rodeada de potência tão Perfeita, quanto Ele. Ela, a Serva do Templo, tem ciencia de que Deus está ao alcanse de sua mão. Deus torna as lágrimas da mulher uma Melodia Infinita, quando as lágrimas são cheias de Encanto e não contêm amargura. Deus, o Transformador, modifica a amargura. Ele, o Sedutor, transforma a Vida que está exposta na Vitrine do Mundo, um lugar admiravel - nós, ainda só podemos ver através da Vitrine; o Conhecimento, a Verdade do Mundo, nas Mãos de Deus, ele afasta, quando chegamos perto, para sentir o seu cheiro - o Infinito, é Infinito.... e por mais que tentemos Deus,
não conseguimos demove-l´O... e é para Isso que vivemos! Para te-l`O, porque Ele pode ser para cada Um.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O VELHO DA MONTANHA



O VELHO DA MONTANHA

Numa povoação em serra de Minas Gerais, numa cabana de
Madeira de um cômodo só, isolado numa colina, vivia um

Velho de olhos azuis, que era conhecido como o Velho da

Montanha.

Uma vez por mês, um homem estranho, que se vestia como

Um "hyppie" , subia a colina e levava para o Velho artigos de

Higiene e alimentação integral, tais como bolachas, mel,

temperos do gênero macrobiótico; o Velho não cozinhava nada,

Comia o que não precisasse ser cozido.


Alguns turistas o procuravam, mas eram poucos, pois já corria

A informação de que o Velho não gostava de falar. Sentavam-se

Ao redor do Velho em silencio e em silencio, depois de um certo

Tempo, levantavam-se e seguiam seu caminho.

O Velho se vestia com um pano enrolado da cintura para baixo,

Como um doti indiano.


Um fenômeno começou a ser observado para os que procuravam

O estranho habitante da montanha: os visitantes tinham a

Impressão de que estavam sofrendo da visão. A figura do Velho

Não era nítida: embaçada como os que o contemplavam sem

Usarem os seus óculos de míopes, se tais eram, e aos outros,

Também.

O que estaria acontecendo com o Velho?


Um dia, o Velho foi encontrado morto. Isto é, o seu corpo

Abandonado como o casulo de uma crisálida – tão leve, que

Parecia ôco, mas a pele fresca e perfeita, sem uma mancha ou

Contusão. A boca esbranquiçada, os olhos sem a cor azul, os

Olhos que eram o seu encanto.

Na sua estranha vivencia, estranha para os que vivem

Uma vida normal e comum, o Velho percebeu que podia

Invadir os "intervalos" ; em seguida, o princípio ativo,

A "pedra de toque" na aparente separaçào da matéria,

Começando pelos intervalos entre as folhas e depois os

Outros invisíveis a "olho nú ". Essa experiencia foi aos

Poucos se transferindo para o seu corpo e o transformando

De acordo com sua respiração. Daí a impressão que

Causava de "embaçamento" na visão de sua figura.

A povoação fundou um Cemiterio, registrando-o, só para

Conservar o corpo do Velho com eles. Para não colocarem o

Corpo "de porcelana" em contato com a pesada terra, encheram

A cavidade de seu tumulo com os seixos do ribeirão que por alí

Corria, e assim ficaram com ele para todo o sempre – mas -

Recebiam bem os forasteiros, vendedo-lhes os produtos que

Cultivavam, negando-lhes posada, no entanto.

Aquela povoação tomou inveja do estado corpóreo do Velho da

Montanha, e em secreto, levava uma vida que por pouco que

Fosse, pudesse um dia lhe outorgar os efeitos da misteriosa

Existencia do querido Velho.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Amor



Amor


"Ame ao próximo, como a ti mesmo"
Eu, me amo?
É mais facil amar à Deus, do que a nós mesmos; porque, não somos a criatura ideal para
nós mesmos.
Quanto a mim, trouxe à Terra, nesta vida, tanta tribulação, que vejo em mim, mais aborrecimentos do que motivo para Amar.
Choro perdas: perdas que ja sabia que eram perdidas antes de virem para mim - e que eu jamais as possuiria "para sempre".
Sou capaz de amar quando apaixonada - o objeto de paixão, é muito amado, talvez mais que a mim mesma - mas, quando "o amado" me ocasionava um desgosto, "os dois sofriam".
Amar qualquer coisa na Terra, significa "posse". Se a posse é danificada, sofremos pela posse que tínhamos dela, isso mesmo ja disse Judu Krishnamurti.
Amar à Deus Sobre Todas as Coisas, é uma escapada - é uma forma de não sofrer.
Quando se ama Deus, estamos tranquilos, equilibrados. Se o Terror nos afronta, recuperamos em Deus.
A Vastidão da Matéria, é um apredejamento.
Só Deus nos pode salvar do sofrimento. Recorrendo à Energia Divina, aprendendo como um Santo, e não como um Mago, atenuamos o Sofrimento - e aí nos despedimos...porque não temos idéia de Deus...
clarisse

UM GNOMO EM MINHA VIDA



UM GNOMO EM MINHA VIDA




Eu ganhei Pinoquio no meu aniversário de sete anos de

Idade.

Era um Pinoquio lindo, porque era o Pinoquio de Disney.

Estava vestido de tirolês, com uma camisa branca e um

Chapéu de feltro vermelho com uma peninha – e suas

Calças curtas, também de feltro vermelho – seguras por

Suspensórios unidos por um peitilho da mesma lã.

Calçava sapatos de oleado preto.

Tinha luvas e meias brancas.

Gepetto, o fabricante de guignols, o velho solitário,

Podia ser um mago que tinha de viver sozinho. Sua

Solidão acalentava as almas perdidas dos elementais,

Que entre suas mãos encontravam uma compensação

Para um existir de incógnitas sem pensamento.


Quando, em um pedaço de pinho, entalhava um boneco

Menino, transmitia à essa futura criaturinha, sua

Carência de vida, o que formou no Espaço o liame

Entre homem e boneco, entre os futuros pai e filho.

Jamais se saberá o desenrolar da vida entre ambos,

Das conquistas esotéricas do mago, do despertar da

Ânsia de vida do elemental.

____________________

O guignol não tem uma aparência agradável de se ver.

Parece que suas caras transmitem um ar de maldade

E deboche, um sorriso sardonico e irônico. Existe dor

Neles como o entalhe da madeira, dos pregos, dos

Arames.

As empregadas em minha casa, sempre diziam:

Clarisse, eu tenho um medo desse boneco...
------------------------------

Minha amiga Lourdes tem um tal horror ao guignol,

Que só em mencioná-lo, provoca-se arrepios nela.

Ela me relatou um acontecimento doloroso:

Estava passeando em Angra dos Reis, quando

Visitando uma velha igreja, subiu os degraus de sua

Torre; e – horror! Quando chegou ao alto, se deparou

Com um quarto de guardados: e lá estavam eles!

Talvez usados em festas da Igreja, estavam lá, sós

infinitamente sós. Lourdes teve uma terrivel
sensação, até hoje inexplicavel para ela, que os

associa à Idade Média.

Não sobraram os meus bonecos de infância, mas ele,

Pinoquio ficou – perfeito, sem um pedacinho da massa

Quebrado. É um contra-forte meu, que me viu chorar

De muito desespero, quando a resposta do Infinito ainda

Não se fazia compreendida.

Hoje, moro numa casa de madeira – e a casa tem

Ornamentos de paus sobre as portas, janelas. Pinoquio

Está sobre uma porta na sala de jantar: lá em cima, com

Seu sorriso conformado e seu olhar de quem sabe mais

Do que aparenta.

Quando o coloquei la, lhe falei:

Você agora vai guardar a casa, ta?
Quando eu residia em outra casa, na Barra da Tijuca,

Um conhecido que foi lá, me disse:

Clarisse, sua casa é mágica... Nas paredes existem uma
Porção de espiritos que ficam observando quem aqui

Entra... para te proteger!

domingo, 21 de dezembro de 2008

CAMINHOS NO INFINITO



CAMINHOS NO INFINITO





Quando o conhecí, achei ele o homem mais inteligente do mundo.

A vida dele eram os livros e a música clássica.

Quando ouvia música, ficava em êxtase, e até sua fisionomia mudava.

Fiz dele um ídolo.

Eu costumava construir ídolos.

Continuava na mesma atmosfera de minha anti-vida: onde todos

São o que melhor deles é.

Os defeitos, vêm com a matéria.

A lama e a terra são o pior de nós mesmos.

Oxalá fosse-nos possivel vivermos somente no deleite da matéria

Das almas!

Meu olhar transfixiava o homem no afá da química de torna-lo

No que eu achava que ele realmente era.

Eu não estava enganada com ele – estava era comigo mesma.


Ele sabia a que viera e o que teria de responder à vida – eu não.

Eu não sabia a que tinha vindo.

Te encontrarei! Dito na Ante-Vida, é a mais absurda das Quimeras.

O acumulado magnífico de outras vidas, que na Ante Matéria é algo

Primoroso, aqui tem de ser decifrado.

E às vezes, o deciframos mal...

E o que deveria ser decifrado no principio, só é compreendido no fim

Da vida, quando só tem muito pouco tempo para ser desfrutado.

Porque afinal, o enigma de cada um é esclarecido com a compreensão

Do "em que erramos ".

É com nossos erros que esclarecemos "o outro ".

Vamos partir enfim, com a perfeição do que somos – ele e eu .

Inteligentes e vaidosos – e satisfeitos de nos terem dado a oportunidade

De ainda termos vivido com a nossa verdade.

Clarisse

sábado, 20 de dezembro de 2008

O BONDE







O BONDE





Eram oito horas da manhã.

Eu estava num bonde que corria de Ipanema à Copacabana.

Que fazia eu, num feriado às vésperas do Carnaval, naquele bonde?

Eu fugia.

Eu deixava uma casa de dois pavimentos em Ipanema, na Rua

Principal, a Visconde de Pirajá, residencia de classe média média,

E corria ali, eu, uma adolescente de uns 14 anos, para o apartamento

De um só cômodo, onde morava meu padrinho de batismo, para....

Exclusivamente usufruir da companhia dele... o que hoje, chamaría-

Mos, "curtir".

Nesses dias de véspera de Carnaval, ele recebia muitas encomendas

De shorts e bermudas, que ele, um homosexual, costurava, passava,

Para aquela porção de boêmios da vida noturna de Copacabana –

Usar no Carnaval.

Vinham também, as coristas do "Teatro Rebolado" pedir uma

Retocada numa fantasia.

Sabem também por que eu estava alí? Porque "aquela gente" me

Chamava de "Clarissinha" e eram todos carinhos para comigo, por

Ser eu afilhada do "Gaspar".


Na hora de buscar uma comida na rua, lá embaixo, eles perguntavam

O que eu gostaria de comer, e meu padrinho, acrescentava:

Ela não come carne, é hindu.
Como "eles" já haviam visto de tudo na vida e também experimentado

Boa parte "dela", achavam isso perfeitamente natural, e sem mais

Perguntas, traziam o que eu podia comer...

Muito diferente essa atitude da de minha casa, onde os burgueses da

Classe média, abriam os olhos espantados e logo acrescentavam:

- Mas isso é muito mal, a carne tem proteinas!

E no Carnaval, eu resolvi sair vestida com o sarong listrado das

Baiaderas hindús – as "Prostitutas Sagradas".

E foi la no apartamento, que uma ex-corista, grávida de seu primeiro

Casamento, isto sendo uma realização para ela, criada num orfanato

De freras, conseguiu enrolar o sarong de forma que me desse folga

Para eu caminhar.

Dela mesma, já com a filha de uns dois anos, ouvi:

Separei-me de meu marido, porque ele trazia um homem para a
Nossa cama, afim de fazermos uma surubada. E eu então, pensei:

Se é para ser puta, que eu seja sozinha.
Mas ela teve um segundo casamento em que foi muito feliz e adotou

Outra filha.

Eu pensava naquela casa preconceituosa que eu deixava naquela

Manhã, tão cedo, eu, a esquisita Clarisse para eles...

E onde está esse bonde?

Talvez tenha morrido numa estação e os pedaços de seu "corpo"-

Levados para um ferro-velho, após o decreto de retirada dos

Bondes – ou...

No Espaço, para onde for um dia meu espirito, onde eu possa

Navegar nele sem fuga, com todos os espiritos que viveram a

Segregação moral, quando tinham muita tolerancia dentro de si

Mesmos por tudo que tiveram de suportar na Terra, dos

Habitantes da burguesia da classe média...

Clarisse

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Tu, O Divino e eu




Tu, O Divino e eu

Tu, é aquele que tem o Universo, o Cosmo, em sua mão.
Eu me vanglorisei de poder percorrer o Cosmo sozinha - por achar que Te conhecia, por ter a Ti comigo.
Eu estava certa que Teu Misterio poderia se resolver em mim.
Eu acreditava ser a primeira das Sacerdotisas,
a Única que Você chamaria.
Eu não precisava de mais nada; quem tem o Segredo do Universo, de mais nada necessita.
Então, uma tristeza imensa se apossou de mim.
De mim, que tinha a Ti e achava que a Tristeza nada mais me dizia.
Então, tudo a minha volta que me faltava, aquela Imensidão, era só um pouco, tão pouco,
a Solidão...
Onde estás, então?
Não posso chorar, porque me dei a Ti.
E por pequena que seja, a menor que seja, Tu és Tudo para mim.
clarisse

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SETI I , O FARAÓ QUE FASCINAVA



SETI I , O FARAÓ QUE FASCINAVA
AS MULHERES
Clarisse de Oliveira

Eu tenho uma amiga que esteve em Ábidos.


Estar em Ábidos, qualquer turista pode ter

estado lá – mas – passar por uma fenda entre os

Blocos do desmoronado Templo à Osiris,

Encontrar um campo com um capim que ela

Jamais tenha visto, ouvir o vento agitar esse

Capim num som parecido com cabelos de

Metal farfalhados, e por esse som de harpa

Assombrada, entrar em transe, não – jamais

Ouvi falar sobre e tenho a certeza – não

Ouvirei jamais; porque, quem recuperou um

Templo antigo, quase pré-dinástico, ali

Erguendo o fabuloso Templo à Osiris, foi

O Faraó Seti I, paixão da reencarnação de

Minha amiga no Egito.

Hoje em dia, ela é uma pessoa triste para

Todas as coisas, porque ante tudo, ela

Encontra a "falha" irrecuperavel de um

Desentendimento que houve entre os dois –

Assim, o mundo – no que ela chama de vida –

É como o planeta fendido – morando ela numa

Parte e a outra ela vê inalcansavel, sugada pelo

Cosmos...

Uns anos após te-la conhecido, me deparo com

A história de uma mulher de mais de setenta

Anos, que, sustentada por um andador para

Pode caminhar, passou a dormir num dos Templos

Vazios do antigo Egito, por pura paixão pela

Memória de Seti I, ali morrendo – dias após sua

Última fotografia – à porta do Templo.

Em relação à esse fato, minha amiga apenas disse:

Há! Como a invejo...!
A múmia de Seti I, revela um rosto belíssimo de

Homem, de cerca de 40 anos.

E qual é a verdadeira face do Presente?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Inteligencia


Inteligencia

A inteligencia é uma faculdade de assimilar até o transcedental.
Um cerebro que não foi ativado, não ajuda o Espirito no seu contato com as revelações que busca.
A Intelectualidade, é uma Arte.
O Artista, transpõe para sua arte, o além que dá o seu toque que o faz diferir de outras artes.
O toque sensivel, a Inteligencia, ajuda na compreensão que traz ao cérebro; essa ajuda predispõe o humano para a compreensão do Transcedental.
O Espirito começa então a agir.
A Inteligencia é calço para o avanço da Intelectualidade e a Intelectualdiade abre a cortina que deseja: - pode ser o Transcedental.
O humano passa então para o Desvendar do Transcedental.
Um Ser é restante de encarnações passadas.
Suas experiencias se tornam as estradas, que, juntas às de agora, formam o Ser capaz de se integrar com o Espirito e essa possibilidade, o Ser não abandona jamais. Sequioso
do que vislumbrou, ele não encontra sossego enquanto não levanta ao menos, uma ponta do Sudário que oculta o Mundo do Espirito.
Em tudo isso, houve ajuda da Inteligencia.
A Inteligencia, faculta a compreensão das coisas.
Nos animais, é a Inteligencia que os tirará da animalidade, para, aos poucos, ir integrando-os na Humanidade.
Essa qualidade humilde, a Inteligencia, é ponto de apoio para o Grande Salto no Cosmo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

TEXTOS


Hinduismo



"Quando virá a liberdade, a mim que sou como um peixe preso na rede, e quando poderei me sentar aos pés de Deus e perder minha natureza na Sua?" L `Hindouisme,
de Kshiti Mohan Sen

Perder a natureza e imaginar a natureza de Deus.
Não temos noção verdadeira dessas duas naturezas.
Não podemos almejar uma situação com nossas idéias do momento.
Quem seremos daqui em diante?
Quem somos agora?
Quando passarmos para um Plano Superior ao que temos agora, essas perguntas não terão sentido.
Somos como animais para os sentidos superiores.
O homem se perde nas mudanças.
Almejamos estar perdidos num Esplendor - mas Esplendor não terá sentido para nós quando estivermos mais Além.
As Transfigurações nos mostrarão outras formas de ser.
O deus Shiva não é o Destruidor, mas sim, o Transformador.
As Transformações não deverão ter rastros nossos.
Qual é a Essencia dos Deuses?
O que substituirá o Cerebro?
O que é o mundo para o cérebro de um peixe?
A Essencia do Criador está no peixe, como está em nós.
É para essa Essencia que deveremos estender a mão.
A Essencia abrirá os caminhos para nós.
A Essencia palpita em nós e para raciocinarmos sobre Ela, quem seremos até lá?
clarisse

Um cofre chamado Coração



Sobre tua mumia,
coloquei flores das colinas que rodeiam
o Deserto
Eram flores pequenas, de rosa pálido, pois os Lotus
do Nilo,
se fechariam e não iam acompanhar as horas
da tarde de tua despedida
O coração, encerrado em si mesmo, de cor feia,
levaria guardada toda minha Saudade
As flores do campo, se abençoadas pelos deuses,
valeriam mais do que todo o ouro de sua tumba
A Benção, o último beijo, a Saudade, encomendada para
mais de tres mil anos,
Jaz apertada dentro das carnes secas do Coração, IB.
Tua carne morena, que tinha o olor do mel das tâmaras,
que eu lambia sobre teu peito,
está ressequida
e coberta de Ouro
Mais poderoso que o Ouro, é o coração de carne escura
Porque guarda a Saudade que perfumará três mil Anos
e a Saudade é Essencia da Eternidade
clarisse

sábado, 13 de dezembro de 2008

HORUS



Magnifico!
Você ilustrou com o deus Horus, o Gavião.
Essa estátua fica em Edfu, um templo muito bem preservado e tenho uma foto diante desse deus.
Sempre Clarisse

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Livro dos Mortos do Antigo Egito - Grégpoire Kolpaktchy






Livro dos Mortos do Antigo Egito - Grégpoire Kolpaktchy


Capitulo CXXXV

Palavras a serem pronunciadas por ocasião da Lua Nova

Eu, Osiris, recebo em confronto as Tempestades do Ceu.
Enrolo com bandagens e fortifico
Horus, o Bom-Deus, continuamente (*).
Eu, cujas Formas são diversas e multiplas,
Recebo minhas oferendas nas horas fixadas pelo Destino.
As Tempestades são imobilisadas diante de minha face.
Eis que Ra chega, acompanhado de quatro divindades superiores.
Eles percorrem o Ceu na Barca solar.
E eu, Osiris, eu parto para minha Viagem
Na hora fixada pelo Destino,
Acomodado sobre as cordas da Barca solar,
Começo minha nova existencia...

Eu, humano, tendo o deus Osiris como meu representante e responsavel, recebo as tempestades do Céu.
Enrolando com bandagens a imagem do deus Horus, sinto que o poder de Osiris me protege como ele proprio, pois Horus seu filho, me representa e essa cerimonia em Horus é meu estender de mãos à Santidade de Osiris.
Eu, humano, me resguardo em deus, nas minhas formas mutantes boas e más; recebo as oferendas fixadas pelo destino, pesadas e classificadas pelo deus.
As tempestades estão diante de minha face, pois Ra concede por meu procedimento, que eu suba à barca solar e comece minha nova existencia.
Que os deuses tenham piedade de minhas fraquezas, pois confiando em alguns bons procedimentos, amaldiçoei aos que me ofenderam, e o espaço entre a conquista de uma
boa região e o tombo, é mais fino e perigoso que a lamina de uma faca.
clarisse
(*) Horus aqui, mumificado, é identificado com Osiris.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Alento



Alento


Respirando, pouco a pouco...
A Respiração que é alento, se modifica.
Os sorvos se espalham, se invertem, o corpo que os usa, perde a contextura.
Uma libertação, de algo tão somente que é a respiração!
Perdendo a aparencia que formava o corpo, ainda assim, fica a respiração.
Um Alento positivo existe na matéria dispersa.
Como pode existir o Alento, se o corpo que realizava a Respiração não existe mais?
Parece incrivel, mas foi a Respiração que formou o corpo e não o corpo que moldou a Respiração.
Nascemos de um ponto positivo, o Alento.
O Alento é posse dos Devas que organizam a Vida.
A Respiração é a Encarnação.
E a Partida.
E a Libertação.
E o controle que o Ser tem sobre todo o mecanismo que é Existencia.
Nas Regiões onde habitam as Almas, o Alento é outro.
Podemos trazer a Existencia dessa Região para nós, para nos tornar menos densos, e agir com mais Espiritualidade.
Podemos Tudo, o Alento é nossa Posse.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

AMANTE DAS SOMBRAS



AMANTE DAS SOMBRAS

Eu estava no Egito, na única excursão que fiz em minha vida: todas as outras viagens foram a minha custa, as vezes até pagando uma companhia.
Eram tres horas da tarde: o calor, o vento do deserto, meu rosto cheio de areia do deserto.
A tumba, iria abrir às 15:00hs
Eu estava numa rampa, com pessoas de várias nacionalidades, quando ouvi:
- Brasil!
Eu estava numa excursão, mas, de repente, me vi só - absolutamente só. E só, desci uma escada com corrimão de ferro.
Desci, e me encontrei só, numa espécie de camarote, de onde eu via uma múmia com máscara de ouro, um pouco distante de mim, num belo sarcófago.
Como desejei, que a alma daquela múmia, me abraçasse! Porque, misteriosamente, eu estava coberta pelas minhas lágrimas... A poeira do deserto com o vento, em meu rosto,
virou uma lama...
Eu estendia a mão, mas não alcançava o caixão com o corpo, e aquele corpo era metade da tarde que caía sobre o deserto...
E como metade da tarde, eu queria abraça-lo!
Me dei conta que as pessoas na rampa, em cima, aguardavam sua vez de descer. Enlutada, subi a rampa ao lado e chegando em cima, não vi ninguém da excursão, e até hoje, não sei como cheguei ao hotel.
Eu fiz uma amiga na excursão, Lourdes. E mal chegando ao Brasil, Lourdes viajou para os USA.
Na volta, Lourdes estava tão engasgada, que mal podia falar... dizia que tinha estado numa Ordem Esotérica e lá mostraram a ela uma coisa que ela estava ansiosa para me mostrar. Ela ficou tão excitada, que não me esperou ir à sua casa e mandou "a tal coisa" pelo correio. Ao abrir o envelope, fiquei estarrecida! Era uma jovem sentada, com roupa egipcia, e o rosto... o rosto era o meu rosto quando tinha uns dezoito anos! Liguei para ela para dizer que tinha recebido o que me mandara, mas não tive coragem de falar sobre a semelhança! Mas Lourdes, no telefone, insistia:
- Diga, diga, o que você está vendo!
Por fim, ela disse:
- É você, não é?
- Sim, sou eu... mas como você notou isso, se me conheceu com cinquenta anos?
Aí, peguei minha carteira de identidade que tirara com 18 anos, fiz um xerox da carteira,
recortei o rosto, fiz um xerox da gravura que ela me enviara, colei o rosto sobre o outro rosto e tornei a mandar para ela pelo correio.
Ao receber meu envelope, Lourdes me telefonou, dizendo:
- É identico!
A jovem da gravura, tinha sido esposa do homem que hoje era uma múmia.
O deserto é muito grande para abrigar uma saudade!
Não se enrola o tempo, nem se pode arquiva-lo.
Em duas visitas que fiz à Lourdes, vimos quase materialisados, o que foi meu marido e o pai dele, juntos a um sofá na sala de Lourdes.
Em tres anos e meio que morei num apartamento em Copacabana, eu vi as almas dos dois, pai e filho, uma vez mais. Ainda os olhava quando ouvi o telefone: era Lourdes, dizendo: - Estiveram aqui!
- Eu sei, respondi, aqui também, só lamento não ter sido eu a primeira a ligar para você!
clarisse

Sensibilidade



Sensibilidade



Foi um pássaro.
Um pássaro grande, colorido, de bico e pernas longas.
Me identifiquei com o pássaro.
Nós passamos pelo reino animal, antes do humano.
Senti minha alma fragmentada pelo vento do bater das asas
do pássaro.
O Ar revirado pela tempestade das asas, espalhou
minha alma pelo Cosmos, onde me embebi da atmosfera
das altas regiões Siderais.
Algo localizei e senti que em mim, era substituida uma região
por outra,
E, se nós, localizando essa região, conseguirmos rete-la,
nossa Alma fica mais equilibrada para tentar um vôo para mais além!
clarisse

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Considerações



Considerações




Para nossos contemporaneos, a egiptologia não será outra coisa que uma curiosidade; ou, em realidade, ela constitue a expressão de uma profunda ciencia cujo sentido teria sido, depois de milhares de anos, perdido, esquecido, ignorado.
O mundo de hoje, navega a deriva; é um barco sem seus mastros, sem suas velas e sem seu piloto. Assim, num proximo futuro, poderá ele vir a ser a presa da primeira borrasca
sobrevindo de improviso. Grégoire Kolpaktchy - Livre des Morts des Anciens Egyptiens.

De Clarisse:
As religiões, as teosofias, as teologias, não deram a devida importancia ao Lado-de-Lá, da Religião Egipcia, no sentido de que o Lado-de-Lá penetra com a ponta do Triangulo
Sagrado a vida material do homem.
O homem só evolui com o lado material e o espiritual ao mesmo tempo.
Sendo o lado Material accessivel e o Espiritual também accessivel mas interdito para a maioria da humandiade, a população do Globo Terrestre, segue cega, sem saber porque está vivendo e esquecendo que a metafisica deveria ser complemento de sua aprendizagem terrena.
A sua ultima encarnação, ao menos a última, deveria ser calço de toda sua atitude na Terra.
A lembrança do seu estado no Lado de Lá, no mundo do deus Osiris, deveria ser a Alma
de sua Vida na Terra.
"Porque sofro, porque faço isso, porque vivo assim, porque vivo nesta familia, porque não
tenho familia, porque sou cego, porque não posso me locomover com os membros de meu
corpo, porque fui injustamente julgado, porque procuro varias religiões e não acerto com nenhuma, porque sou imensamente rico e o que vai redundar disso no meu rastro de vivencia, porque não acredito em Deus? O que é Deus?"
Busca, e encontrarás.
A Inteligencia para a Busca, deve ser despertada.
O Lado-de-Lá, está ao nosso lado, nos acompanha. Os selvagens sentem o Lado-de-Lá,
na selva, no Deserto... convidam os Entes Espirituais, os Entes Iluminados para virem até
eles, para os confortar, para os ajudar... Devem ter um Sacerdote Iluminado e Bom para não deixar os Entes Não Iluminados virem perturbar a Existencia dos humanos. A Aura do Iluminado o proteje, portanto, purifiquemos nossa Aura - no interior das Igrejas, nas deliciosas lendas da Idade Média, por exemplo:
- Um tocador de violino das ruas, não tinha conseguido as moedas necessárias para ele se alimentar. Desesperado, entrou numa igreja e começou a tocar violino para a imagem da
Madona. A imagem que tinha sapatinhos de ouro, tirou um dos sapatos e atirou para o violinista. Esse, foi correndo a um antiquario vender o sapatinho. O antiquario reconheceu a peça e o denunciou ao povo. Reunido o povo para condena-lo como ladrão, o músico pediu que o deixassem tocar violino diante da multidão. Entraram todos na Igreja e ao cabo de algumas notas, a imagem da Madona, novamente tirou o outro sapato e o atirou ao pobre homem.
Os templos e os Deuses estarão sempre ao nosso lado - temos que passar a vida aprendendo a invoca-los.
clarisse

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ode a Rudolf Steiner




Ode a Rudolf Steiner



Pertenço ao Signo de Libra, o Signo da Beleza, da Sensualidade - é o Signo da deusa Venus, namorada do deus Marte, mas esposa de Vulcano, o deus subterrâneo que fabricava raios para o deus Jupiter, o governante do Olimpo.

Os retratos de Rudolf Steiner, mostram um homem lindo, tipo cigano, não nascesse ele na fronteira da Hungria com a Austria.
Conheço uma hungara que é técnica em Computadores e é morena, como uma habitante dos Desertos. Fico olhando para ela e tentando enquadra-la numa povoação dos lados da África, que tivesse invadido a Europa, como os árabes fizeram em Espanha e Portugal.
Os olhos negros de Rudolf Steiner, são o Mistério de nômades do Oriente Médio, que tivessem tirado esses olhos dos receptáculos misteriosos das Pirâmides e os tivessem levado ao Ocidente. Esse Par de Olhos Negros, são um Graal de grande potencia para
estarem no mais negro das Galáxias, Noite Privativa do Cosmos, que só os Misteriosos Iniciados saberiam como afastar as cortinas para desvendar o Recesso de Todos os Misterios.
clarisse

Comparações



Comparações


Comparando, o que escrevi numa cronica sobre a missão dos "Sacerdotes" em que eu comparo a um Sacerdote Rudolf Steiner, na sua missão revelando os vários mundos na
Metafisica da Matéria:
"Se sua missão está sendo bem cumprida, o Sacerdote nunca tem noção disso - porque existe uma particula em Si que não responde a Si mesma... e o incompleto está nas mãos de Deus."
Da Historia Secreta de Portugal, de Antonio Telmo:
"É o X a primeira letra do nome grego de Cristo e é o principio da iniciação. É a potencia da luz que se desenvolverá até ao acto puro da visão perfeita em que a luz se vê a si própria, na exacta relação aristotélica do intelecto com o inteligivel. Do X se pode dizer que, enquanto primeira letra do nome divino, é o Verbo que está no principio e que o Evangelho de São João relaciona directamente com a Luz.
Todos os homens têm em si este X, esta incógnita ou este mistério pelo qual são e vivem.É a coisa próxima infinitamente distante. E, embora próxima, os homens não o conhecem. O homem não chega à consciencia dela sem uma rotura no sistema natural de ser, a que no Claustro se alude pela paixão e morte de Cristo.

(o Claustro aqui, é o Mosteiro dos Jeronimos, em Lisboa, e a descrição da decoração dos
Portais que o entornam acima das entradas para a Capela)
clarisse
Os três mundos - Rudolf Steiner
As regiões quinta, sexta e sétima são essencialmente distintas das precedentes. Pois as entidades ali reinantes fornecem aos arquétipos das regiões inferiores os impulsos para a sua atividade. Nelas se encontram as prórprias forças criadoras dos arquétipos. Quem ascende a essas regiões trava conhecimento com os intentos (*) que se encontram na base de nosso mundo.
(*) Termos como "intentos" são entendidos aqui apenas como "similes", isso decorre das dificuldades acima mencionadas de se encontrar a expressão linguistica certa. Naturalmente, não se cogita aqui de fazer reviver a velha doutrina teleológica.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Área de cada um



A Área de cada um



Rudolf Steiner - como Rudolf Steiner tinha consciencia de que estava certo com relação à área metafisica em que tinha de agir?
"Os Grandes Sacerdotes" imperaram para continuarem a imperar. A cada um deles foi dada caracteristica necessaria à sua missão.
Como tinham consciencia dessa missão?
A missão está relacionada ao que mais amam - mas o Império de seu Reino, o sacrificio pelo seu Reino, é a própria Vida, levada ao Altar do Mundo. Nesse Sacrificio, a dedicação é composta e recomposta o tempo todo. Tanto evolue a Alma como muitas vezes a expõe aos desafios de si mesma; isso, mantem o Sacerdote sempre como devedor, apesar da doação de si próprio ser contínua.
A inquietude é parmanente - mas, isso é ao mesmo tempo combustão para o seu desempenho.
Se sua missão está sendo bem cumprida, o Sacerdote nunca tem noção disso - porque,
existe uma partícula em si que não responde a si mesma... - e o incompleto está nas mãos de Deus.
Para a Metafisica agir na Atmosfera da Terra, o sacerdote responde à uma caracteristica
temporariamente escolhida para o exercício de sua Missão.
O exemplo disso, mesmo que seja para uma missão sem a caracteristica dos Sacerdotes, é a escolhida da lembrança da última encarnação na Terra; porque, o Espaço
Infinito está arquivado no vão entre duas Vidas. O Vão é uma permanente Região Espiritual, o que faz o Missionário incessantemente se inquirindo sobre Si mesmo, comparando o que fez e o que faz numa Vida e outra, como um rosto com duas faces: uma olhando para diante e outra para trás, e no meio dessas duas atitudes o impulso constante da Evolução: - não se trabalha em si num aspecto só, mas em dois ao mesmo tempo... isso é muito importante, porque não deixa formar um Ego.
Um adoravel amigo das Listas, que ja me acusou de sentir muita saudade da minha vida na India, eu quero que ele analise que ainda existem os intervalos que retiveram os momentos de aspiração da minha Alma para sua Evolução, num ambiente de Templo, que não tive na existencia ocidental. Esses intervalos, é que retêm o sumo da orientação do Natuvanar, constante no desempenho das Devadases no Templo.
É um Templo em que ainda habito e trago para ele, todo o desempenho de um dia de vida
no mundo Ocidental.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A CAMINHADA



A CAMINHADA


Nos dias de festa, elas vinham; as mulheres da pequena

Aldeia.

A procissão saía do Templo mais tarde – às vezes, bem

Mais tarde, quando a Lua já ia alto.

Por isso, elas traziam comida e doces para a baiadera

Parente delas.

Porque assim, acompanhavam os andores mais bem

Alimentadas.


Mas nas tardes secas, sem festas e procissões, Nataja

Acompanhada do menino, o irmão mais moço que ficava

Com ela no Templo, e o cachorro branco, faziam a

Conhecida caminhada até a aldeia dos artesões.

As estrelas luziam festivas para a gloria da jovem mãe

Que embalava seu filho recém-nascido, e piscavam

Tristes para as casas que tinham moradores doentes.


A estrada de terra escura, ladeada pelo mato alto,

Escondia o tigre que assim acompanhava os passantes.

Se Nataja seguia com o menino e o cão, ela caminhava

O mais rápido que podia, com seus pés descalços.

Se encontrava um grupo de colhedores ou ceifeiros,

Ela se juntava à eles, pois o perigoso era o que caminhava

Sózinho atrás do grupo.

As presas do tigre, têm 10 cm de comprimento.

Abocanhando a caça pelo pescoço, o animal a arrastava

Por baixo de seu corpo com perícia, enfrentando o mato

E a galharia com tanta rapidez, que era impossível

Segui-lo.

Os grupos traziam gamelas de metal e colheres para

Assustar as feras, mas todo cuidado era pouco.

Quando um gamo assustado, saltava de um lado a outro

Da estrada, começava a batição dos metais para assustar

Pois algo perseguia o veadinho.

O grupo aproximando-se das choças e das casas de adobe,

Ia se dispersando e era imensa a alegria da baiadera

Quando avistava sua casa deixando ver os clarões do

fogo por entre as folhas das palmeiras.

.......................................

O que mais me espanta, é, por que com tanto movimento

No Templo, as danças, os tambores, os peregrinos que

Iam e vinham, as procissões, os bailados em volta da

Fogueira acesa, ficou a imensa

Estrada dominando minhas lembranças.

E foi a única coisa que desapareceu.


O Templo está lá – ainda existe diante dele uma praça

De terra batida, onde se poderia acender uma fogueira

E festejar e dançar.

Mas o casario da nova vida, cobriu tudo, formando uma

Nova cidade.

As procissões ainda saem à noite – iluminadas pelas luzes

Elétricas das ruas.

Pois – segundo se mantém até hoje –

Madurai é uma festa!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O menino português‏



O menino português‏


Quando ela, a dançarina do templo, a Devadase, pegava a estreita estrada que conduzia do templo ao aglomerado de casas dos tecelões de pequenos teares,
ela ja percebia, que alguém a seguia pelas moitas das margens da estrada.
No entanto, ela nada dizia ao namorado, pois ele, podia perseguir o intruso e o matar.
A Devadase ansiava por aquelas horas varridas pelo mato ralo de campos sufocantes de calor.
A presença do belo rapaz de olhos negros como os onix das jóias dos principes que visitavam o templo, montados em elefantes ajaezados, ou cavalos de selas de sedas vermelhas e franjas douradas - no entanto, era entre a riqueza que ela, a dançarina pobre, procurava o rapaz de peito suado, moreno, como as estátuas dos deuses de bronze, que ficavam na chuva.
Só os pobres compravam do rapaz pobre de olhos negros.
Os principes não procuravam frutas em cestos de vime.
O Sol do Meio-Dia, escaldava.
O Sol moreno do entardecer, oferecia a terra quente para os namorados deitarem sobre ela.
O menino português, vindo com seu pai das colônias a beira-mar da Costa do Malabar, descobrira os encontros amorosos e gostava de observa-los, escondido
entre as moitas do capinzal.
Numa tarde chuvosa, havia festa no templo - mas - quando o menino português lá chegou, havia terrivel tumulto e ele viu o namorado da devadase correr por sobre as montanhas baixas de detrás do templo... por que fugia ele?
Ele soube depois, dias depois, após a chuva ameaçadoura tombar sobre o Tamil Nadu, o que ocorrera... e ficou triste, muito triste por nunca mais poder ver a dançarina de longas tranças caminhar na estreita estrada do capinzal.

Duzentos e poucos anos depois, deram outra estrada para o menino: você toma o
onibus tal... e chega lá... é um apartamento em Ipanema,
Ele foi... reencontrou a moça, que mais tarde iria lhe falar muito sobre o namorado perdido... porque "aquele dia" do Tamil Nadu, ainda não acabou...

domingo, 30 de novembro de 2008

Os Arcanjos são Guerreiros



Do Livro da Missa e da Confissão com os officios dos domingos


Lição da Epistola do bemaventurado Paulo, apostolo, aos fieis Colossentes.

Irmãos, se resuscitastes com Jesus Christo, procurae o que é do Ceo, onde o mesmo Jesus Christo está sentado à direita de Deus. Tende affeição às cousas do Ceo, e não às da terra. Porque vós já morrestes, e a nossa vida está escondida em Deus com Jesus Christo. Quando vier este Senhor, que é a nossa vida, vós tambem apparecereis com Elle na Gloria.

Edição feita sobre a do Prior D´Abrantes - Approvado por S.E.R. o Arcebispo´primaz de Braga - Pariz Antiga Casa Morizot La Place, Sanchez e Ca, Editores - 3, rua Séguier
Pertenceu, à Clarisse Lage Indio do Brazil, encardenado em capa de marfim e prata.

De Clarisse:
Se nos revelamos no Avatar Jesus, permanecemos na santificação crística, que tem o
Ceu como nosso estado permanente, mantido pela essencia cristica, que é Jesus estar à
direita de Deus. O Céu está na Terra, para aqueles que o podem ver. Na Terra nos regozijamos com o estado permanente de nossa Alma, que com a nossa morte que é a
ressurreição, mortos e despertos no Avatar, é permanente nosso júbilo que não nos deixa
abater pela ilusão das coisas da Terra.



Os Arcanjos são Guerreiros



Por que vestem os Arcanjos de Guerreiros?
No Mont Saint Michel, a estátua em bronze do Arcanjo São Miguel, o apresenta como um guerreiro medieval, com armadura de metal completa, brandindo uma espada.
Falam muito na côrte de Amor dos Servidores de Deus, mas, então por que são guerreiros?
"Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" - primeiro mandamento dos Dez apresentados por Moisés como recebidos diretamente de Deus no
monte Sinai.
A trajetória de uma Alma, Espírito, Mônada, tem que ter Amor.
Pergunto eu: Sentimos ser Amados?
O Socorro Divino, a Luz, nos conforta. A Luz despertada por nós, como uma Estrela cujas pontas nos entornam, nos repletam de Luz, até onde no Espaço Sem Fim, em que despertamos o pronlogamento dessa Luz.
Mas, o Amor?
A Luz Divina é Amor?
Qual o Retorno do Amor?
O homem se isola, cruelmente, se compensando com a Luz, que realmente é Eficiente,
porque, iluminando, desperta a Divindade e a Divindade nos Liberta de Tudo, nos recompensando com a própria Divindade, assim, não nos ilude, e mata nossa fome de
Deus.
A Luz nos transforma, não somos os mesmos humanos, quando iluminados.. Outras são
nossas compensações, como se o Mundo se revirasse no Espaço modificando aparentemente tudo o que então conhecíamos.
Carne de Deus, Filhos de Deus, somos outra espécie.
Um Guerreiro venceu a maior batalha - que é a de Si Mesmo.
clarisse

Segunda Região



Segunda Região


Melô era o apelido de Melodia.
Melô às vezes, segurava a cabeça, de tão pesada por idéias e imagens com que não podia repartir com ninguém, que mergulhava num trauma pesado e triste pela sua existencia.
A Segunda Região tinha muitas almas, tanto de mulheres como de homens.
Como num Templo Vasto e Branco, Melô caminhava naquela Região, dificil de traduzi-la na Terra.
A Alma de Melodia tinha claros e escuros em sua projeção.
Caminhava na Terra, com a face bela e sombria, os olhos de grande pestanas, baixados sobre os caminhos que percorria.
A Segunda Vida era Espirito da Vida Terrena.
Quando a Segunda Vida se pronunciava, a Vida Terrena se desmanchava nas suas contexturas mais sólidas, e o que era percebido Melodia não podia explicar, pois era exclusivo da Segunda Região.
Máscara de si mesma, seus gestos eram suaves como os dos pastores que conduziam os carneiros balidores.
Além de um rebanho que deslizava sobre uma campina, vinham as ofensas, os desafios,
os deboches dos que nada compreendiam daquele permanente contato com as estradas
siderais que eram limpas e sempre conduziam aos lugares certos, da Vereda Sincera.
Melodia não vivera uma vida de permanente felicidade. Aliás, Felicidade era algo especial
para Melô. - não coincidia com as coisas da Terra - então, parecia que Melodia sofria muito, mas era apenas um lapso que seguia uma nuvem escura, que, momentaneamente,
passara sob o Sol, Estrela que mantinha a Vida na Terra.
A felicidade da Segunda Região era um sonhar permanente para alguém que tinha uma forma de dormir diferente dos habitantes terráqueos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Homem


Homem

Homem é um poder esquecido.
Homem tem em si, o esteio do Universo.
Tudo começou por ele, o eixo da Criação.
Quando ele, o homem, estendeu os braços, criando a Trave do Eixo, fez-se o mundo, foi criada a mulher.
Nele, no Homem sempre houve o começo de Tudo.
Os Patriarcas, os Sábios, os Guias, os Budas, o Cristo...
O negativo para crescer, expande-se no Positivo e então as Duas Faces do Universo, se completam como Graal para o Cosmos.
A Face de Deus movia-se sobre as águas.
Somos sequiosos da Substancia Divina que é uma existencia, porque, a Realidade, o surgimento da Face sobre as Águas, a Realidade, é imutável, não se esfacela em múltiplas vidas, que são nossas existencias...
Para o Imutavel, vivemos...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Paleolitico


Paleolitico

A Arte mais estupenda na minha opinião, são os desenhos de cavernas feitos pelo homem paleolitico.
Os cavalos, têm sombras que destacam seus membros, pescoço, a crina. Que a arte de um pintor do medieval para mais próximo à época do momento, destaque o artista como excepcional, não tem comparação com o pintor paleolitico. O movimento dos músculos,
a claridade sobre o desenho, em certos lugares da imagem e a sombra, denunciam um ser de espirito que se revelará mais tarde como um grande pintor.
As mãos, por incrivel que pareça, têm dedos delicados, no que imaginamos grandes e grosseiros em mãos acostumadas à pior carga de trabalho para manutenção. Na época dessa criatura, tudo era força e brutalidade... de onde virá então, a maravilhosa pintura acompanhada de escultura, pelas asperezas da rocha?
Visitei grutas no Brasil, que não tinham os desenhos das grutas de França e Espanha.
O paleolitico europeu, tinha magia. Nas figuras, sem a nossa proximidade, somente em
ve-las e imagina-las em seu recesso rochoso, na escuridão, às vezes o acesso fechado pelo mar que até o invade, e esse recesso iluminado pela luz do fogo de alguma tocha,
deixa perceber que o começo da Vida na Terra, tinha uma energia transcedental, que, por alguma razão, deslizava pela superficie do planeta. Essa energia primaria, a civilização, destruiu, mas, penso, em algum lugar do mundo, essa energia primaria ainda existe.
Na exploração das grutas de Lagoa Santa, me atrazei no acompanhamento dos colegas que as visitavam - e no entanto, eu ouvia as vozes deles, mas, eles não ouviam os meus
gritos de socorro... e por que me atrazei? Porque passava a mão nas pedras para sentir o que tinha havido ali em outras eras...
De repente, um homem negro enorme, me apareceu. Fiquei apavorada.... estava a mercê dele... Ele gentilmente, me fez sinal para o acompanhar. Fui o seguindo e notei que estava subindo para o topo da gruta. De repente, ele parou: ele deu um salto sobre uma
brecha abismal e foi parar no outro lado. Agachou-se, me estendeu as mãos e disse:
- Salte você com as mãos estendidas! Eu te pegarei aqui!
Até hoje, não sei porque, me agachei, estendi as mãos e saltei em direção à ele!
Ele me pegou no ar!
Me pegou e desapareceu... Em pé, na outra margem, saí por uma brecha e vi a excursão toda sentada, conversando, e não tinham dado pela minha falta!
Enquanto estava aterrorizada procurando o caminho perdido, o toco de vela que eu segurava, queimando-se ja no fim, minha cabeça bateu na ponta de uma estalatite e quando botei os dedos sobre o lugar que doia, senti o sangue que brotava do talho.
E por isso, quando ainda trêmula, me sentei no chão abaixo dos colegas, soube depois, pelo proprio professor:
- Nós estavamos rindo, porque sua cabeça estava toda suja de sangue...
Para me pentear, eu segurava o couro da cabeça para outra colega desembaraçar o cabelo... ali não tinha socorro medico, não tinha nada...
Hoje, não sei...
clarisse

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Quem tem muito Amor para dar



Quem tem muito Amor para dar...



Ele veio de uma aldeia próxima.
Chegou ali, nas imediações de Madurai, e viu um templo estranho: num alpendre da frente, colunas de cavalos empinados, com deuses entre as patas que ficavam na terra,
sustentavam o teto do alpendre.
O rapaz, vendedor de objetos feitos com espécie de vime, resolveu entrar no Templo.
Suas salas não eram grandes, mas, havia uma atmosfera estranha; para se dizer, confusa...ele, o rapaz, sentia na atmosfera, "cheiro de mulher"... por isso, resolveu ficar mais tempo... observando o movimento do templo.
Numa sala revestida com pedra, um homem sentado no chão, batia palmas e falava com uma dançarina, misturando palavras curtas com palmas, dominando o ritmo da dança.
Não havia música; só ritmo: isso era o principal.
O homem sentado no chão, viu o rapaz com os objetos de vime pendurados no ombro e
fez sinal para que ele se afastasse dali.
O jovem desceu uma escada de pedra e se encontrou num outro alpendre, porém maior do que o de cima, na entrada do templo: diante dele, um pátio retangular e lá ao fundo, sobre um muro que fechava o pátio, uma colina pequena, marrom, meio lage e terra.
Ele, o rapaz, estava com fome; foi quando, vindo do andar de cima,uma jovem de uns quinze anos, apareceu diante dele. Descalça, uma roupa como um sarong, envolvia seu
corpo; os cabelos enormes, fartos, caiam pelas costas, até abaixo de suas nádegas. Os lábios eram carnudos e tingidos com suco vermelho de algum fruto. Apesar da fome, o rapaz se encantou com a moça. Por sua vez, a moça, que nunca vira olhos tão belos como os dele, o olhava com admiração e sem saber que atitude tomar. Por fim, lhe estendeu um doce de sementes amassado com mel, ja meio mordido. O rapaz, sorrindo, pegou o doce e o comeu... fazendo sinal para a jovem que apreciara a comida e também fazendo sinal para o estomago, que estava com fome.
A jovem, fez-lhe um aceno para que a acompanhasse e juntos, subiram uma escada no fundo da sala principal e sairam ao ar livre, diante de montanhas rochosas, baixas, arredondadas.
Em cavernas, cavadas nas rochas, existiam outros altares, e salas com frutas, cereais, melado de cana. Com uma casca seca de fruta, a moça tirou água de um dos vasilhames e ele limpou os dedos.
Ele, então, contou que vinha de uma aldeia vizinha, ver se podia vender ali os seus objetos de vime. A moça contou que era dançarina do templo e sua familia morava um pouco adiante.
A fome satisfeita, os olhos de ônix negro do rapaz, passeavam sobre o corpo da moça.
Dela, emanava um cheiro de óleo perfumado, suor e fêmea.
O filho do deus Shiva, Murunga, tomava conta e zelava por uma energia esparsa no recinto onde estava o altar de entrada. Naquele templo, fora desvendada uma energia que impulsionava A Chave da Vida, o Secreto da Existencia.
Essa Energia, como Chama Invisivel, mantinha a Existencia na Terra, do Cosmos Universal. Era como se fosse o Ponto G, classificado hoje na mulher, assim era o ponto G, no Espaço Universal.
Essa Energia correspondida no Ser Humano, era um Eco do Ritmo de Shiva, o Transformador.
Quem tivesse vivido e servido nesse Templo, transformado pelo deus Shiva, seria um ser diferente, mesmo que tivesse consentido viver entre os terráqueos..
O amor despertado entre os dois jovens, rolaria retumbando pelo Espaço, alimentado pelo deus Servo e Vigilante do Mantenedor da Criação, o deus do amor, Vishnú.
clarisse

domingo, 23 de novembro de 2008

Natuvanar



Natuvanar

O Natuvanar ensinou às baiaderas:
- Quando dançarem, lembrem-se de que cada gesto tem o potencial do deus para quem dançam.
Existindo esse potencial, o indiquem, o enviem para os que pedem à vocês, socorro para suas aflições.
A dança é a imitação dos deuses -
ao o imitarem, se transformam em sua magia, que é o seu potencial.. Incluindo nesse potencial, a necessidade dos que precisam, rodeiam o necessitado com a potencia do deus: o necessitado está na faixa do deus, ele dança com o deus.
Ao terminar a dança, a baiadera está exausta.
Além de dançar, uma dança que pede o bater dos pés, não só em sua sola, mas, o apoiar no calcanhar, em todos os movimentos rápidos, que exige a força para fazer soarem os guisos presos nas canelas, o recuo apoiado nos dedos dos pés, para outro movimento da dança, a baiadera não pode perder sua concentração na Emanação do Deus, que, tanto a exalta na Inspiração da Divindade, como emite da concentração dessa força a realização da esperança de muitos, que necessitam tanto por aflições, como males físicos: a baiadera, está exausta; no entanto, ela não pode descançar. O relax, tão
espalhado entre os ocidentais, não pode entrar na aura da baiadera, porque ela, a Devadase, é a Chama Viva do deus, e tem que estar sempre acesa, em recepção da Divindade, e em emissão da Divindade. Nessa confluência de forças, um chackra aguenta o processo: por isso, ela, a Devadase tem sempre um chackra sendo acionado.
Na parte sexual, o chackra é protegido da sensualidade tragada pela satisfação do sexo.
O chackra sai incólome da ação sexual.
E a baiadera retoma sua atitude permanente de sintonia com a Divindade..
clarisse

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Um Ser Diferente



Um Ser Diferente


Não que fosse diferente.
Diferente, em que?
O que para uns é "Diferente", para outros, é "Igual", é como é.
Existem animais que têm em si qualidades e adversidades no organismo de si mesmos.
O jacaré, por exemplo, tem os olhos acima da cabeça e as narinas, acima do focinho; com isso, ele fica embaixo d ´água, mas vendo e respirando.
Às vezes, existem reversões incriveis num animal. O metabolismo de seu corpo, tem enzimas que protegem, e ácidos que destroem - fazendo com isso, que o animal as vezes possa ficar um mês sem comer, até a estação anual se modificar e colocar o alimento diante de sua boca - não sei se está muito certo o metabolismo descrito, mas existem animais com uma proteção da Natureza que o homem não tem - pois o homem constroi sua subsistencia, enquanto o animal está à mercê da Vida.
Ágata era uma espécie humana, assim.
Espiritualmente, ela tinha versos e reversos em si própria e ultrapassava as Leis do material e do "invisivel". Invisivel para os olhos da carne, porque para os olhos do Astral,
havia o visivel Astral.
Os namorados que a abraçavam, eram expulsos como se um cão invisivel latisse para eles, e os que a admiravam por sua perspicácia interior eram admitidos por ela.
Mas Ágata sofria.
As vezes, Agata dançava nas ruinas dos antigos estádios Gregos, procurando equilibrar as tendencias de sua Alma.
Dançava, dançava, olhando para o Céu, tentando se idenficar com o Infinito - mas voltava a si, se lamentando como perdida numa Floresta desconhecida.
Um dia, ela encontrou um templo, em que se abrigou: a Solidão.
A Solidão bem vivida, é o Infinito.
clarisse

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

MEU PRÊMIO



Meu Prêmio‏


Sobre mim,
Um museu fechado.
Eu tenho a chave.
Abrindo a grande porta de madeira,
pesada,
que range...
As salas estão escuras,
porque,
os que me esperam,
têm um prêmio para me entregar.
Meu amigo Rogel os enviou,
para me entregarem um prêmio.
Gritam no escuro para me surpreenderem!
Rogel Samuel os enviou.
Eu recebo,
e, saio do Museu
com meu premio nas mãos.
A noite é extensa, mas está estrelada,
o Luar em Festa!
Extenso meu Destino
para procurar Rogel Samuel -
mas um Dia, o encontrarei...
E onde ele estiver,
mostrarei orgulhosa,
em minhas mãos,
o prêmio que me outorgou...
A Noite não vai clarear... não vai sumir...
Dá tempo para eu agradecer!
Sempre Clarisse

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


SOLIDÃO NA TORRE



A Torre? é a Torre de Belém, na foz do Rio Tejo, de onde partiram os navios de Pedro Alvarez Cabral, para a grande viagem.
Quanto tempo de solidão no mar, onde um poeta desejaria navegar, para ter bastante tempo de sonhar...
O Céu Azul sobre um Oceano Verde.
O único derivativo eram as ondas, ora pequenas vagas, ora vagalhões soprados por tempestades a se formarem.
O barulho rangedor da madeira dos mastros, o barulho lúgubre das Velas no seu resmungo sufocado.
Os navios navegam... uma terra muito longe os aguarda.
É nela, que um dia eu nascerei.
Nascerei, para uma vez, eu estar na Torre de Belém, para subir com minhas pequenas pernas, os altos degraus feitos para a soldadesca, para os marinheiros.
Sentada, só, fiquei numa cadeira de mais de quinhentos anos, a meditar, a meditar, quem
teria nela sentado a sonhar, a imaginar tudo o que ali se passou uma vez, quando as
caravelas partiram... iriam voltar?
Eu voltei.
clarisse

Hinduismo (L´Hinduisme de Kshiti Mohan Sen) e considerações de Clarisse



Praticamente a base do Yoga é a mesma que a do Samkhya, salvo que um Deus pessoal é introduzido no sistema. Deus dirige a evolução e, até como podemos perseber, é oniciente e onipotente. Periodicamente, Ele dissolve o Universo, pois isso faz repartir a evolução.
Praticamente, o yoga consiste em exercicios do espirito e do corpo compreendendo o dificil exercicio de não os exercer de todo. Outra coisa que nos torna mais sadios de corpo e de espirito neste mundo, estes exercicios são para facilitar a libertação. Contrariamente ao sâmkhya, o yoga não crê que a liberdade venha somente do conhecimento: a disciplina mental e corporal é vigiar e contribuir. Recomenda-se vários métodos de concentração, como metodos para evitar as atividades mentais que ativam nossa escravatura em nos tornando mais dependentes da prakriti (matéria). Os exercicios de yoga são ainda comumente praticados na India. Outros que desejam obter a libertação e os que aí vêm um meio comodo de conservar a saude física e mental.

O modo de ver de um camponês da India do Sul: ele, o camponês, tem como certo a sua maneira simples de viver. Acrescentar à ela, as correntes religiosas da India, lhe deixam um complemento a ser anexado: à sua casta, à sua maneira de vender o que cultiva ou o que vai buscar para vender; diante de tudo isso, está o templo. O que colhe ele no templo? Ha um deus para tudo: o Transformador (Shiva), o Mental (Brahma) o Sensitivo
(Vishnu). O que se importam esses deuses com sua maneira quase pobre de viver?
Religiosidade é Vida na India. Mas quando esse camponês teve confortadas pelos deuses
as suas necessidades para sobreviver? Os "homens santos" da India vão aos templos, mas não estendem as mãos para o camponês. O camponês, humilde em sua pobreza,
não faz perguntas aos grandes Mestres.. Penso mais no Mahatma quase nú, recebendo com carinho o povo da India. O mais dificil, é preencher uma alma simples. Os eruditos
têm bases filosoficas e religiosas - mas, o camponês não sabe ler, e o mais dificil, é-lhe explicar os Upanishads, o Yoga, e mesmo a Devoção Amorosa do Bagavad Gita, pois o
camponês, pela sua miséria, até hoje, não teve segurança de amar...
O camponês tem as mesmas necessidades mentais dos mais abastados, só que o desnivelamento da Vida, não lhe traz respostas para sua maneira simples de viver. O encontro com o deus, tem de vir dele próprio. A suntuosidade dos templos, não lhe diz nada. Onde se encontra "aquilo" que dá o sentido da Divindade ao pobre e ao rico, e é tão magestoso que apaga a pobreza e a riqueza e torna o homem possuidor da Verdade Divina que nada mais no mundo pode igualar?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Segredo da Sensualidade




O Segredo da Sensualidade


A Sensualdiade não é uma exaltação dos sentidos; ela é vibração que responde ao apelo de alguns chackras e portanto está fundamentalmente fazendo parte do perispirito do ser.
A Sensualidade não apela ao sexo; e, se apelasse, não seria nenhuma mácula.
A Sensualidade é uma flor desabrochada exalando o perfume da Alma que faz parte de um dos aspectos da Criação.
A Sensualidade pode constar do culto da Adoração aos deuses; ela palpita no cuidado com que exercemos a cerimonia de Adoração..
Se a Sensualidade atrai o sexo, ela não está fazendo outra coisa que plantar o caule da flor-da-vida na terra dos nascidos.
O culto à Vida, se faz com a Sensualidade, mas, a Sensualidade vem no Andor da Procissão ao Culto da Vida; vem portanto na sua parte mais pura, pois, se não fosse essa Energia, não haveria Existencia.
A Vida é zelo dos deuses, portanto, a Sensualidade faz parte do organismo divino.
Como a terra úmida dá conforto para a germinação da planta, a Sensualidade é o ambiente que torna possivel a Vida.
Não somente a Vida Terrestre, mas o Organismo Deístico se corresponde com a Humanidade pela Devoção, que, quanto mais exaltada, tem o perfume da Sensualidade.
A Operação dos deuses é tão complexa, que praticamente todas as emanações e energias, se interprenetram umas às outras.
Eu escolhi a Sensualdiade para ofertar aos deuses numa dança de bayadera, de devadase, a Baharata Natya a sublimidade com que transmito para a Divindade o sentimento de que só existo por consentimento Divino e só deveria viver se compartilhasse com os deuses da essência da Criação, diariamente com eles.
A verdadeira penetração que permitiu o Avatar encarnar no humano foi a Sensualidade Divina, que eu interpreto como Espirito Santo.
clarisse

sábado, 15 de novembro de 2008


Alguém proibido de amar


Seu corpo devia ser moreno carregado, uma vez que viveu em terras de vento quente e poeira vinda dos desertos.
Fui proibida de ama-lo, de senti-lo como desejava, como toda enamorada que deseja conhecer o ser amado.
Com os sermões que pregava, fora das ruas de Jerusalem, eu não mais que desejava estar perto dele com a sensação de que iria compreende-lo melhor que os outros e saber fazer por ele mais que os outros, mais que todo o mundo.
Queria dizer com isso que me achava mais inteligente?
Não, mais tinha a certeza de que a dedicação que lhe devotaria, teria a sina de entrega de minha alma, o meu espirito servo do título de Cristo, para lhe servir até no que ele esquecesse.
Não consegui que ele me notasse entre tantos que o rodeavam, até o momento em que ele desapareceu e eu fiquei esquecida numa das vielas daquela cidade, como um cão que
viu partir o dono que amava.
Voltei ao horto das Oliveiras, onde ele orara pela ultima vez e ao cair da noite, vi sua imagem que se esvaía me sorrindo com a pomessa de Eternidade.
Meu coração bate a espera desse encontro em que nem quero acreditar que tanto depende de mim!


Pequeno deus



O orgasmo vinha antes do Desejo.
Porque, ela se perdia nele, uma vez que nunca mais pôde se reencontrar depois que começou a ama-lo.
Todos os versos sagrados do Bagavad Gita, ela os recitava diante do Altar do Templo, pensando nele.
Havia em sua língua gosto da carne dele - sempre.
Ele era um deus, disso ela não tinha dúvida.
E não se defendia nem se privava de nada na Vida, pois tudo era ele.
O dia em que ele se apagou, ela não se lembra - apenas onde passou a estar, ela nunca mais conseguiu encontra-lo.
A Viagem ao encontro dele foi através de Estradas Siderais que foram escurecendo, até um mar de sangue, onde ela abiu os olhos e respirou com dor.
Passaram-se quinze anos no Planeta Terra - o gôzo foi substituido pela Saudade: a
Saudade, pela procura.
Inesperadamente, uma dia, ele reapareceu.
Mas, do outro lado da Vida.
Novamente ela atravessou tudo, dispoz ele antes de tudo.
Numa manhã, teve a impressão de que seu cachorro não estava bem - ouviu uma voz bem perto de si: - Seu cachorro não tem nada e vai te fazer companhia durante muito tempo.
Mesmo depois que foram constatadas células malignas num tumor de pele no cão, e após quimioterapia, ela se sentindo nervosa se atirou entre os braços dele e um pedido,
um rogo através da fé, através dele, o cão não teve nenhuma doença, como está sadio anos depois desse acontecimento.
Então, o mundo se transformou nele de novo.
O gozo carnal, não sendo mais possivel, se realizou em esplendor na aura do fantasma dele, em que cada raio de uma cor era uma faixa etária dos anos de separação entre eles.
Continuam juntos e não existem duas esferas de Vida - só Felicidade Absoluta.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Recordações de um filme antigo


Ha "milhares" de anos, num cinema que não mais existe em Ipanema, assisti a um filme que na ocasião, não compreendi muito bem - aliás, não compreendi coisa alguma - pois, só hoje com a experiencia pessoal, posso comenta-lo.
Tenho me deparado em região além da física, com uma flor gigantesca de cristal branco emitindo irradiações envolventes.
O enredo do filme, era o seguinte:
Titulo: A Flor de Pedra
Nacionalidade: Russo.
Um rapaz, encontra numa caverna, um lagarto com uma coroa real, fulgurante, na cabeça.
O lagarto é de um tamnho comum, que muitas pessoas no Brasil o comem..
O lagarto, que hoje sabemos tem uma glândula (pineal), na cabeça, que os humanos não têm mais - essa glândula, equivale ao Terceiro Olho, o Ajna Chackra.
O lagarto que é o "Anjo da Guarda" ou Guia do rapaz que entrou na caverna, diz ao rapaz, que ele tem que esculpir num dos rochedos que ficou no chão da caverna, uma imensa
Flor de Pedra.
O rapaz sabendo que o lagarto é sua "Fada Madrinha", obedece, pois a Flor de Pedra, será a Realização Espiritual do rapaz; assim, ele começa esculpir a Flor.
Mil confusões, transtornos morais na solidão do rapaz naquela caverna, revolta por um Mistério sem solução aparente, impecilhos, não faltam... Volta e meia, o rapaz abandona a escultura, volta e meia recomeça...
O Lagarto com a coroa, o vigia e ampara - é muito importante a Flor, para ambos, pois o Nosso Guia Espiritual, também ganha "Promoção" se sua missão tiver sucesso.
Enfim depois de exaustiva tarefa, a Flor de Pedra fica pronta... e... é algo belíssimo em que se transforma, envolta em várias côres, quase imaterial, emitindo raios coloridos os mais belos do Mundo... o rapaz fica deslumbrado, mas por experiencia minha de hoje, nos fundimos nessa Flor, aparencia escolhida por Mensageiros Espirituais para vencer a
materialidade com o Absoluto Espiritual.
clarisse

quinta-feira, 13 de novembro de 2008


A Bruxa

A Bruxa, ja foi bruxa desde o em tempo que se adorava o Sol e a Lua por entre colunas de pedras trnasportadas de muito longe, para terras onde a Bruxa atuava.
A Bruxa, era melancolica, pois ha muitas geraçoes, ela nascia próxima às areias dos desertos.
Acostumada à mares despedaçados por rochedos, à desertos entre-terras, tendo por companhia o Sol e a Lua, ela era uma fera cujo ataque era a Vingança.
Reinava absoluta, pois "aíi" de quem se metesse com ela!
Amava os corvos, os lobos com seu olhar transcedental, seu uivo para a Lua que acariciava seu pêlo com o Luar passando sobre ele...
Amava as serpentes traiçoeiras, pois ela própria, a Bruxa, era traiçoeira.
Sua inteligencia, a da Bruxa, era rápida como o raio, no sentido da vingança.
...........................
Os olhos castanhos claros da Bruxa, dourados como as bordas das ágatas das Américas, cintilantes como o ouro do porfírio, um dia, foram deixados sós, sem corpo,
numa constelação Astral.
A procura de um corpo, os olhos viram um Palácio de Cristal.
Cautelosa como a serpente para o bote, ela proferiu as palavras:
- Na Luz desse Cristal, poderei realizar grandes coisas!
Imediatamente, uma passarela de luz platinada, desceu do Palácio de Cristal até aos pés da Bruxa; e ela subiu pela ponte pouco iluminada para o palácio de Cristal.
A Luz que era atmosfera das Almas que ali habitavam, moveram as raizes ainda puras que restavam no coração e no cérebro do corpo etéreo da Bruxa.
Com o poder despertado, sob febres doentias de muitas provações a pagar por atos seus,
a Bruxa reina no Palácio da Constelação Astral.
Concomitantemente, sua Alma habita um corpo carnal.
Quando é preciso um golpe de muita energia para salvar um acontecimento benéfico, durante o sono, controlado pelas batidas do coração, o corpo dá uma volta acrobática, em
que quase se transforma em esfera, com o desaparecimento das pernas, para que num
circulo completo, se inicie um ato completo - e a Bruxa consegue realizar uma Felicidade!
- porque ela é feliz, no campo de Luz que agora habita!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


MEMORIA

Ha 250 anos atrás, eu percorria um caminho batido em mato raso do templo onde servia, à minha casa de adobe - ia e vinha - não todo o dia, mas às vezes....
O Elefante é tido como animal de grande memória. Acho que ele vive uns 70 anos, por aí, pois é uma imensa massa de carne e naturalmente, dificil de manter.
Na adolescencia, eu gostava muito de ir para a casa de campo de meu padrinho Gaspar, em Barão de Javary, caminho de Miguel Pereira.
Quando estávamos lá, comíamos de pensão de uma senhora que morava em Governador Portela.
Certa ocasião, tínhamos um compromisso em Miguel Pereira e como demorava a refeição, eu me comprometi em ir buscá-la.
A ida à Governador Portela, foi sem problemas - na volta, é que a coisa ficou esquisita.
Exatamente no meio da estrada que ligava Javary à Portela, subiu do lago Itamaracá, um bando de capivaras. As capivaras que vejo aqui no Rio de Janeiro e que habitam as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, são pequenas, mas, os bichos que pularam do baixio do Lago para a estrada, chegavam até minha cintura - eu tenho 1,51ms. Parei na Estrada com as vasilhas de comida na mão, me perguntando: - "O que fazer?"
Mas, não sei porque, achei que não iam me fazer nada e resoluta, passei pelo meio do grupo... nada aconteceu e cheguei "sã e salva" em Javary.
Dizem que o elefante tem excelente memória e imagino o mundo que resta em suas recordações... - isto, porque estou observando um Sol indeciso que faz umas manchas de luz no chão de cimento em volta da piscina, e logo depois, as nuvens escurecem o jardim de novo. Penso no meu caminho do Templo à casa, da casa ao Templo...a estrada que nunca esqueci!
A vida que levei para o Espaço, ficava nesse trecho de caminho: a ansiedade para o que poderia me aguardar no templo, com os sacerdotes me ensinando a cítara, a batida dos pés ao som do tambor, o sânscrito das preces e dos mantras - e, a ansiedade para abraçar minha mãe e os sobrinhos no conjunto pobre das casas brancas de adobe...
Se um bando de elefantes - Yanai - ali, no Sul da India, atravessasse o caminho, saindo da mata para o deserto, me surpreendesse, ficava imaginando o que levavam eles de memoria nessas travessias...
clarisse