segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

OCEANO, O OUTRO PLANETA

OCEANO, O OUTRO PLANETA

O Oceano envolve a Terra como um Céu misterioso.

O que paira acima, a região desconhecida do "lado-de-lá",
é etérea e o contato deverá ser feito com o abandono do
corpo.

A mesma região, porém, transformada em água, envolve
o planeta, e tão perto, é ao mesmo tempo afastada por
que ainda retém seus mistérios.

A superficie oceanica mantém a solidão, espelho do céu.
. Às suas profundezas, ninguém até hoje conseguiu
ir no mais profundo. Os foguetes invadem o ar, equipados
para o mais distante do globo e no entanto quantos animais
e outros misterios estão no mais profundo do Oceano - região
não atingida pelo homem.

O planeta poderá desaparecer por si mesmo.
O Oceano pode engolir a terra.
A terra é que não tem condições de enfrentar o Oceano.
Quando entregaram o reino de Atlantida ao deus Poseidon,
o Netuno romano, é que tinham plena consciencia desse
misterioso adversario.
A Terra rolará envolvida pela sua ameaça constante porque,
se pudessem ser mais treinados para se salvarem numa
catástrofe do Oceano, teriam feito adaptações em si mesmo,
para sobreviverem na água.

Muito perto estamos do planeta destruidor do nosso.
Ao nosso lado, mesmo, pronto a nos engolir.

Fomos o mais possivel às mais altas regiões do planeta -
lá, onde se refugiam os Mestres para se resguardarem do
contato dos que ainda não têm desenvolvidos os liames
com o divino - mas nunca procuramos poderes latentes nas
águas dos mares que nos trouxessem revelações do proprio
planeta na mais alta magia dos misterios da Vida.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

LAGARTO













LAGARTO

Sobheck,
o Crocodilo, deus da prosperidade,
pois nas cheias do Nilo,
ele saía às margens
e passeava pelos alagados

Em várias formas,
até minusculas, como a lagartixa,
ele se transforma nos lagartos dos
desertos, aqueles que circulam entre
as pedras,
os que caminham pela areia quente,
com uma gola de pele aberta
filhos de um dragão mitologico

O animal do Planeta Terra,
do começo da Vida,
do seu Segredo,
das entranhas,
Saurio que um dia,
na extinção do Planeta,
ele sobreviverá em outra galáxia,
reminicência oculta dos Magos,
SALAMANDRA!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cisne com uma asa só‏




Cisne com uma asa só‏



O Cisne branco nasceu com uma só asa.
Quando o bando começou a voar com os menores, o Cisne ficava em terra, apenas olhando o vôo sob o Céu.
Afora isso, o cisne nadava muito bem e via sua imagem na água do Lago.
Mas... um Lago só.
Os outros cisnes, conheciam outras águas.
Muitas coisas da Vida, foram acontecendo com os cisnes do bando: casaram, tiveram filhos, perderam ninhadas na época da neve, sofreram nos temporais.
O cisne de uma só asa, tinha um lugar seguro perto do lago e era onde se refugiava nas tempestades e no frio.
O cisne, viu morrer muitos dos companheiros e não teve coragem de fazer a corte à uma fêmea, por ter somente uma asa, assim não teve o prazer de ter uma ninhada e como se resguardava muito, envelheceu, quando os outros cisnes, morreram.
O cisne viu passar o tempo, seu campo mudou; outras familias de moradores vieram al se estabelecer, e ele, o cisne, tornou-se uma figura famosa no lugar.
Tiravam muitas fotos dele, o cisne de uma asa só.
Quando o cisne morreu, ele voou para o Espaço, que pôde sobrevoar com uma asa só, e
viu-se diferente, com outro aspecto.
Dentro dele, do cisne, havia mais horizontes, pelo tempo na Terra, que ele observou; sua Alma era um Templo, onde a Pureza cultivada pela sua introspecsão, sem brigas por fêmeas, o transformaram, o Cisne, Hansa na língua Sânscrita, no símbolo máximo da Evolução Santificada.

domingo, 1 de novembro de 2009

O que podemos chamar por "Vida"?

O que podemos chamar por "Vida"?
O "Leva-e-tráz" da existencia, momentos agradáveis,
momentos tristes...
Mas,
existe uma espécie de "existir"
que ninguém percebe...
Uma natureza de viventes.
algo que escapa à matéria,
mas, existe paralela à Vida
a que todos estão acostumados a Viver.
A Vida na Alma,
esse Estado que alguns tentam em
declamar por Poesia... como algo de Sonho,
para os que perderam o Amor,
por quem estavam apaixonados...
A procura pelo Desconhecido,
pelo Amor que não é correspondido,
porque no Viver,
tudo tem que ter uma resposta... mas,
é, juistamente, de onde não ha resposta,
é que está a Verdade
escolhida pelo Existir, para nós.
Somos, para algo Por Que Temos de Ser.
O Eco,
é mais Real do que a chamada.
O Apelo,
é um grito angustiante...
O Eco traz a Verdade,
porque Ela, a Verdade,
é a Alma do Apelo.
clarisse

domingo, 25 de outubro de 2009

Sensualidade na Alma

Dizem os Espiritas, que eu não reviva nossa vida de outrora, na India, até o momento trágico, no qual todos os amantes em todas as Eras, poderão ter esse momento trágico...
que isso, te faz triste...
Eu estou na Terra, o corpo de carne morto para a sensualidade que te busca, pois tens dourada a Alma, pela Sensualidade Espiritual... e eu estou proibida de te alcansar....
Pela beleza de teus olhos,
eu modificaria todos os momentos.
Os Devas sabem dourar o Espirito com a Sensualidade da Doçura do Lotus.
Quem de nós dois, Você ou Eu, merecerá a compaixão dos deuses, que permitirá um novo Encontro?
Eu gostaria de te reencontrar, e Você, vai desejar uma outra mulher para amar?
E você virá, com os mesmos olhos ou uma boca que saberá pronunciar melhor, o nome
de outra mulher?
O Espaço entre a Terra e Chandra, a Lua, é pequeno, nada no Céu Sideral é grande demais para nos separar.
Uma Sensualidade de Luz, Imensa, poderá fazer nossa Felicidade como um cinturão de Poderes, que envolva uma Galáxia!
clarisse

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

UMA NOITE DE LUAR


UMA NOITE DE LUAR






Luna contemplava o céu de Pompeia – estrelado e

Ostentando uma bela lua cheia.

Na noite seguinte, ela seria iniciada na Vila dos

Misterios.

O martírio previsto, a flagelação, lhe sussurava

Algo morto e desmantelado.


Uma lembrança obscura de um quarto em blocos]

De pedra, com uma abertura no teto – uma escada

De degraus baixos – 365 degraus – que levava até

Ao quarto.; trazia-lhe a tranquilidade que a véspera

Dessa Iniciação em Pompeia, lhe deixava tensa. O

Perfume do Céu do Egito fazia de seu coração um

Novo Templo em que o encontro com a Revelação

Quebrava sua vida terrestre em cacos – mas um Foco

Divino, maior que o Sol, expandia os vestígios do

Eu no seu corpo, saciando-lhe uma sêde inesgotável

Do Inaccessivel.

Baco e os outros deuses da Mitologia Romana, que lhe

Trairiam, agora?

O tambor das Bacantes, a levaria a um encontro com

Um deus.

A Flagelação a despiria das culpas que a privavam de

Dançar com os elementais que eram a côrte da Energia

Dos deuses – e após isso, Luna diria:


- Faça-se – e era feito! Clarisse


domingo, 18 de outubro de 2009

CAMINHOS NO INFINITO









CAMINHOS NO INFINITO


Quando o conhecí, achei ele o homem mais inteligente do mundo.

A vida dele eram os livros e a música clássica.

Quando ouvia música, ficava em êxtase, e até sua fisionomia mudava.

Fiz dele um ídolo.

Eu costumava construir ídolos.

Continuava na mesma atmosfera de minha anti-vida: onde todos

São o que melhor deles é.

Os defeitos, vêm com a matéria.

A lama e a terra são o pior de nós mesmos.

Oxalá fosse-nos possivel vivermos somente no deleite da matéria

Das almas!

Meu olhar transfixiava o homem no afá da química de torna-lo

No que eu achava que ele realmente era.

Eu não estava enganada com ele – estava era comigo mesma.


Ele sabia a que viera e o que teria de responder à vida – eu não.

Eu não sabia a que tinha vindo.

Te encontrarei! Dito na Ante-Vida, é a mais absurda das Quimeras.

O acumulado magnífico de outras vidas, que na Ante Matéria é algo

Primoroso, aqui tem de ser decifrado.

E às vezes, o deciframos mal...

E o que deveria ser decifrado no principio, só é compreendido no fim

Da vida, quando só tem muito pouco tempo para ser desfrutado.

Porque afinal, o enigma de cada um é esclarecido com a compreensão

Do "em que erramos ".

É com nossos erros que esclarecemos "o outro ".

Vamos partir enfim, com a perfeição do que somos – ele e eu .

Inteligentes e vaidosos – e satisfeitos de nos terem dado a oportunidade

De ainda termos vivido com a nossa verdade.

Clarisse

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

ESTE BLOG CONTINUA EM CLARISSE DE OLIVEIRA 2

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http://clarissedeoliveira2.blogspot.com/

sábado, 22 de agosto de 2009

O Mundo dentro de nós


Com pouca coisa, temos a sensação de que só devemos ou podemos pedir pouca coisa.
Quando sentimos o Mundo dentro de nós, a prece segue circundada pela "compreensão" divina, e o interior da prece tem o Sangue de Cristo.
Para o Interior da Prece, somos atraidos, sugados, e ao mesmo tempo temperados pela força crística, semelhante em Amor e Devoção ao deus Krishna, do Bagavad Gita.
O Mundo em nós, transforma-se em Universo.
O Universo, pulverisa-se, eliminando nosso Ego, e a Paz elimina as perguntas e respostas
clarisse

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A BRUXA


A BRUXA


Ignea, era filha de um negociante às margens
de um ancoradouro numa praia de turismo.

A loja era uma papelaria e livros pequenos, " de
bolso".

Às vezes, Ignea ficava na loja para o pai ir almo-
çar: Ela era uma moça de uns 27 anos, morena,
cabelos castanhos escuros, olhos castanhos
dourados, cílios negros e longos.
Os traços de Ignea eram indefinidos, e ela era o
tipo do cruzamento da raça europea com a na-
tiva da America do Sul.
Tinha momentos de mutismo e de conversa ani-
mada,
Gostava de conversar sobre o mar e os iates que
aportavam naquele pequeno porto.

Muitos rapazes entravam na papelaria, para com-
prar cartões com vistas do lugar - e um dia, um,
chamado Pedro, ali entrou.
Na escolha dos cartões, conversou com Ignea
e à tarde, por volta de umas sete horas do anoite-
cer de verão, passearam e se amaram sobre a
areia, entre as palmeiras.

Depois, Ignea, nunca mais o viu.

Relataram-lhe contudo, que Pedro andava pela
cidade e tinha uma namorada loura.
Também lhe contaram que o casal passeava num
barco a vela de vez em quando.

Ignea localizou o barco.
Era um iate pequeno, que tinha uma grande vela
vermelha.

A turma de Pedro se divertia em namoros, e be-
bidas, nos passeios de Iate.

Numa tarde, a turma do iate viu um navio negro
que se aproximava do barco.
Nenhum navio se aproximava tanto da praia,
onde velejavam os barcos de recreio.
Temerosos, notavam que o navio se aproxima-
va de quilha sobre o iate, como se pudesse
corta-lo como navalha.

O entardecer se fazia, e a noite se aproximava.
Apavorados, atiraram-se nas águas e quiseram nadar o
mais rapido possivel para longe dos barcos.
Mas, a sombra imensa, monstruosa do navio se
aproximando e começando a cobrir o pequeno
iate, os apavorou de tal modo, que muitos deles
se deixaram cobrir pelo proprio barquinho, fi-
cando presos sob o calado.
Pedro teve uma perna decepada nessa manobra,
sabe-se lá, se até com a propria hélice.

A sombra monstruosa do navio ultrapassou o iate
e a noite engoliu todo aquele terror.

Ignea, estendera os braços para o Oceano.
Dentro de seu corpo, havia um navio negro como a
sombra.
Ignea se entregou à Sombra.
E num mundo de Caos das Almas, ela penetrou nas
tragédias marítimas e no sumo fluido daqueles que
nelas haviam perdido suas vidas terrenas.
Habitou durante um tempo indescritivel o mar dos
afogados, e da sua tristeza, criou um Navio Fantasma.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

COMEÇO DE TARDE


COMEÇO DE TARDE

O novo horário do Rio, despertou minha fome.
Sentei-me à mesa rústica, de vinhático, enquanto
o caseiro fritava pastéis de queijo, que, seriam
acompanhados por batatas em salada e tomates,
também em salada.
Pela porta aberta da sala, eu via o jardim.
A bananeira-em-leque, deixava passar as manchas
de sol sobre a água da pequena piscina.
Os cachorros se acomodaram aos meus pés, no
aguardo da minha refeição, onde iam degustar
as pontas dos pastéis.

Eu ouvia o barulho da diarista lavando roupa no
tanque, na parte de trás da casa.

As moscas, em volta, anunciavam chuva para o
começo da noite.

Após o almoço, escurecí o quarto, liguei o venti-
lador e repousei no bárbaro calor.
Ouvindo um ou outro galo cantar, me veio a ima-
gem da grande Fazenda que ora é o lugar onde
resido.
Vi, de imediato, uma estrada de terra; nela passava
uma africana com uma bacia de metal na cabeça,
cheia de roupa lavada em um dos ribeirões que
descem das montanhas, em direção aos rios en-
caixoeirados que se unem no centro do vale que é
a Vargem.
Atrás da mulher, vinham umas crianças nuas e uns
cachorros.
Ela se dirigiu para um pátio calçado de pedra, e
começou a estender a roupa, que erguia depois,
sustentada por varáis de bambú.

Para o vegetariano, a Fazenda é cruel.
A matança dos animais, o cheiro do sangue empas-
tado no chão da degola e da esfoladura das peles,
os miudos dos porcos para as linguiças de fumeiro
penduradas sobre a fumaça dos fogões de lenha,
mas,
era bom ver o queijo defumado embalançando
sobre um dos fogões, pois, as cozinhas das casas
grandes, tinham mais de um fogão - o bule de café
sobre a chapa, sempre quente para um gole, as
cercaduras de madeira aguardando o cozimento
lento no alguidar de cobre, das goiabas cortadas
em combuquinhas, vazias de seu miolo molhe
cheio de carocinhos, que iam compor a calda,
que ia unir a massa para a goiabada então, apa-
nhada por uma imensa pá de madeira, enchendo
os moldes para os tijolos de goiabada.

As redes penduradas nas compridas varandas.

Os oratórios perdidos entre as grandes salas.

E tudo isso emoldurado pelo passado e do terreno
onde moro e que já foi Fazenda, só sei de um
morto:
Vitória, a filha de Gonçalo de Sá,
sobrinho do fundador do Rio de
Janeiro, e que está enterrada
bem longe daqui, na Praça Mauá,
nos jardin do Mosteiro de São
Bento.

As tardes induzem à meditação e à nostalgia.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O Ka ao lado do Cosmonauta‏


É... o meu Ka, subiu ao Espaço, ao lado do Cosmonauta americano.
O meu Ka acompanhava os pensamentos do Cosmonauta: - o ser humano tem capacidade para ascender no Espaço, cada vez mais, explorar a Lua, o astro mais próximo do planeta Terra,.. amanhã, com uma tecnologia mais avançada, chegar à Astros mais afastados da Terra.
E o cosmonauta, também se perguntava, porque, com toda a tecnologia, não sabia à quem ou como "perguntar": - Como foi criado tudo isso? Qual a origem dos seres e das coisas?
- O Fim, se auto-gera, mas, o Principio é a maior incognita.
O ser humano é mediano: ele está sempre entre o Principio e o Fim - O Principio e o Fim, na cabeça do humano, porque não se sabe do Principio - é capaz até, de se destruir, quando se tenta "desvendar" o Principio.
Com toda a Tecnologia do Mundo, o humano, até na Morte, é bloqueado - porque, o humano se auto-defende para se preservar, lançando "mão" da Psicologia e outras "artes"
porque a maior destruição, é o "Ego".
O homem inventa mil coisas para o Ego, e a Morte responde com o Silencio.
Ah! Se o homem se esquecesse do Ego, e lançasse mão da Eternidade Sem Definição,
buscando o Amor, que está ao alcance de Si, a libertação de tantos Elos que ele próprio criou, com sua Ciencia, Sua Tecnologia, e se Esquece Sempre de se perguntar à Si mesmo, porque, só em Si, o Incriado Nascido, poderia descançar um pouco do Sofrimento do Começo e do Fim, do nascimento e da pavorosa Velhice que vem trazendo a Morte, ..
O meu Ka deixou o Cosmonauta na sua Espaço Nave, e enquanto voltava à Terra, pensava no pulsar das Galáxias, pulsar este comparavel ao pulsar do seu Coração, na Extensão de um Amor, que na verdade não tem Extensão, porque é impossivel medir, mas que, é a única Realidade do Incompreensivel, para o que só pôde vislumbrar do que a Humanidade chama de "Amor".
clarisse

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Espirito Discriminador - Lin Yutang - A Sabedoria da India‏


Dialogo entre Buda e Ananda:

"Agora, Ananda, consideremos o espirito perceptor que distingue estes oito fenomenos, e que, ja vimos, tem a sua base na iluminada natureza da Essencia do Espirito. Para qual desses oito fenomenos voltará ele? Se transformarmos a faculdade de percepção em brilho, então, quando não houver brilho, não haverá percepção do escuro. Conquanto haja todos os tons de luz entre o claro e o escuro, a percepção na sua propria natureza, não possui diferenciais. Por isso, não podemos trocar a percepção, que pertence à nossa Essencia do Espirito, pelos fenomenos da luz ou por qualquer outro fenomeno das oito classes acima citadas. Assim, vemos que as cousas que podem ser devolvidas à sua origem não pertencem à sua propria verdadeira natureza e tudo aquilo que não pode ser devolvido à sua origem é porque realmente nos pertence. Isso demonstra que o teu espirito tem a sua natureza de brilho e pureza misteriosa própria e quando procuras dirigir
o teu espirito para as várias classes de fenômenos, tu estás simplesmente te enganando e atrapalhando. Assim fazendo, perdeste a tua natureza propria e começas a sofrer infortunios sem fim como um naufrago errante no oceano das mortes e dos renascimentos.
"Eis a razão porque tenho pena de ti."

De Clarisse:
O mundo dos fenomenos para o Espirito não Esclarecido, é o mesmo na morte, apesar de não haver materia compacta para aquele, que, recém falecido, continua a não distinguir
a diferença dos Dois Mundos, o Material e o Mortal,
O mundo material, continua naquele recem falecido, perturbando-o com a saudade e se tudo está como "ele" desejava que estivesse após sua morte.
É mister, que tenhamos consciencia do Mundo da Morte, antes de partirmos do Mundo Material, e da precariedade da matéria.
Sou muito grata terem me conservado lembranças de minha outra vida, pois não fiquei tão dependente da Vida Material.
O caminho de terra-batida, entre as casas de minha familia e o templo, onde servia, continua, só que agora, está entre a Vida Atual e a Morte Atual... caminho todo o dia por ele, com o mesmo percurso.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O tambor


Ela gostava de ritmo... a batida do tambor a deixava louca...
No ritmo, ela recriava...o rítmo pode trair uma parte de nossa personalidade.
A Sedução, o impacto ante o homem, ela nunca perdia.
Mesmo sem o tambor, ela seduzia.
Também, seduzimos para a Morte.
A Morte é um campo que atrai tanto como o ritmo.
Porque a Morte é um lugar em que cada um acha seu verdadeiro lugar.
Como ele a amava, a enviou para a Morte, para o lugar que ele escolhera para ele, na
Morte; assim, ela seria só dele, na Morte, só dele e de mais ninguém.
Mas, o mataram como assassino, e como ele não escolhera, não encontrou seu lugar na Morte, vagando só, na solidão de mais um Século.
Enquanto isso, ela renasceu.
Mas, continuaram separados: ela na Vida e ele na morte.
Mas, a Morte não se modifica como a Vida...É verdade que ela, a Morte, tem muitos lugares, mas o nosso lugar na Morte continua reservado, só para nós, garantido para quem amamos e queremos reparti-lo só entre Nós Dois, sempre, porque a Morte tem Consideração e Fidelidade para conosco.
Assim, continuamos juntos, porque, como a Morte habita a Vida, nunca nos separamos.
clarisse

sábado, 15 de agosto de 2009

O Archote de Lucifer‏




O Perdão, pode ser dado para aquele que, ja reestruturado tem plena consciencia de sua ofensa; aí, também a ofensa já não existe, por isso, cabe bem o perdão.
Aquele que perdoa, ja tem refeita outra estrutura em que não mais lhe atinge ofensas como a que lhe foi dirigida.
A Reestruturação, é Novo Plano, outro aspecto para o Espirito.
O Novo Aspecto para o Espirito, tem que ser Perfeito, pois é de Perfeição em Perfeição, que se anula o Ego, dando lugar para mais entrada de um aspecto da Divindade.
O Karma não é perdoado, é ajudado a ser eliminado, com a reestruturação da Alma, na sua cada vez mais imersão no Espirito.
A Luz de Lucifer é um archote que esclarece as formas salientadas pelas sombras.
"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" - mas, somente o Sangue Cristico,
pode esclarecer com Sua Luz e por em evidencia o Erro em que estão submergidos os faltosos.
Sem Compreensão, não ha perdão.
A Compreensão é Esclarecimento, e Esclarecimento é a Luz do Archote que vem chegando.
O Sangue Cristico Desvenda, mostra a Reestrutura, Refaz através de Cristo, a Divindade.
A Divindade é um Oceano que Engolfa, faz desaparecer o Ego Humano, reestruturando
noutro aspecto, noutra parcela de Deus.
clarisse

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ank-Sen-Amon, rainha do Egito




No Espaço, o Ante vem depois, o Depois vem Antes.
Muitas vezes, as qualidades de uma Alma vêm antes dos defeitos e muitas vezes, os defeitos vêm antes das qualidades, pois estes são caracteristicas da impossibilidade da reposição do que é eterno.
A rainha viuva de Tut-Ank-Amon, segundo a historia baseada em seus feitos, não era humilde.
Os homens, somente os homens, entre os do povo, eram autorizados à Iniciação Secreta na Grande Piramide do Egito; as mulheres, somente as da realeza, podiam ser Iniciadas.
Ank-Sen-Amon, lançou mão de todos os arteficios para continuar num trono ao qual não tinha direito, pois não podia ser Regente, em vista de ter perdido as duas filhas ao nascerem.
As vezes, admitimos um Erro em nossa Alma, por não podermos "lutar" sem esse erro.
Esse "Erro" é um calço, em que nos apoiamos, por não termos ainda uma Visão de Altura de Plenitude, que nos permitisse "realizar" e não "lutar" para uma certa Ascenção no Espirito.
Não se sabe o fim de Ank-Sen-Amon, ao ser deposta do trono do Egito: se fugiu, se se suicidou, se admitiu viver "humildemente" na Terra que comandara, tentando vários meios para permanecer no Comando do País.
Um bom lugar para Ank-Sen-Amon, seria como Sacerdotisa na Grande Piramide: apagada para a Humanidade, mas cintilante no Universo, talvez, cingindo o cinto das Estrelas de Orion, sequencia de Astros repesentada pelas tres Piramides no Deserto.
clarisse

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Carma da Saudade, o mais Cruel


O Rio de Janeiro, tem a capital de sua cidade, em Niteroi, cidade esta que fica do outro lado da Baia de Guanabara.
Mais simples que o Rio de Janeiro, com seu teatro de Ópera, seu Carnaval famoso, sua vida visando divertimentos caros, Niterói, tem praias nativas como eram as praias em que os indios se banhavam antes do Brasil ser descoberto pelos portugueses.
O casario de Niteroi é saudoso; saudoso principalmente, por uma historia ocorrida ali, lá pelos "idos" do final de 1800.
Numa daquelas casas típicas depois do periodo Colonial, funcionava nas noites de sexta-feira, uma Seção Espirita Kardecista, em casa do funcionario público, Ernesto de Souza.
Nas Seções Espiritas, a médium Maria da Graça, recebia o espirito de uma india: era uma jovem de uns 17 anos, de tribu que habitara outora a cidade que hoje se chama Niteroi.
Pela mão de um medium psicografo, a india desenhara sua personagem, como fora em vida, e que morrera perto dos vinte e poucos anos.
Luis Inácio, rapaz recem entrado na Carreira de Funcionario público, era poeta, médium sensitivo, e gostava de transitar pelas praias nos feriados, quando se sentava nas pedras e recriava poemas - às sextas-feiras, frequentava as Seções Espiritas de Ernesto de Souza.
Luis Inácio não se dava conta de que suas poesias eram saudosistas e descreviam cenas
de romance de encontros com uma india entre as pedras escuras das praias da que hoje se chama "Niteroi".
Na época dos encontros amorosos, Luis Inacio era empregado de uma loja de sementes de um português e namorava uma india trazida de Goiás e adotada por uma familia daquela cidade. A historia desse romance foi engolfada pelo tempo onde a Morte é a relatora principal do planeta, por isso, as Seções Espiritas criaram um clima de Saudade
que impregnaram a alma de Luis Inacio a tal ponto, que o enfraqueceram, fazendo com que se estabelecesse em seu corpo, a tuberculose, doença ponte dos que não têm encanto pela vida, e por isso o jovem morreu cedo.
Mas, por mais um Século, ou, quem sabe, até hoje, um jovem renascido no Rio de Janeio, vai nos fins de semana à Niteroi, vagar por ruas que tenham casas de aspecto do
Seculo passado e passear pelas praias com chuva ou ensolaradas, sempre perguntando:
- Por que? - é uma historia cruel, porque é infinita como a Saudade...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os Dois Chackras




Muladhara
Muladhara, é o chackra do Mundo.
O chackra, na extremidade da coluna vertebral, aciona o sexo.
O sexo é a Vida, tanto no mundo animal, como na polenização das flores, feita pelos insetos.
As flores se transformam em frutos, e a Vida Perene continua, Infinita e Eterna.
Os cérebros dos Artistas, Inventores e Cientistas são automaticamente acionados pelo Muladhara, apesar de constar também, que o chackra do Coração embala a sublimidade e consequentemente a poesia.
A Vida responde ao Muladhara, isto é, a Vida Aparente, porque o Segredo da Eternidade, está no chackra Sahashara, no alto da cabeça, o Coronario.
Um belo dia, o Sahashara rasga a Infinitude, deixando a perecivel Aparencia tremer para o homem, como as imagens sobre o espelho d`agua de uma lagoa - e o homem em vez de se apoderar desse Instante Eterno, não lhe dá a devida importancia e ele se vai como as folhas mortas varridas pelo vento, dando em seguida nova florecencia para a árvore, e continuidade da Vida Aparente, mantida pelo Muladhara.
A Eternidade é tão teimosa que até mantém os cadáveres dos Esclarecidos, sem deixar que eles se entreguem à podridão comandada pelos vermes da transformação, como os cadáveres de Santa Clara e de Bernadete de Soubirous.
A Eternidade é outra Visão do Mundo que o Muladhara empana ao homem até o seu direito desperto para a Divindade.

domingo, 9 de agosto de 2009

Passeio na Lua





Passeio na Lua;
Jamais poderia imaginar
que, um dia, poderia passear na Lua...
É estranho pressentir,
que aqui, tudo é diferente, e que as
preocupações da Terra,
não nos atingem...
Mas, como no Cosmos, dele, ainda
não nos livramos,
temos que refazer um auto conhecimento,
de confronto conosco; um confronto contra
outro confronto.
A Terra,
não existe mais para nós; mas, o Universo
se estende e como não temos ciencia completa
de nós, o quanto temos do Universo que não suspeitavamos!
Não somos pequenos para "manipular" tanta grandeza!
A Terra nos retinha e nos enleava em nossa pequenês.
Agora, num planetoide e diante do Infinito,
Nós nos desafiamos diante de uma Imensidão
que nos esclarece que os dois olhos não sabem ver
direito e a Percepção é Indescritivel, por causa de outra
maneira de constatação...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

"Mestre dos Animais" - consulta L`Hinduisme -Kshiti Mohan Sen‏



As variações que Shiva teve de uma escola hindú à outra, são muito curiosas. Nós o encontramos no Vale do Indus com o nome de Pashupati (Mestre dos animais); um pouco mais tarde, nós o descobrimos associado à Rudra, deus védico da Tempestade. Mais tarde ainda, nós o descobrimos ligado à um culto fálico. Nós o encontramos também, com o nome de Yogeshvara, ligado à disciplina do yoga, e, sob o nome de Nataraja, como criador e destruidor supremo, mestre da dança cosmica que cria e destroi o Universo. - Ao mesmo tempo, na prosa e na poesia indiana, Shiva é algumas vezes um deus amante (e amado), e se encontra no folklore outros exemplos de um Shiva tranquilo e familiar. Talvez tudo isso seja natural e familiar. Talvez também ilustre a ideia hindu de manifestações infinitas da Essencia suprema que abrange tudo.
Em nossa imaginação, um "Mestre de Animais",, aquele que zela pela conduta do animal em seu habitat e concomitantemente o desenvolvimento da criatura animal às vezes cruel
com outra espécie, para se alimentar e sobreviver, é o Supremo Ato de Shiva em manter a
classe inferior de habitantes terráqueos - comparativamente ao homem, que tem outro desenvolvimento inteligente e podia sobreviver sem a crueldade da matança de entes vivos, esse aspecto aterrador do ser que pesquisa a Realidade Divina para sua propria existencia, e não percebe sua responsabilidade com relação aos outros seres moventes,
não só em matar para come-los, mas também para protege-los do frio, da fome e do sofrimento.
Antes de procurar Deus, deveria se autoanalisar e por essa Via se comparar à Criação e sua Relação com ela, a Criação, porque em tudo se depende na Relatividade da Existencia.
clarisse

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Deserto nunca mentiu para mim...






O Deserto, como o do Egito, por onde caminhei, não nos mente, jamais.
Porque, o Deserto não tem como esconder.
O Desero é aberto,
Açoitado pelo Vento, que brinca com suas areias.
É como se eu estivesse, chorando,
procurando algo para compensar minha Vida Vazia,
onde não existe nada,
porque o Deserto engole todos os Ecos,
para deixar a Vida,
mais deserta ainda.
A Piramide,
rodeada pelo Deserto,
responde ao Céu - porque ela,
é bastante grande para responder ao Céu.
Encostada na Piramide Maior,
em suas pedras cor-de-ferrugem,
olhei para longe, muito longe....
..enquanto as areias
cobriam meus sonhos,
mas, pelo menos,
O Deserto nunca mentiu para mim...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Convite




Quem pode sugerir que a Humanidade "tente" ir ao encontro de Deus?
Em primeiro lugar, "ir ao encontro "aonde"? "ir ao encontro, de que"?
O Convite, é "convidarmos" Deus vir à nós.
E onde estamos, para aguardarmos a Vinda d`Ele?
Elimine-se o Ego - elimine-se o Ego, para que?
E até onde vai o Ego?
E o que vem "após" o Ego?
Tudo é Deus - então, como restabelece-lO entre nós?
Estamos no Planeta e convidamos Deus para vir até nós. Senão, como ir ao encontro delE?
Em Espirito é mais fácil termos uma Idéia de Deus; - quem disse? Apoiados no Coração,
segundo os Egipcios, no Hati, Coração Subconsciente, e no IB, Coração Evolutivo, pois,
os Egipcios, nas múmias, tiravam o cérebro, aos poucos, com um gancho, pelo nariz do
defunto. Portanto, não será pelo Raciocinio, que teremos uma Idéia de Deus...
Como a Emoção e o Amor nos garantirá a Revelação de Deus?
Subtraindo o Ego do Amor?
"Taí", talvez sim... subtraindo o Ego do Amor!
Então, abrimos os Olhos - Existe um Olho dentro de um Triangulo, na Maçonaria; "O Olho que Tudo Vê" - Ver, o Que? Qual é a Realidade da Visão?
Não existe Visão, não existe nenhum Sentido.
Adoremos! Simplesmente Adoremos! O que Vem, não pode ter "Sentido"...
E o Verbo se Fez Carne... Que Verbo?
Adoremos... Simplesmente Adoremos!
clarisse

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A espada




Arma antiga de guerra;
- também, era com a Espada que um rei ou rainha consagrava um Cavalheiro.
A fina lâmina, tanto defende, como ataca - e, pode se introduzir, sutilmente, como artefato "derrubador" de filosofias ou teorias, zeladas e conservadas por aqueles que as defendem como sustentadores delas.
A Sabedoria do Espirito, é Revelação; no entanto, como cada um é independente na recepção da Revelação, "cada um" tem sua Espada "de combate".
A Revelação, é um Esclarecimento Interno e esse Interno, é a Alma do Universo.
Entretanto, como cada Universo tem Sua Alma, é mister que suas conjunções planetárias, "defendam" suas "Almas" nos planetas que os compõem.
Esfacelem-se os Mistérios e retirem a Revelação para os que habitam as Terras, com o fito de transfigurarem os Mundos para a Divindade!

sábado, 1 de agosto de 2009

O VASO E A FLORESTA





O VASO E A FLORESTA



O vaso Dresden, peça na Casa preferida por minha
mãe, está sobre o armario colonial em minha sala.

Eu estava lendo o jornal pela manhã, numa cadei-
na sala, diante da varanda.
Por isso, olhava para as árvores no jardim e " ma-
tutava":
- Dresden, na 2a guerra mundial, na Alemanha, a
maior fábrica de porcelana do mundo, quase
foi " varrida do mapa" - hoje, a cidade está re-
construida, mas ainda não sei se a fábrica retomou
a sua indústria famosa.

O vaso, é um jarro comprido, de porcelana branca.
Sua decoração, são rosas vermelhas tendo guirlan-
das de ouro em relevo. Sabe-se que somente o
ouro de 24 quilates, adere à porcelana.
Mas, diante de mim, estavam as árvores do jardim.
Na Floresta, a natureza supera a imaginação do
Homem.
Não é necessário guirlanda de ouro.
A Floresta em si é um Palácio - com o ouro dos
raios do Sol penetrando-a através dos galhos altos.
E o Palácio não é silencioso:
- em seu interior, é uma orquestra de pios e cantos
eternos e intermináveis, pois não está sujeita, a
orquestra, que a mão do homem lhe dê abertura
com um gesto só, no ar, ou desligando a eletri-
cidade, dê fim ao Concerto magnifico.

Destruida aqui, preservada ali, a Natureza faz par-
te do Planeta, de todos os homens, da Paz e da
Guerra

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Quinto Corpo






O mito Egipcio tem o Sahu como o maior dos 5 corpos humanos.
O Sahu - quando é descoberto, é o corpo espiritual através do qual o sacerdote percebe
os trancedentais "deuses" e usando o transcedentalismo dos "deuses" (poderes divinos)
realiza SUA transformação espiritual - aí, a Personalidade deixa de ser usada, para ser usado somente, a Essencia Divina dos Deuses.
clarisse

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Coração, é o maior misterio do Mundo.







O Coração, é o maior misterio do Mundo.
O Coração bate, sofre, clama pela morte, quando ele, o coração, ama quem não lhe corresponde.
O Coração ajuda a prece daquele que se ajoelha ante o ídolo à quem pede ajuda para o Espirito.
A Devoção é uma fatia do Universo para aquele que procura o Caminho Secreto da Transformação para a Libertação do Momento.
De Transformação em Transformação, o Coração é o Caminho Seguro para aquele que suplica ajuda ao Espirito Revelador e Condutor.
O Coração, é o Sol do Universo.
Sem Amor, ninguém caminha.
Amor a Si Mesmo é a Única Estrada para Ver Deus dentro de Si.
Ao mesmo tempo, esqueça-se de Si Mesmo, para que a Entrega seja total à Revelação Divina.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Papel da Personalidade




O Papel da Personalidade



Isso por que trabalhamos o "tempo todo" e defendemos como uma fortaleza a defender, se dissolverá, em "Deus," porque "personalidade" é defendida por nós, e "Deus" não "se interessa" por personalidades.
Nós não evoluimos, são os atributos que evoluem.
Até um certo ponto, é consentido que a "personalidade" comande o espetáculo, mas chega o momento que a "ação", o Sahu, começa a se apoderar da regencia.
O desprendimento de Si Mesmo, passa a ser "apenas uma observação" e a entrega à "Deus" é apenas o zêlo "do que restou" e que ainda necessita um pouco de "nossa Personalidade".
O Buda desaparece; mas, a Essencia despertada não está sem fiscalização.
É para isso que vivemos, Até um Certo Ponto.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Privilegio




Sim, por terem os condutores espirituais me deixado a lembrança de vidas passadas, a mais acentuada, a última, no Sul da India, poderia me sentir uma privilegiada.
Acredito que muitas pessoas possuem lembranças das vidas passadas, mas, têm medo de recorda-las, ou a religião que seguem, atrapalham nisso, senão aceitam.
Apesar de naquele lugar da India, eu estar sempre rodeada de gente - em casa, com a familia (casa pobre e familia pobre) e no templo, com os sacerdotes, as outras devadases, e o povo que enchia o recinto sagrado, eu trazia comigo, a solidão-de-mim.
Esse espaço, solidão-de-mim, continha o que minha Alma, não digerira - e essa espécie de fome sustentou o vazio-de-mim, porque esse vazio, é uma procura, algo que nem sei o que verdadeiramente anseio. O corpo, a carne, alimenta solidão, enquanto o Espirito, briga com ela, a Solidão. Quando estamos no Espirito, a carne deixada na Terra, temos um vislumbre do que sentimos falta na Solidão, mas, os mundos da carne e do espirito, são diferentes, muito diferentes...
A estreita estrada de terra entre as touceiras nas margens, era um complemento para mim; assim eu a percorria, da casa para o templo, do templo para casa; e nesse percurso, eu ia digerindo meus pensamentos... me lembrava de areia e vento, mas não sabia como existia o Egito... As vezes, mestres vindo de outras terras, paravam na minha aldeia e falavam da Pérsia, do Egito, do Tibet...e eu olhava o descampado daquelas terras do Sul da India e do magnifico céu azul que se estendia sobre elas...e pensava: - teria eu vivido nessas outras terras? E assim, sempre, faltava "um pedaço de mim em mim" .;mas, mesmo assim, eu me completava para viver, mesmo aos pedaços, eu era obrigada a viver...
O Privilegio da lembrança de uma vida passada, não nos torna melhor do que ninguém, ao
contrário, sofremos mais, por incompreensão...mais perdas e mais lembranças!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O gato



O gato


Havia um gato preto e branco sobre o muro.

O gato havia escapado de um ou mais cubos espirituais
que formam o Universo Imediato, cubos mais materiais
e às vezes mais espirituais e que se transformam
sem cessar na existencia da vida e que escapam à
nossa percepção;
isso havia acontecido com o gato, pois, por uma dis-
tração, os Genios Fazedores do Universo, deixaram
escapar alguns complementos que se perfizeram
no Complemento-Gato.

Uma mulher de olhar penetrante - com a visão apoia-
da nas mutações felinas, se refez na contemplação do
gato.

O animal miou, sentindo o olhar humano endereçado
a ele - depois, estirou seu corpo numa graciosa curva
e começou a esfolar o muro com as garras abertas.
Em seguida, pulou no chão.

A mulher se agachou e começou a acariciar o gato,
percorrendo com sua mão pequena e macia o lombo
de pelos quase imateriais.

Não sentindo agressividade, tomou o felino nos
braços e com ele, entrou em sua casa - bela,
arrumada, fria e sem alma.

Sentou-se no sofá com o gato ao lado, ronronando
junto à sua coxa - única vida para seu olhar
penetrante, que nem assim se deu conta de que
ainda não existia amor.

domingo, 26 de julho de 2009

Confronto





Confronto



Desde o instante em que o Um "se contempla", existem "Ele e o outro", os opostos, que adotarão múlotiplos nomes, cada um deles correspondente ao caráter distinto de um momento dado em qualquer manifestação da vida. Diante da ordem e da harmonia- se situarão, inevitavelmente, a desordem e a discordancia-; trata-se de uma necessidade inerente a toda criação, na qual nada pode existir sem o seu oposto. (Misterios Egipcios - Lucien Lamy)
O que é que não faz parte da Imaginação dos Homens?
Aquilo que não tem Nome e que nossa Ansiedade Espiritual se transporta como o latejar na Criação - as Batidas do Coração.
Do Fundo do Universo, vêm essas batidas, repercutidas.
Com o desencarne, cessam as batidas dentro de um corpo, mas o latejar se transporta em outra Dimensão.
Dentro dos ouvidos, o Cosmo, continua a latejar no humano - quiçá, em todos os aspectos de Vida, porque nos ouvidos, está o equilibrio físico.
O Equilibrio é a grande Balança, a medida exata que procuramos e não temos como encontrar.
Desaparecemos quando nos perdemos da materialidade e desconhecemos como manter
no Espirito?
Nos apegamos a um representante de Deus - ao Corpo de Um Divino Mestre...
Essa chegada é Maravilhosa!
Se desde Agora nos imaginemos em fusão com a Cristandade e agindo Por Ela em tudo,
como dentro do Budismo, do deus Krishna, a repercursão longinqua do Tao, o resplendor do deus Apolo, cesse os toques da Repercursão do Universo, não existem ouvidos nem coração, mas a "Existencia" pode se manifestar pelo Avesso...
E o que é o "Avesso"?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Nem tudo é lembrado





Nossa estrutura, é do tamanho do Universo.
Mas, com o correr dos Anos, vamos esquecendo muita coisa.
Comparecer diante do Mestre escolhido, estamos pondo diante dele, muitas deficiencias nossas - mas, quantas outras, esquecidas...
Ha uma maneira de colocarmo-nos por inteiro, diante do Mestre;
- é, quando não escolhemos, e a sensibilidade do Mestre capta o nosso desequilibrio.
Surgimos como Sombra Divina, pois a Luz nos é impossivel de apresentar.
Mas a Sombra tem tanto da Luz como o do esquecimento.
A Compaixão recebe a Sombra como Coisa Preciosa e a Sombra Divina Semi-Revelada, já nos parece o Universo!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ponte



Ponte



Em Frankfurt, Alemanha, existe uma espécie do que aqui no Brasil, chamamos de "largo".
Largo, é uma praça fechada, com lojas.
O largo, com casas em estilo romano, chama-se "Rõme" e perto dali, fora do largo, fica a casa do Escritor Wolfgang Goethe, autor do "Fausto", historia de um mago.
Meu grande desejo, era entrar na casa de Goethe, me sentar em algum lugar, e entrar em meditação. Eu desejava ser penetrada pelas emanações espirituais que construiram o drama de Fausto.
O sacerdote ou médium que recebe emanações de um procedimento espiritual, fica transparente, aos olhos dos "sensiveis" e dele mesmo; por esse processo, eu desejava me expandir, expondo minha alma transpassada pelo que restou ali das "emanações" de
Goethe, mas, isso não foi possivel, pois ao bater na porta do pátio da casa, operarios vieram dizer que o prédio estava em obras e não era permitida a entrada de visitantes.
A estreita porta cerrou-se à minha frente, enquanto ainda eu mantinha as mãos nos muros cor-de-rosa, na esperança de que, mesmo através dos muros, eu recebesse alguma "emanação".
Os olhos de Wolf, o Lobo, restaram na atmosfera que rodeia a Alemanha, imagino eu, pois o olhar fixo, transfixo, as pupilas luminosas como jóias dos magos, são conservadas pelo luar que guardam as noites, hoje como templos misteriosos da magia sonhada pelos poetas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O ACALANTO AO SOLDADO




Na Floresta Negra, em Frankfurt, Alemanha, o Imperador Romano, Adriano, construiu um Castelo, para repouso da soldadesca.
Hoje tem a estátua de Adriano em bronze, diante do Castelo.
Visitei esse Castelo, em companhia de minha amiga alemã, Betty Preetz.
Embaixo, uma espécie de porão do Castelo, tem um museu de "coisas" romanas "daquela" época... exemplo: sapato do soldado... em tiras de couro, mas.. que pé! Enorme pé! As lanças de guerra, as construções em miniatura de madeira para pequenas "estações"... pois o ditado "Todas as estradas vão à Roma", é bem aplicado! A Europa inteira, ouviu a marcha dos soldados romanos...
Sacerdotisas druidas podem ter se encantado por eles, os romanos... e podem ter sofrido muito ao sacrifica-los aos seus deuses!
Ontem, já bem tarde da noite, um soldado me telefonou aflito pela saude do filho, ja homem, e prestes a ser pai também. Um soldado mestiço, como o são os brasileiros que vêm das familias formadas pela mestiçagem dos antigos povos do Rio de Janeiro...
Ele não estava perto de mim, mas como uma ajudante das antigas religiões Celtas, eu o acalentei, como se sua cabeça estivesse apoiada sobre meus joelhos, eu sentada, nas pedras à volta dos "dolmens", próximos aos antigos templos.
O acalanto da mulher, ao guerreiro, ao soldado que vive em favor da vida para a morte!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um lado Etéreo, outro Material






(Foto de Alberto Cesar Araulo)

Os dois mundos, não poderiam ser iguais.
O mundo da Morte, dos Espiritos, das Almas, do Estoplasma, das Energias... tinha de ser feito mesmo, de outra Densidade - porque, se assim não fosse, os dois se chocariam; no entanto, se convivem, porque a Densidade diversa, faz com que se completem, e o humano, se sente bem no confronto, pois essa oscilação faz parte do Ser Humano, em Si, e no seu organismo, na dependencia das Energias.
Também, o Etéreo, é na Verdade, a Vida do Homem. É no Etéreo que o homem compõe,
e no Etéreo existe a Escala em que o homem se agarra, para se consolar, se reabilitar e almejar sua Transformação.
Não havendo "Ponto Fixo", o homem não tem porque se lastimar, pois a Transformação não lhe dá lugar algum e o Etéreo ininterruptamente coloca sempre um outro homem no lugar "do outro homem".
A Renovação e a Transformação, é uma perda constante de Si mesmo para um ganho que o homem às vezes deixa escapar pelo pecado da Não Observação.
Apenas se pode observar o Progresso Espiritual; esse Progresso se coloca num degrau da Escala que nunca podemos separar, pois o Espirito se esconde a Si mesmo.
clarisse

domingo, 19 de julho de 2009

Imaginação




Não quero ser as batidas do coração de Deus;
- a existencia, da Saude de Deus; pois,
o Organismo da Criação,
ainda assim,
não me traz nenhum conhecimento.
O cérebro de Deus,
o Controlador do Organismo,
é uma Ordem
para a Existencia.
O "caso" é pensar:
- Eu Existo
Não, não existo.
Deus Existe.
clarisse

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As Diversas Regiões do Espaço




As Diversas Regiões do Espaço

(Na foto: Amarante, Piauí)

Sou eu na minha tristeza ou é a região que atravesso, mesmo reencarnada?
O importante é a região.
Os estágios é que comandam; a alma tem a impressão de que "rola" pelo Espaço, tanto fora da carne, como encerrada nela.
A Evolução se encarrega de por em confronto a Alma com o Estágio.
Se nos apegarmos à Alma, não nos abrimos à compreensão para a Evolução.
A Alma não se desintegra no Estágio, ha algo no Estágio que a Alma pode se aperceber, e as Almas podem se enriquecer com esse apercebimento.
Nada se engrandece na Evolução, mas se coloca de acordo para o equilibrio da Direção Divina.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sentado à margem do Caminho





Patanjali

Dhyana é uma fonte continuada de sabedoria sôbre esse objeto.

A posição do ser humano, ciente de que ele é uma fonte de sabedoria sobre qualquer objeto, tramando do exterior para o interior, e não tendo certeza de quanto o exterior repercute no interior e quanto o interior é projetado no exterior, porque as imagens do Mundo conseguiram lugar no ser humano, devido a sua observação, e, também, ao seu critério da colocação das coisas. Uma existencia com boa saúde, torna o homem satisfeito, assim como a saúde frágil transforma o homem num amargurado.
A posição da Vida, com pouco ou muito dinheiro para viver, transforma o homem num contemplativo, aliviando seu infortunio na contemplação da Natureza.
A arte, literatura, música, dança, pintura, escultura, canto, transformam as coisas do material para a avaliação espiritual.
Mas, ainda assim, isso tudo é um sonho... a Beleza que cada Ser transpõe para a arte, é uma fuga para o Eterno, para eternizar sua obra. Ainda assim, o homem adquire a noção de algo, que, mesmo um pouco adiante de seu nariz, esse algo do qual se pode abranger que esteja ao alcance de sua Consciencia, só vai um pouco além... Além do que, é imensuravel... Vivendo num mundo de incertezas, imaginação e sonhos, o homem tenta se colocar da melhor maneira para viver...
Ensinam para o homem, que a Realidade é Deus.
Então, o homem tenta "a sua maneira" absorver Deus.
Porque a única coisa que importa ao homem, é não desaparecer, é existir, para ao menos para si mesmo, ter ciencia de que tudo por que ele passou, não foi em vão... teve a sua razão de ser.
No entanto, para mim, o único que importa, é desaparecer cada vez mais na Divindade...
Ainda que, a Divindade seja um Sonho para o Ser Humano, que não tem a minima noção do Além; para ele, o homem, um animal, sobre o Além da Eternidade...
clarisse

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Silencio



Silencio... será a falta de tudo?
A Aparencia, é o Silencio mudo?
As vozes, os ruidos, são expressões de alguma coisa?
Tudo é aparencia, inclusive o Silencio.
A Realidade tem várias fisionomias.
A Verdade, dissolverá a Humanidade, esta, criada para se enredar e competir com as Aparencias da Criação.
A Dissolução, também é Criação.
O que existe após a Dissolução das Formas?
A Mente, uma Quimera, necessitará ser Destruida? E sendo destruida, renasce, como as várias cabeças da Quimera? - porque - é impossivel destruir a Mente, a Senhora de
Tudo? Que Destino está reservado ao Homem, recolhido do Oceano das Aparencias, e sem se saber Quem Ele é?
- Eu sou um Espirito, a quem deram uma Aparencia, Polaridade e Destino.
O Labirinto, na Verdade, é a volta da Partida.
Ó Tempo Verdadeiro da Conjugação, é o Presente.

sábado, 11 de julho de 2009

Os momentos são de alguém


Vieste
me dizer que tinhas
outra mulher
Eu sempre soube
que gostavas de mim
Desejo que sejas muito feliz
Porque estou sempre
Nas sombras da morte
No amor,
que descobri ser eterno
para mim, pelo menos,
para mim
Por enquanto,
a Eternidade,
é esse homem...
clarisse

quinta-feira, 9 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Livro dos Mortos dos Antigos Egipcios - Grégoire Kolpaktchy


Eu sou Horus que percorre milhões de anos
A Palavra e o Silencio estão equilibrados em
minha boca
Sentado em meu Trono eu exerço o comando ...
Na verdade, minhas Formas agora estão invertidas
Eu sou Unnefer, o Ser perfeito,
Deus que se conforma aos Ritmos dos Tempos.
Minha essencia está escondida no meu Ser.
Só estou!... Só... Só...
Só percorro as solidões cósmicas...
Em verdade, eu moro no Olho de Horus
E nenhum Mal não saberá me atacar.
Eis que abro as Portas do Céu
E que envio Nascimentos para a Terra
E a criança por nascer
Não será atacada pelo sentimento que o envia `a Terra...
Eu sou o Ontem.
Eu sou o Hoje.
De inumeras gerações.
Eu sou aquele que vos protege, todos os dias de vossa vida. .
Oh vós, habitantes da Terra e do Céu!
Aqueles do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste!
Na verdade, o pavor diante de mim serra vosso coração!
Pois eu me modelei e me formei a mim mesmo.
Interpretação de Clarisse
Eu sou o deus Horus que percorre milhões de anos. Portanto, sou igual à um deus. Sou como um deus. A Palavra e o Silencio, estão equilibrados em mim, pois tenho essa origem, e minha vida na Terra, tem que reabilitar essa separação. Sentado no trono como
um deus, e tendo natureza divina, eu posso exercer esse comando. As minhas "formas" na Terra estão ao contrário das que estão no Lado de Lá, o lado da Morte. Eu sou um Ser perfeito, que como deus, se conforma ao ritmo dos tempos. Minha essencia divina estando em mim, transforma isto e harmonisa. Só estou, Só percorro as Solidões Cósmicas, porque as conheço, e o Cosmos e eu somos como semelhantes. Moro no olho de Horus, e mantido na Vida do Deus, nenhum mal tem poder de me atacar - desde que eu saiba me equilibrar com o deus. Eis que envio almas para nascerem na Terra, e
a alma nascente, não será atacada pelo que motivou sua encarnação, pois lhe porei ao alcance sua defesa. Aquele que é senhor do ontem, do hoje e do amanhã, lhes dá a Eternidade, que é sua Herança e o poder de urufrui-las. O pavor diante de mim cerra vosso coração - o que atemoriza a divindade, cerra vosso coração, mas estejam lembrados, se o deus se fez a si mesmo, vocês têm esse mesmo poder.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Envelhecimento do Espirito



O Envelhecimento do Espirito

Clarisse de Oliveira

Já lí, não me lembro agora onde, que o Espirito Envelhece.
Se for verdade, o envelhecimento não será do Espirito, mas, de sua atuação. Retido na sua crisálida, o Espirito, ja esgotando o que lhe está por fazer, de acordo com sua atual capacidade, ele, em seu "especial organismo" já se exprai em outra Dimensão; assim, ele "renascerá" para outra aplicação; portanto, são os Estágios que se apresentam diferentes, e os Estágios fazem parte da Eternidade, mas também, fazem parte da Transmutação.
A atuação do Espirito, depende da "Região", e não dele. O Espirito se adapta e se transforma. A Inteligencia, é um Livro Divino, em que, conforme a Evolução, se capacita ao mais apto para maior discernimento e compreensão.
A pretensa Solidão, é esquecimento do Espirito. O Espirito tem capacidade para se auto promover, desde que, a Direção da Promoção, seja vinda de Deus.

sábado, 4 de julho de 2009

A árvore da morte




Aos nos dirigirmos à árvore de Pequi, cujos frutos eram os preferidos do Dr. Lund, o dinamarquês que retirou esqueletos de animais antidiluvianos da Lagoa Santa, Minas Gerais, afim de sermos filmados numa homenagem do Centro de Arqueologia Brasileiro, me apontaram imensa árvore, me dizendo:
- Naquela árvore, Fernão Dias Paes Leme, enforcou seu filho, que estava sempre ameaçando se apoderar da chefia da Bandeira.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Comunicação com um fantasma‏


Ah! Pudesse eu, te revelar ao mundo!
Pudesse eu, como Ptonisa, Ptonisa de ti, intuindo tua mensagem, que, por palavras, poderia te revelar ao mundo.
Afinal, oculto entre as brumas do Espaço, quem dará valor às tuas palavras?
Existes? Sim, existes...
Violento, sábio, a espera de uma sacerdotisa só para você.
"Deus percorre um caminho misterioso
Para executar os seus milagres;
Deixa suas pegadas na água,
E cavalga a tempestade
William Cowper
Planeta - Toques de Sabedoria"
Parte III - No Caminho da Transformação"
Se, pertencemos ao Organismo de Deus, fazemos parte dessa caminhada sobre a água,
e envolvidos na Tempestade, mal somos identificados; nossos valores morais, nossas faltas, que como parte do Organismo de Deus, teriam suas razões para serem perdoadas,
quando nossa Transformação revelasse o que de melhor existe em nós.
A Percepção da Verdade, é sutil, mas, compreendemos que é Verdade, porque a Verdade não se mascara.
A comunicação com as Almas, faz parte do mundo dos Vivos, uma vez que, o mundo é das Almas dos Vivos.
A percepção do Espirito, faz parte da Sabedoria, mas a percepção da Alma, faz parte da vida humana - os problemas da cozinheira, na sua pobreza, com a sua familia, no momento de matar uma galinha no quintal, para os patrões, é Alma, aí está a Alma, que os comedores de carne não percebem e como têm o sentimento embrutecido,
podem gritar:
- A Alma não existe!
O animal morto barbaramente, ainda se for exigido "ao Môlho Pardo" com a cozinheira segurando o animal que estrebucha, para o sangue ser colhido para o môlho, A Alma, está presente... se fosse percebida, essa barbaridade não seria feita...
É muito fácil o ateu gritar a descrença... o corpo sofrerá na doença, e a Alma que não pode ser maculada e por isso poderia ser refúgio e restauração para o humano, está ao seu alcance, mas o humano não sabe o que está percebendo... quase como um animal...
clarisse

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Em Veneza




O mago Gianfranco, subiu ao seu quarto, após um passeio pelo cemitério de Veneza.
Ele contemplava distraidamente uma caixa de prata, em que guardava abotoaduras.
Veio-lhe à lembrança, a imagem de Clara, a pequena Clara, de longas tranças de cabelo castanho.
Onde estaria Clara?
Gian, como era conhecido na cidade, dera à Clara, um cortador de papel, cujo cabo, era como o "amarrador" de madeira da ré das gôndolas; isto é, como um "pente" entre cujos dentes, ao encostar a gôndola, amarrava-se o barco, passando a corda por entre os "dentes de madeira" ao mastro do ancoradouro.
Por onde andaria Clara?
Deitou-se o mago em sua cama de madeira dourada, contemplando o teto, pintado de azul.
Seu pensamento viajou ao encontro de Clara.
Ele a encontrou, aparentando uns trinta e poucos anos, pensativa, com uma cruz de madeira negra, engastada numa cruz estojo, de prata.
Parecia solitária, não aparentando que tivesse casado ou morasse com outras pessoas na casa onde residia.
O mago encostou seu corpo fluido junto ao corpo carnal da jovem.
Ele a sentiu muito triste e projetou em seu espirito, a idéia de que poderia se locomover sem o corpo carnal, para muitos lugares, onde observaria paisagens do outro lado da materia.
Logo, Clara saiu de seu corpo e o espirito de Clara, encarou o espirito de Gian. O mago fez um sinal com a mão, para a janela aberta do quarto, intuindo-lhe a possibilidade da liberdade em espirito.
Clara logo percebeu que tinha de reter a parte alquímica do novo ambiente: a parte alquímica, não tinha nada de comum com o ambiente material conhecido. Clara se tornara "outra pessoa", leve, sem um resquício de mágoa ou ressentimento. Como se tivesse recebido um banho de eflúvios revificadores, ela se recompunha num estágio semelhante aos que entram em êxtase.
O mago a contemplava bela, magnifica, emanando uma luz reconfortante, da qual Clara poderia usufruir e também enviar para outros seres.
O mago em espirito, regressou à Veneza, estando ciente de que agora teria uma fada à sua disposição.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Fortaleza indomavel




Fortaleza indomavel.
Aquele que varou mais de duas centenas de anos.
Felizmente, tem a mim, para zelar pelo seu valor, para os séculos vindouros, quiçá, os milenios.
Orgulho-me de ser a pedra sobre a qual ele apoiará o pé, para dominar o planeta e o Céu.
Até, se a pedra se esfarelar em terra, que a terra seja enriquecida pelos meus restos, até o Infinito.
No Infinito, para ele, serei sempre o Começo - em tudo - nos percalços, na Vitória.
Poderei me perder, ficar sem voz no Eco do Infinito, ainda que em Eco, lutarei com ele,
para que nunca se perca uma batalha.
clarisse

terça-feira, 30 de junho de 2009

Cêrca de Folhas de Bananeira





Nas paredes de madeira,
de minha casa,
de madeira,
Por detrás dos retratos, do Sri Lanka,
da India,
do Egito,
corria uma vertente negra, mal cheirosa.
Chamei o caseiro e apontei o misterio;
- ele, naturalmente, subiu ao sótão
e constatou a morte de um gambá.
- O gambá, disse ele, fez um revestimento na parede,
de folhas sêcas de bananeira; foi por isso,
que chorei...
Quanto tempo levou o gambá, colhendo as bananeiras
sêcas, e distendendo-as na parede como um revestimento
artístico?
Rezei muito por ele; orei para que lhe fosse dado uma outra
vida melhor, como animal, ou, já como aspirante `a humano,...
porque, por maior que seja o sofrimento, é esquecida sua
substância, mas o impacto na Alma, sobrevive no Espírito,
para facilitar, ao menos, a claridade da Divindade, tênue, se
espalhando no Cosmos...aguardando a delineação para
outra vida, quiçá mais feliz sobre a Terra.
clarisse

.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Espectro





O cabelo, era farto e negro.
Os seios, cheios e empinados.
A cintura fina, modelada pela dança do templo hindú.
As ancas arredondadas, fartas de carne macia.
Os tornozelos finos, os pés pesados, pelo chão que pisavam, de terra da estrada do templo à sua casa, e a volta ao templo.
As jóias, se misturavam ao suor do pescoço e do colo.
A bayadera era sedutora e sabia disso - e abusava disso - e ria disso.
Por ciumes, um dia foi abatida sobre as pedras do templo; o sangue grosso, escuro, perfumado à morte, correu por entre as pedras do chão e lá ficou.

O Espectro, se manteve no Eter, olhando com seus olhos mortiços, a superficie da Terra;
levava consigo, um recado aos gênios do Inferno, as Almas sêcas e cruéis que povoavam a Terra..
O Espectro levava recado aos Infernais, de que Ele, o Espectro, iria habitar entre eles.
Numa Lua negativa de Outubro, o Espectro renasceu na Terra - mas, também levava consigo, enrolados dentro de sua mão esquerda, as artimanhas do Inferno.
Durante muito tempo, talvez uns quinze anos da Terra, o Espectro sobreviveu, entre todas as amarguras físicas.
Tinha repulsa e atração pelo sangue, que lhe deixara escapar a Vida, uma Vida de beleza, de amor apaixonado.
Então, numa noite negra, como todas as noites, iluminada por uma lampada murcha, numa sala com pessoas que nada compreendiam da Vida nem da Morte, a presença fantasmagórica do seu amor do passado, que num ato fatídico quisera preservar só para ele a mulher por quem era apaixonado, mas, que agora, não passava de um espectro sem os atrativos humanos de quem ele conhecera, esse amor, que ela, o Espectro, deixara de recolher do Espaço, a Alma aflita, que os Arcanjos não permitiram que recolhesse, que abraçasse, veio, por intermédio dos médiuns, lhe pedir perdão.
Ela respondeu que o perdoava - e como não o iria perdoar, se agora, um trapo de gente sem beleza, sem atrativos, vagava solitária, amargurada, incompreendida, tendo conseguido sobreviver, só porque regressara ao Mundo das Almas Penadas, vivendo como ser humano, mas sobrevivendo como Espectro, para viver entre os dois mundos que são o Eter e a Terra?
Ele, o antigo amante que não reencarnara, estava como fôra,, belíssimo, olhos de um negror que só a morte que é eterna pode conservar, como iria agora olhar para o Espectro materialisado, na carne, porém, outra carne, não tão bela como a que conhecera, tentando se preservar no Espectro, para não se sentir desprezada por ele, o amante de quem ela nunca esquecera, e que só tivera até hoje, como alguém para amar.
clarisse

sábado, 27 de junho de 2009

As tâmaras




As tâmaras


fazem um mundo - à parte.

Quando são amontoadas
ao serem colhidas da palmeira,
formam um mundo compacto,
doce;
seu mel une os frutos,
transformando-os numa massa
pegajosa,
como uma fatia
da vida
á qual não damos importancia,
e se torna
um naco perdido
que completaria a filosofia de nossa
existencia retalhada.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Área a percorrer




Nunca se sabe se o caminho, a estrada, existe.
Nunca se sabe se tínhamos algum lugar para ser ponto de partida - muito mais, se caminhamos para chegar à algum lugar.
No Infinito, não existe partida nem chegada.
A Meta, é transformavel - dia a dia a Meta, ela se modifica, de acordo com o procedimento do individuo.
Sentimos que chegamos sempre à algum lugar - mas, ao mesmo tempo, esse lugar se transforma numa ilusão. É como o imenso Saara, o deserto. É dificl nos orientarmos no deserto. E ainda ha a lenda da "Fada Morgana", a Ilusionista - vemos coisas no deserto que se criam, e não percebemos que foram criadas por nós mesmos... tudo no planeta Terra, é poduto de nossa imaginação. E, ainda assim, não temos controle de modificar isso, porque não nos integramos na Misericordia, porque a piedade pode modificar tanto a área de quem precisa, como a área de quem dá.
Não somos um simples joguete na Estrada da Vida. Nós temos atuação nessa caminhada. Primeiro, devemos ouvir Deus; se merecermos, transfomação e socorro, e estivermos purificados para o merecimento, Isso se Realiza.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Espaço




Viver fora da Terra,
não requer voz
O pensamento,
age como um todo;
- o pensamento,
é temperamento,
é apresentação,
é "um modo de ser".
Para quem não nos vê,
existem os que se incorporam à nós;
- os que, só por sentimento,
nos absorvem,
como nós estamos.
Tudo misturado,
pode ser completado,
porque nos falta,
mas, o que damos,
é exatamente o que recebemos;
- é uma imagem só,
sem os ressentimentos
do Eu
que não compreende -
- Porque viver,
se pode Ser.
clarisse

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Capitulo I - de um livro



Eu, descí à Terra, primeiro que você.
Depois de tua infancia, nos reencontramos em Verona.
Antes da cidade triste medieval, estava o sombrio Egito Antigo.
Uma profunda tristeza, e, ao mesmo tempo que profunda, larga, e, solta, desprezada, esvoaçando ao "léo", sobre o Deserto infindavel, não explicava nada...no entanto, você e eu, precisavamos tanto de explicação...
Você continuava presa ao Egito, eu, precisava ir à India.
Na verdade, tanto você e eu, tínhamos nossas vidas divididas nesses dois países - porque, sua vida tinha sido cortada no Egito, como a minha vida, tinha sido cortada na India.
Alguém compreenderia nossa angústia em "ser necessário viver?"
Muitos atiraram em mim a "Impossibilidade" de me lembrar de uma encarnação ha 150 anos.
Em você, em que o "Fohat" a Energia que não nos deixa tranquilos, enquanto não nos cedemos às Dívidas Invesíveis de outras vidas, te "balançavam como uma pluma ao vento" - transferiu tua Alma de volta à Caverna Escura de um túmulo abandonado. Tua múmia foi levada para um museu.
Enquanto teu corpo amortalhado pedia calma e silencio, os passos de muitos, os que visitavam o Museu, não te deixavam tranquila; e isso, perturbava tua Alma.
Quando não completamos o tempo especificado à nossa Vida na Terra, em nossa última encarnação, nos questionam o tempo todo como saldarmos essa dívida.
Você era inquieta e irritada - eu, havia me reencontrado, estava tranquila e numa missão recebida para provar ao Mundo a verdade da Reencarnação, eu refazia nessa missão, o tempo que me foi abrutamente, retirado... e no entanto, nossos destinos, estavam atados,
como agora, por teres outra vez, decepado parte de tua vida, me ataste para a próxima encarnação, onde exibirás ao mundo, pelo teu forte temperamento e destemor, a Força do
Fohat - e, se eu não estiver na Terra, estarei no Espaço, dando de mim para a compreensão do Fohat, com tua ajuda, essa compreensão à humanidade.
clarisse
FRASE DO DIA
HELENA PETROVNA BLAVATSKY


Fohat é, pois, a personificação do poder elétrico vital, a unidade transcendente que enlaça todas as energias cósmicas, tanto nos planos invisíveis como nos manifestados. Sua ação se parece, numa imensa escala, à de uma Força viva criada pela Vontade, naqueles fenômenos em que o aparentemente subjetivo atua sobre o aparentemente objetivo e o põe em atividade.


Misterios Egipcios - Lucien Lamy
Os epitetos seguintes exprimem as qualidades morais e a condição social do ser. Levam atados a submissão a uma disciplina, mas também um desejoou uma sede de perfeição que pode atuar como estimulo, dotando a vida humana de um objetivo imediato.
Os dois últimos, a magia (a mestria) e a iluminação, representam provavelmente a chamada espiritual suprema do ser, realizavel unicamente através da força e do mérito do carater de cada pessoa, que lhe outorgam esplendor e brilho durante a sua existencia.
Portanto o ka se apresenta como o elemento abstrato que simboliza as "tendencias" de um individuo ou seus "apetites físicos, morais e espirituais, que se não são satisfeitos podem atrair o ba, a alma, para outra reencarnação.
Tendo sempre em conta que as palavras só se aproximam ao verdadeiro significado, podemos dizer que o espirito, o akh, se encarna no corpo, o kha, ao qual a alma, o ba, anima durante toda sua vida, escapando no momento da morte. O ka se mantem ligado em maior ou menor grau à vida terrena até que, por ultimo, insta o ser a renascer em caso necessario.








clarisse

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Corpo Sagrado‏






O Corpo Sagrado‏


O Corpo do deus Osiris, desmembrado, foi reconstituido por sua esposa deusa Isis.
"Corpus Cristi" é uma cerimonia cristã, em que o corpo de Jesus Cristo morto, é adorado até em procissão.
O morto entre os Vivos, e os vivos entre os Mortos.
Essa fusão do plano mortal no plano espiritual e o plano espiritual no mortal, é a mais alta magia de equilibrio entre os estados espirituais do Universo.
Ambos os estados, são espirituais, pois somente o Espirito, zela pelo suspiro que é a respiração daquele que está em prece.
A matéria é pesada, mas nunca deixa de ser controlada pelo Espirito.
A Respiração do humano, é o simbolo desse confronto: inspirar e expirar.
O exercicio da respiração, interfere nas batidas do coração, sístole e diástole.
Quando cessa a respiração, o coração se aquieta; antes que Ele esfrie, o humano está se ambientando num plano que ele habitará e dominará de agora em diante; mas ainda existirá matéria, mais sutil, é verdade, mas é matéria, e o Espirito sempre regendo como Alma da Criação.