domingo, 30 de dezembro de 2007

LIN YUTANG


LIN YUTANG - A IMPORTANCIA DE VIVER -
III - DA ARTE DE CONVERSAR

"Falar contigo durante uma noite é melhor que
estudar livros durante dez anos" foi o comentario
de um velho intelectual chinês após uma conversação
com um amigo. Há muito de verdade nessa afirmativa,
e hoje a frase "uma noite de charla" chegou a ser
expressão corrente para referir-se a uma feliz con-
versação com um amigo, de noite, ou ja passada ou em
projeto.... Tão alto prazer como uma perfeita palestra
com um amigo, à noite, é necessariamente raro, porque
como assinalou Li Liweng, os que são sabios raramente
sabem falar, e os que falam raramente são sabios. Des-
cobrir um homem, nalgum templo da montanha, que com-
preenda realmente a vida, e ao mesmo tempo entenda a
arte da conversação, deve ser portanto um dos mais altos
prazeres, como a descoberta de um novo planeta por um
astrônomo ou de uma nova variedade de plantas por um
botanico.

O homem é criativo em si mesmo. Se a
criação pode ser proveitosa, boa ou má,
está no reino mistico da criação. E
assim, como não se perguntar se sua alma
ja não fez várias visitas à Terra? É bom
se acostumar que as lembranças das
vidas passadas, fazem parte de nossa
inteligencia e são material de nosso racio-
cinio.
Comentarmos sobre Budismo, acrescentando
razões que podem ser reflexos de experien-
cias passadas, ou saudades do impetuoso
hinduismo em suas terras romanticas e com
sabedoria milenar, ou vindo la do extremo
do Universo a magia dos magos do Egito e
da Persia, temperam nossa palestra e nosso
raciocinio com descobertas espirituais que
nos fazem sorrir para nós mesmos, nos
tornando mais valiosos para nosso Espirito...
e que mais poderiamos desejar do que isso?
clarisse

sábado, 29 de dezembro de 2007

ENTRE NÓS


ENTRE NÓS



Entre nós, a Vida
Os Bruxos Espiritas, Aqueles que falam com as alma dos mortos me diseram que ficaste no lado-de-la por seres melhor do que eu
e eu vim, com a provações e os sofrimentos
A Vida esgaçada: - uma ponta em tuas mãos, outra ponta nas minhas
Os Espaços vividos, completamente alternados um do outro
Tu tens mais poder do que eu: - vens ao meu mundo, eu não posso penetrar no teu.
E nesse espaço cruel, a guerra de nossas existencias: - te avalio muito Mas todo o Valor do Mundo não me entrega à ti.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A VERDADE


A VERDADE


Depois de alcançar um certo plano de mais uma
petala do Lotus Cósmico, aberta, as camadas
inferiores da evolução, podem perder seu sen-
tido de existir para esse que desfez o que antes
para ele era razoavel.

Seus orgãos percebem agora outros planos só
perceptiveis para aquele que desconectou o que
ja fôra para ele, razoavel de ser.

As emoções, têm outro sentido, o Novo Mundo,
existe para aquele que pode capta-lo.

As emoçõe da Terra, não afetam os que olham
bem mais além e vêm esse sofrimento transformado
e existente em novos fins.

O Amor, a Piedade, a Compaixão, incessantemente
sublevam esse sofrimento para o Reino da Verdade,
seja em que petala ou camada ele estiver, para fazer
sentido aos que se realizam na Verdade desse Plano.

OS OLHOS DAS BESTAS


OS OLHOS DAS BESTAS


Ha um misterio impressionante:
- a beleza maravilhosa dos olhos das bestaas
Que olhos mais belos dos que os das corças? As pestanas das girafas sobre seus olhar infantíl Os olhos de ágata amarela dos leões Os olhos de pupilas cortadas dos gatos
Os olhos de pestanas louras do meu cão golden retrieve - redondos como bolas na doçura da amizade Os olhos inquietos dos pequenos macacos Os olhos luminosos dos jacarés sobre as águas das lagoas, à noite
Os olhos brancos dos lobos - fantasmas dos alquimicos - visita ao pavor que não cercamos com as meditações gnósticas

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007


UMBRAL



Lugar onde nos perdemos de nós mesmos
Me perder de você e me perder de mim mesma Qual a diferença?
É na separação que percebo o quanto de mim te pertence
É como brincar de cabra-cega com um lenço vedando os olhos e as mãos estendidas procurando te tocar
Dias e dias te aguardo e você não vem
O Umbral tem muitas moradas Mas a Terra tem só uma Vida pequena, é verdade, para o Infinito de nós dois

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007


O QUE O DESTINO RESERVOU


A familia veio de Verona, norte da Italia, terra
de Romeo e Julieta.
Gianfranco, o Franco, alugou um quarto numa casa
em Ipanema, Rio de Janeiro.
A filha da dona dessa casa, era minha colega no
Colégio.
Franco, artista, começou como fotografo - ampliou
as fotos, fez belissimos murais para decoração.
Começou a enriquecer... comprou uma casa numa
travessa em Copacabana, fez um atelier com esculturas
em cimento e uma liga de plástico.
Mandou vir de Verona, a noiva, Fernanda, e mais tarde,
a familia dela.
Comprou belo apartamento terreo em Copacabana,
mais uma cobertura.
Do casamento, tiveram tres filhos:
Leslie, a mais velha, Sandra, a mãe de Hugo Ronca
Cavalcanti, que agora, nas vesperas de Natal, com doze
anos, jogando futebol numa festa de aniversario no
Leblon, levou um tiro de bala 45, que se alojou perto do
pescoço e foi impossivel operar... após um coma de dez
dias, faleceu... e o filho mais novo, hoje ja pai de um casal
de filhos, Gianfranco, ou Franquinho.
Foi Leslie, a filha mais velha, guia turistica, que foi minha
guia para a India.
Acreditando em mim, que apontava sempre para o Sul,
para o Tamil Nadu, fora onde eu vivera ha 200 anos
atrás, como Devadase de um templo.
Depois de ver muitos templos, em Madurai, identifiquei
o meu...
A avó de Hugo, Fernanda, mulher de Gianfranco avô,
na consegue se equilibrar... que adianta eu falar para
ela:
- Sua filha acreditou em mim... eu provei que existe a
reencarnação... ninguém morre... a Saudade, não desapa-
rece - tenho saudades de minha mãe da India, de meu
namorado que não veio comigo mas está sempre ao meu
lado...
Sua filha me acompanhou... ela assistiu o reconhecimento
do templo... ninguém morre!
Mas não adianta, ela chora e eu também... quando eu tenho
tudo nas mãos para provar que a Vida não é uma só... até
em outros planos
!

ARREBATAMENTO


Por que somos arrebatados?
Eu queria acompanhar o Por do Sol zelando pelas cores quentes que começavam a se arrestar pelo chão mas minha impetuosidade impedia isso
Tomei na mão o pó ocre da estrada e deixei escoa-lo como numa ampulheta, lentamente, sobre o capim ralo
Meu cabelo perfumado com sandalo caía sobre meu pé esquerdo, a perna dobrada, eu sentada, acompanhando o deslizar da tarde
Lá, muito longe, perto das árvores, vi um vulto pequeno, cor laranja, tentando se ocultar no mato crescido Pulli - o tigre, em idioma Tamil, que esta tarde de fulgor na India, o Ocidente, tentaria me fazer esquecer
Mas meu arrebatamento faria chorar sempre

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007


O ENCONTRO


Pery era um menino criado num sitio. Seus pais eram funcionarios do sitio e o dono do sitio em alguns fins de semana visitava sua propriedade. Quando o menino nasceu, o dono do sito lhe deu esse nome: Pery, escrito assim com "y" e também foi seu padrinho no Batismo na Igrejinha local.
Pery, de vez em quando, nos seus 12 anos, andava pelo bosque que rodeava o sitio. Alguma coisa o atraia para aqueles matos. Ele sentia como se uma voz saisse de entre aquelas árvores, falava com ele, mas ele não compreendia totalmente o que a voz dizia: mas tinha grande curiosidade nisso. A Religião de Pery, era a Igreja aos domingios e ele se fatigava para manter os olhos abertos que teimavam em se fecharem de sono. A atração pela voz que não compreendia, era enorme, e assim que podia, dava uma escapada para o bosque - às vezes era repreendido pelas suas ausencias - mas ele ia. Em noites de luar, sentia a tentação de ir ao bosque - talvez de noite, ele compreendesse a voz.
Amigo, tinha-os do colegio - em jogar ferro no chão e cercar as casas desenhadas - não caçavam com atiradeira, porque o dono do sítio proibira isso com seus pais - e também não caçavam animais no bosque - a mulher do dono do sitio, também proibira - vez por outra, os proprietarios traziam algum cão ou gato perdido e também sacos de ração para eles - e a vida prosseguia assim.
Sobre a voz no bosque ele tentara conversar com os colegas, mas não conseguira se fazer entender.
Pery era um menino comum: curiosidade com seu sexo e respeito pelos animais como exigia o dono do sitio.
Um dia, Pery ficou só; os pais foram a um enterro de granja vizinha e ele ficou encarregado de alimentar e recolher os animais, o que fez com a ajuda dos colegas - mas, ao entardecer, se dispersaram, cada um para sua morada para a refeição noturna. Pery, então, realizou o sonho de sua vida: foi ao bosque.
O chão coberto de folhas mortas e apodrecidas pela umidade da mata - fechava as paredes e o teto de um Templo Invisivel. Pery se sentiu transportado no mesmo lugar - ele não sabia se estava ali ou longe daquele lugar. Também se sentia revestido por uma especie de roupa - e diante dele, saindo da mata para a clareira onde estava, algo como uma aparição que não aparecia, que era e não era - mas era toda fulguração e modificação ao mesmo tempo - lhe dando sentimento e tirando observação - e Pery se transfigurou como a apari&cceddil;ão e as vezes ele se exultava, pois parecia que ele se transformava na aparição e sua entidade era um bem-estar total com sentimentos desconhecidos e uma espécie de sabor semelhante à sabedoria - satisfeito com seu estado e sem desejar nada, Pery voltou ao Pery - olhou a lua cheia que aparecia por entre as copas das árvores e voltou para o sitio, sendo recebido pelo ladrar dos cães e admirado porque nenhum dos cachorros o seguira para a mata.

PARA STELLA SAMUEL


PARA STELLA


Clarisse de Oliveira



Stella,
houve um milagre na Terra
- teu filho, uniu-se numa obra de Amor
comigo
A essencia desse sentimento,
te envio onde estás no Espaço!
Pressinto-te jovem e bela,
como sempre fostes,
sem a aridez do Planeta
que tudo envelhece.
Está a teus pés,
Diante de ti,
o Amor em prata,
com reflexos de Estrela,
aos teus pés!
Sempre Clarisse


(Stella, mãe de Rogel Samuel, faleceu em 21/11/2007)

Sensualidade


Atmosfera dos ideais dos Deuses
nessa atmosfera o segredo verdadeiro da Sensualidade, malbaratada entre os homens.
Que mais sabeis dos Deuses?
- O "seu" verdadeiro Amor, materia complexa, onde verdadeiramente não atinamos ainda com que objetivam os deuses
Em "seus corações" Eles, os deuses, nos calam... Que vontade de nos revelar a Verdade! Primeiro, temos que provar os deuses depois... Ouvir-lhes as falas.

domingo, 23 de dezembro de 2007


HECATE
Se for a LUA,

cuja Luz discreta,

qual sombra iluminada

sobre a Terra

pode fazer despertar aos poucos

a Luz que irá se incorporar

ao Sol,

tornando transparente o

Espirito do Homem,

até então sem se manifestar

na sua potencialidade divina,

naquele despertar insaciavel

da substancia dos deuses,

a sacerdotisa do Olimpo

na Terra,

deverá zelar pela Luz no Templo,

e cuja função será eternizada

até que o Luar Encantado seja

alimento para a Potencia Solar,

veiculo do humano que almeja

Deus!

UM GNOMO EM MINHA VIDA




Eu ganhei Pinoquio no meu aniversário de sete anos de

Idade.

Era um Pinoquio lindo, porque era o Pinoquio de Disney.

Estava vestido de tirolês, com uma camisa branca e um

Chapéu de feltro vermelho com uma peninha – e suas

Calças curtas, também de feltro vermelho – seguras por

Suspensórios unidos por um peitilho da mesma lã.

Calçava sapatos de oleado preto.

Tinha luvas e meias brancas.

Gepetto, o fabricante de guignols, o velho solitário,

Podia ser um mago que tinha de viver sozinho. Sua

Solidão acalentava as almas perdidas dos elementais,

Que entre suas mãos encontravam uma compensação

Para um existir de incógnitas sem pensamento.


Quando, em um pedaço de pinho, entalhava um boneco

Menino, transmitia à essa futura criaturinha, sua

Carência de vida, o que formou no Espaço o liame

Entre homem e boneco, entre os futuros pai e filho.

Jamais se saberá o desenrolar da vida entre ambos,

Das conquistas esotéricas do mago, do despertar da

Ânsia de vida do elemental.

____________________

O guignol não tem uma aparência agradável de se ver.

Parece que suas caras transmitem um ar de maldade

E deboche, um sorriso sardonico e irônico. Existe dor

Neles como o entalhe da madeira, dos pregos, dos

Arames.

As empregadas em minha casa, sempre diziam:

Clarisse, eu tenho um medo desse boneco...
------------------------------

Minha amiga Lourdes tem um tal horror ao guignol,

Que só em mencioná-lo, provoca-se arrepios nela.

Ela me relatou um acontecimento doloroso:

Estava passeando em Angra dos Reis, quando

Visitando uma velha igreja, subiu os degraus de sua

Torre; e – horror! Quando chegou ao alto, se deparou

Com um quarto de guardados: e lá estavam eles!

Talvez usados em festas da Igreja, estavam lá, sós

infinitamente sós. Lourdes teve uma terrivel
sensação, até hoje inexplicavel para ela, que os

associa à Idade Média.

Não sobraram os meus bonecos de infância, mas ele,

Pinoquio ficou – perfeito, sem um pedacinho da massa

Quebrado. É um contra-forte meu, que me viu chorar

De muito desespero, quando a resposta do Infinito ainda

Não se fazia compreendida.

Hoje, moro numa casa de madeira – e a casa tem

Ornamentos de paus sobre as portas, janelas. Pinoquio

Está sobre uma porta na sala de jantar: lá em cima, com

Seu sorriso conformado e seu olhar de quem sabe mais

Do que aparenta.

Quando o coloquei la, lhe falei:

Você agora vai guardar a casa, ta?
Quando eu residia em outra casa, na Barra da Tijuca,

Um conhecido que foi lá, me disse:

Clarisse, sua casa é mágica... Nas paredes existem uma
Porção de espiritos que ficam observando quem aqui

Entra... para te proteger!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007


O CORDEIRO


Apocalypse de S. João, 22

Bem aventurados aquelles que lavam
as suas vestiduras no sangue do
Cordeiro, para que tenham direito à
arvore da vida, e possam entrar na
cidade pelas portas

Na minha opinião, o simbolo do
Cordeiro foi o simbolo da Geração
desta humanidade.
Que mais belo animal domestico,
manso e util como sua lã, para a
vida dos seres que vieram após o
ressecamento do Planeta?
Lavar as vestiduras no sangue do
cordeiro poderá ser "nossa aparencia"
- a carne que reveste a Alma.
Tendo purificado o mundo da Alma,
o homem renasce com seu espirito
santificado;
e o cordeiro, cuja missão foi ser esse
simbolo, prevalecerá como Realização
da Existencia Cristica no Oceano
Divino.

LIN YUTANG - A IMPORTANCIA DE VIVER


No capitulo respectivo do livro K´aop´an Yushih,
escrito por T´u Lung, temos a seguinte descrição
do gôzo do incenso:
"Multiplos são os beneficios do uso do incenso. Os
sábios reclusos, entregues à sua discusão da verdade
e da religião, sentem que queimar um ramo de incenso
lhes esclarece a mente e compraz o espirito. Na quarta
divisão da noite, quando pende do céu a lua solitária e nos
sentimos frios e desprendidos da vida, o incenso emanci-
pa o coração e permite assobiar descuidadosamente.
Quando se examinam velhos especimenes de caligrafia
ante uma janela clara, ou quando se canta ociosamente
uma poesia com um epanta-moscas na mão, ou quando
se lê de noite à luz da lampada, o incenso ajuda a dester-
rar o Demonio do Sono. Pode-se-lhe chamar, pois,
"o velho companheiro da lua".

terça-feira, 18 de dezembro de 2007


CAMINHOS NO INFINITO

Quando o conhecí, achei ele o homem mais inteligente do mundo.

A vida dele eram os livros e a música clássica.

Quando ouvia música, ficava em êxtase, e até sua fisionomia mudava.

Fiz dele um ídolo.

Eu costumava construir ídolos.

Continuava na mesma atmosfera de minha anti-vida: onde todos

São o que melhor deles é.

Os defeitos, vêm com a matéria.

A lama e a terra são o pior de nós mesmos.

Oxalá fosse-nos possivel vivermos somente no deleite da matéria

Das almas!

Meu olhar transfixiava o homem no afá da química de torna-lo

No que eu achava que ele realmente era.

Eu não estava enganada com ele – estava era comigo mesma.


Ele sabia a que viera e o que teria de responder à vida – eu não.

Eu não sabia a que tinha vindo.

Te encontrarei! Dito na Ante-Vida, é a mais absurda das Quimeras.

O acumulado magnífico de outras vidas, que na Ante Matéria é algo

Primoroso, aqui tem de ser decifrado.

E às vezes, o deciframos mal...

E o que deveria ser decifrado no principio, só é compreendido no fim

Da vida, quando só tem muito pouco tempo para ser desfrutado.

Porque afinal, o enigma de cada um é esclarecido com a compreensão

Do "em que erramos ".

É com nossos erros que esclarecemos "o outro ".

Vamos partir enfim, com a perfeição do que somos – ele e eu .

Inteligentes e vaidosos – e satisfeitos de nos terem dado a oportunidade

De ainda termos
vivido com a nossa verdade.

sábado, 15 de dezembro de 2007


O QUE SÃO...


De familia, herdei um lenço bordado em cambraia de
linho - se estiver certa esta classificação para o macio
tecido branco, que sobrevive ha mais de cem anos, sem
uma mancha, sem um fio danificado...
Quem o bordou, com um trabalho de agulha e linha, tam-
bém em branco, trabalho quase microscopio, devendo
aos olhos magnificamente estruturados uma obra quase
impossivel, de hoje em dia, ser feita.
A autora do trabalho, Anna Lage, bordou suas iniciais no
lenço - sua filha, Clarisse Lage, foi conhecida na Sociedade
Brasileira, do sec. XIX, por ser casada com um almirante
e Senador, signatrio da Constituição Brasileira.
Clarisse Lage I. do B., morreu com cinquenta anos em 1919,
por aí ve-se o quanto tempo tem esse lenço...

O lenço está se transformando em um sério problema...
Quero deixa-lo preservado num Museu - mas qual?
Pensei no Hitorico Nacional, com suas carruagens estilo
Imperio - numa urna de vidro, com um pequeno historico
escrito...

Me vem a memoria, o caso do rico vaso chinês de um mos-
teiro budista... O mestre pergunta aos discipulos como
se proceder quando existe "um problema" que tem de ser
zelado e cuidado, como é o vaso...
Um discipulo se levanta com um pau e quebra o vaso...
Acabou o problema...
Acabou?
Quem disse que uma coisa "desaparece"?
Os pensamentos que rodearam o vaso durante séculos,
fazem parte da atmosfera sideral e poderão ter sido
aproveitados como complemento para uma energia cósmica,
útil num processo afim com "o caso", e agora mesclados
em um processo qualquer atuante na Criação...

O QUE SÃO ESSAS COISAS?
- são pétalas perfumadas de criações angélicas na imensi-
dão dos Universos...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007


O BONDE



Eram oito horas da manhã.

Eu estava num bonde que corria de Ipanema à Copacabana.

Que fazia eu, num feriado às vésperas do Carnaval, naquele bonde?

Eu fugia.

Eu deixava uma casa de dois pavimentos em Ipanema, na Rua

Principal, a Visconde de Pirajá, residencia de classe média média,

E corria ali, eu, uma adolescente de uns 14 anos, para o apartamento

De um só cômodo, onde morava meu padrinho de batismo, para....

Exclusivamente usufruir da companhia dele... o que hoje, chamaría-

Mos, "curtir".

Nesses dias de véspera de Carnaval, ele recebia muitas encomendas

De shorts e bermudas, que ele, um homosexual, costurava, passava,

Para aquela porção de boêmios da vida noturna de Copacabana –

Usar no Carnaval.

Vinham também, as coristas do "Teatro Rebolado" pedir uma

Retocada numa fantasia.

Sabem também por que eu estava alí? Porque "aquela gente" me

Chamava de "Clarissinha" e eram todos carinhos para comigo, por

Ser eu afilhada do "Gaspar".


Na hora de buscar uma comida na rua, lá embaixo, eles perguntavam

O que eu gostaria de comer, e meu padrinho, acrescentava:

Ela não come carne, é hindu.
Como "eles" já haviam visto de tudo na vida e também experimentado

Boa parte "dela", achavam isso perfeitamente natural, e sem mais

Perguntas, traziam o que eu podia comer...

Muito diferente essa atitude da de minha casa, onde os burgueses da

Classe média, abriam os olhos espantados e logo acrescentavam:

- Mas isso é muito mal, a carne tem proteinas!

E no Carnaval, eu resolvi sair vestida com o sarong listrado das

Baiaderas hindús – as "Prostitutas Sagradas".

E foi la no apartamento, que uma ex-corista, grávida de seu primeiro

Casamento, isto sendo uma realização para ela, criada num orfanato

De freras, conseguiu enrolar o sarong de forma que me desse folga

Para eu caminhar.

Dela mesma, já com a filha de uns dois anos, ouvi:

Separei-me de meu marido, porque ele trazia um homem para a
Nossa cama, afim de fazermos uma surubada. E eu então, pensei:

Se é para ser puta, que eu seja sozinha.
Mas ela teve um segundo casamento em que foi muito feliz e adotou

Outra filha.

Eu pensava naquela casa preconceituosa que eu deixava naquela

Manhã, tão cedo, eu, a esquisita Clarisse para eles...

E onde está esse bonde?

Talvez tenha morrido numa estação e os pedaços de seu "corpo"-

Levados para um ferro-velho, após o decreto de retirada dos

Bondes – ou...

No Espaço, para onde for um dia meu espirito, onde eu possa

Navegar nele sem fuga, com todos os espiritos que viveram a

Segregação moral, quando tinham muita tolerancia dentro de si

Mesmos por tudo que tiveram de suportar na Terra, dos

Habitantes da burguesia da classe média...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007


O PRESENTE É SEMPRE PASSADO


A Reencarnação não se prende jamais em teias
de lembranças.
Numa encarnação que vivi, ha tres mil
anos passados, hoje, a historia me mos-
tra fases por que passei; olho-as com
quase indiferença, a não ser pelo respeito
que toda historia de Vida, merece.

Pelo que ficou registrado dessa encarnação de
tres mil ano, quanto sofrimento, quantas manobras
de inteligencia e sagacidade foram empregadas...
E tudo isso hoje, é um registro de figuras esculpidas
e pintadas em muros.

Quem somos nós diante de um passado imenso?

O Tempo mastiga o que quer que seja Vida,
Existencia, engole o sofrimento e as vitorias,
cospe as nossas reservas e somos sempre novos
para outras experiencias.

Arranhamos a Eternidade com nossas garras,
e não sabemos retirar o dominio do Fluxo Eterno.
Que seja Ele, o Fluxo Eterno, masculino ou feminino,
o nosso Fluxo Eterno, não temos ainda um Espelho
para refleti-lo.

Quando não mais rastros de Vidas restarem para
que de novo reencarnemos, nosso Espirito está se
mirando em Espelho de outra Cosmogonia - e
agora é Outra a Face de Deus.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007



SETI I , O FARAÓ QUE FASCINAVA
AS MULHERES


Clarisse de Oliveira

Eu tenho uma amiga que esteve em Ábidos.


Estar em Ábidos, qualquer turista pode ter

estado lá – mas – passar por uma fenda entre os

Blocos do desmoronado Templo à Osiris,

Encontrar um campo com um capim que ela

Jamais tenha visto, ouvir o vento agitar esse

Capim num som parecido com cabelos de

Metal farfalhados, e por esse som de harpa

Assombrada, entrar em transe, não – jamais

Ouvi falar sobre e tenho a certeza – não

Ouvirei jamais; porque, quem recuperou um

Templo antigo, quase pré-dinástico, ali

Erguendo o fabuloso Templo à Osiris, foi

O Faraó Seti I, paixão da reencarnação de

Minha amiga no Egito.

Hoje em dia, ela é uma pessoa triste para

Todas as coisas, porque ante tudo, ela

Encontra a "falha" irrecuperavel de um

Desentendimento que houve entre os dois –

Assim, o mundo – no que ela chama de vida –

É como o planeta fendido – morando ela numa

Parte e a outra ela vê inalcansavel, sugada pelo

Cosmos...

Uns anos após te-la conhecido, me deparo com

A história de uma mulher de mais de setenta

Anos, que, sustentada por um andador para

Pode caminhar, passou a dormir num dos Templos

Vazios do antigo Egito, por pura paixão pela

Memória de Seti I, ali morrendo – dias após sua

Última fotografia – à porta do Templo.

Em relação à esse fato, minha amiga apenas disse:

Há! Como a invejo...!
A múmia de Seti I, revela um rosto belíssimo de

Homem, de cerca de 40 anos.

E qual é a verdadeira face do Presente?

sexta-feira, 30 de novembro de 2007


A CAMINHADA


Nos dias de festa, elas vinham; as mulheres da pequena

Aldeia.

A procissão saía do Templo mais tarde – às vezes, bem

Mais tarde, quando a Lua já ia alto.

Por isso, elas traziam comida e doces para a baiadera

Parente delas.

Porque assim, acompanhavam os andores mais bem

Alimentadas.


Mas nas tardes secas, sem festas e procissões, Nataja

Acompanhada do menino, o irmão mais moço que ficava

Com ela no Templo, e o cachorro branco, faziam a

Conhecida caminhada até a aldeia dos artesões.

As estrelas luziam festivas para a gloria da jovem mãe

Que embalava seu filho recém-nascido, e piscavam

Tristes para as casas que tinham moradores doentes.


A estrada de terra escura, ladeada pelo mato alto,

Escondia o tigre que assim acompanhava os passantes.

Se Nataja seguia com o menino e o cão, ela caminhava

O mais rápido que podia, com seus pés descalços.

Se encontrava um grupo de colhedores ou ceifeiros,

Ela se juntava à eles, pois o perigoso era o que caminhava

Sózinho atrás do grupo.

As presas do tigre, têm 10 cm de comprimento.

Abocanhando a caça pelo pescoço, o animal a arrastava

Por baixo de seu corpo com perícia, enfrentando o mato

E a galharia com tanta rapidez, que era impossível

Segui-lo.

Os grupos traziam gamelas de metal e colheres para

Assustar as feras, mas todo cuidado era pouco.

Quando um gamo assustado, saltava de um lado a outro

Da estrada, começava a batição dos metais para assustar

Pois algo perseguia o veadinho.

O grupo aproximando-se das choças e das casas de adobe,

Ia se dispersando e era imensa a alegria da baiadera

Quando avistava sua casa deixando ver os clarões do

fogo por entre as folhas das palmeiras.

.......................................

O que mais me espanta, é, por que com tanto movimento

No Templo, as danças, os tambores, os peregrinos que

Iam e vinham, as procissões, os bailados em volta da

Fogueira acesa, ficou a imensa

Estrada dominando minhas lembranças.

E foi a única coisa que desapareceu.


O Templo está lá – ainda existe diante dele uma praça

De terra batida, onde se poderia acender uma fogueira

E festejar e dançar.

Mas o casario da nova vida, cobriu tudo, formando uma

Nova cidade.

As procissões ainda saem à noite – iluminadas pelas luzes

Elétricas das ruas.

Pois – segundo se mantém até hoje –

Madurai é uma festa!

sábado, 24 de novembro de 2007


A ENAMORADA DO PROFETA


De um pais a volta do Deserto, suplicando às
caravanas, ela chegou em terras de Jerusalem.

Esfaimada, maltripilha e sedenta, ela acompanhou
o povo que ia ouvir o profeta - porque ela tinha fome
e sede e em sua alma havia um sussurro de que
aquele ambiente lhe supriria as necessidades.

Em meio a multidão, mas se esgueirando por entre o
povo, a antiga "prostituta sagrada de um templo",
chegou perto do profeta.

Como mais tarde um escritor inglês descreveria,
o profeta era um homem de alta estatura para o seu
povo, com olhos negros e mansos e cabelos anelados
que pareciam formar cachos de uvas escuras...

A mulher em seu antigo templo, homenageava sua deusa
com o triunfo da sensualidade que se enroscava nos
intervalos das batidas dos tambores e o chocalhar dos
cimbalos, como uma serpente que deslizasse em maneios
de seu longo corpo sobre o chão de lages frias.

A mulher aguardava a palavra do profeta.
E ele veio; veio para o seu povo - o povo passava a ser "seu"
porque nas trevas de seus olhos negros ele os reunia num
Universo Cósmico imenso e dadivoso, como ja era sua alma
um Eco de Deus que ele desejava que ressoasse no Infinito
da Verdade de cada um.
E por mais que o profeta ocultasse os famintos da divindade,
como cegos, sentiam o odor do Amor.

A mulher peregrina não tinha tido oportunidade de ter reconhecido
em seu espirito, uma resposta que alguns poderiam procurar por
milhares de anos, tantos anos quanto eram os percalços da alma
ja formada diante do seu espirito que já era um deus.

A Lei da Atração faiscou quando o profeta se fez diante da peregrina:
- faltava um grão de areia de divindade para que ele não mais fizesse
parte do Karma da Terra - mas foi o bastante para que as galáxias se
desfizessem e se refizessem para que dois grãos minusculos da
traiçoeira humanização lhes desse sofrimento até os confins do
Universo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007


Bastet sobre o Muro


Bastet é a Deusa Gata do Egito.

Bastet está sobre o muro porque não está envolvida
com as tempestades desordenadas do Cosmo.
As vezes as tempestades sopram muito acima da
Terra, como as variações do Sol transformam
a atmosfera do planeta, e sentimos nos designos
do Carma que uma corrente em inundação nos
arrasta.

O Logos é calmo como o Lago da Terra dos Deuses;
Mas o Cosmo tem suas variações...
Na atmosfera do nosso Lar, experimentamos os
ventos contrários, os incomodos das desavenças

Bastet como todo gato gosta de ser e se sentir livre.
Como deusa, ela não é afetada pelos transtornos da
atmosfera carmica terrestre.
Bastet atravessa a Região da Meditação, porque Bastet
se transforma em algo que não tem pernas, a
Independencia é a Alma do Comportamento da
Vida na Terra.

Bastet está sobre o muro: os desnivelamentos não a
atingem.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007


A IMPORTANCIA DE VIVER - LIN YUTANG


Quando subo às Cinco Montanhas Sagradas, ali
permaneço acima dos ventos celestes e olho os
Quatro Mares, e os mil picos de montanhas parecem
caracóis e os mil rios parecem cinturões enfeitiçados,
e as mil árvores parecem ervas. A Via Látea parece
roçar-me o queixo, e brancas nuvens me passam pelas
mangas, as águias do ar voam ao alcance da mão e o
sol e a lua me acariciam as fontes e seguem seu cami-
nho. E ali tenho de falar em voz baixa, não só por temor
de assustar o espirito da montanha, mas também para
que não me escute Deus, em seu trono. Por cima temos
o puro firmamento, sem mácula de pó, e em baixo a chuva,
o trovão, a tumultuosa escuridão, e o eco do trovão ouve-
se apenas como o soluço de um menino. Neste momento,
a minha vista está deslumbrada pela luz e o meu espirito
parece voar além dos limites do espaço, e tenho a sensa-
ção de ir cavalgando ventos que me levam para muito
longe, mas não sei aonde vou. Ou quando o sol está para
ocultar-se e a lua surge no horizonte, a luz das nuvens
resplandece em todas as direções e a púrpura e o azul
chispam no céu e os picos distantes e os próximos
mudam de matiz, em um instante. Ou em meio à noite
escuto os sinos do templo e o rugido de um tigre, seguido
por uma refrega de vento, e, como está aberta a porta
principal do templo, visto a túnica e me levanto: ah! lá
está reclinado o Espirito do Coelho e alguns restos da
ultima nevada cobrem as vertentes superiores, a luz da
noite jaz como uma massa esbranquiçada e indefinida,
e as montanhas distantes apresentam um contorno
apenas visivel. Num momento assim, sinto o corpo pene-
trado de ar fresco, e diluiram-se todos os desejos da carne.
Ou vejo o Deus da Montanha Sagrada sentado em seu trono,
dando audiencia aos espiritos inferiores.
...................

Agora fecho a janela da Lista da Teosofia,
e recolho-me para tentar adormecer - os
sonhos ja estão encaminhados pelas mensa-
gens dos companheiros que recebi.
Boa Noite
clarisse

segunda-feira, 12 de novembro de 2007



O MISTERIO DA SAUDADE




A Saudade é um vínculo.

Um vínculo de parentesco espiritual.

Porque o corpo com sua constituição perecível,

Nada leva da Saudade.

Mas o Espirito navega nos seus insondáveis

Caminhos, onde às vezes, se sente

Saudade do Desconhecido.

A revelação de um só que fosse liame oculto

Para o sentimento da Saudade,

Nos revelaria o Mistério da Criação.

É no sentimento do Perdido, do Irrecuperável,

Do Indevassado, que está a percepção espiritual

Da Saudade.

Deus é Saudade,

Porque gememos por Ele.

Deus é Saudade

Porque O possuindo, não sofreremos mais, por

Aquilo que nos falta, por aquilo que voltando

A te-lo, o espaço é preenchido.

Toda Religião, toda doutrina sagrada, toda

Santificação

Só tem um nome – revelação que os povos

Pré-historicos que formaram Portugal,

Deixaram para que um dia,

Os homens fossem libertados

De sua Escuridão

SAUDADE

quarta-feira, 7 de novembro de 2007


ELEFANTE

Ele, o maior animal da Terra, nasceu no Sul da India,

"organizado" por uma equipe de mestres Astrais,

que predisseram no seu destino um encontro com uma

criatura humana, vinda de um país distante, da

América do Sul.

...........................................

Nos tempos primários do Colégio "daquela época",

Eu mantinha o segundo lugar na classe.

Uma menina filha de alemães, se aproximou de mim,

E perguntou:

Você quer ser minha amiga?
Respondi que sim, e metade de minha vida, foi com a

Sua companhia – ela, sempre a primeira da classe.

Mas, no segundo turno daquela época, o Ginasial,

Eu passei a ter péssimas notas em francês (única

Lingua que falo hoje, e traduzo), latim, matemática,

Desenho e geometria: até ser reprovada nessas

Matérias, e não completar o último ano do Ginasial.

Mas eu tinha sérios problemas, que minha amiga

Alemã, sendo atéa e materialista, nem concebia...


Aos 15 anos, tornei-me hindú e vegetariana.

Minha mãe, sem um pingo de paciência, só fazia

Gritar e amaldiçoar a "maldita comida" que só

Atrapalhava a vida doméstica – aliás, nem tanto

Assim, pois ela, minha mãe, se absteve de orientar

A cozinheira sobre as refeições.



Quando fui reprovada e me recusei a continuar os

Estudos, minha mãe falou:

"Agora sua amiga, a primeira da classe, vai se lavar

em águas -de –rosas!"

A minha amiga alemã, foi sempre minha amiga,

Casou-se, teve um filho e tres netos, e faleceu de

Cancer;

Escreví dois livros – e o segundo, dediquei à memória

Dela, que não conseguiu escrever o livro que sempre

Pretendeu.

.....................................

Nós nos encontramos – o elefante e eu, no corredor

Em frente ao Templo.

O maior animal do mundo, ainda um adolescente,

Sustentava seu dono tirando moedas das cabeças dos

Frequentadores do local sagrado, com sua tromba.

Foi no Sul da India – além de tirar uma moeda de

Minha cabeça, ele passou a me cheirar com sua

Tromba, fazendo uma inspeção em minhas roupas,

Que deviam ter um odor estranho aos odores que

Ele estava acostumado – inclusive de gatos e cachorros

Criados por mim no Brasil.

Quando ele pressionava sua tromba em meu corpo, me

Empurrava para trás, pois eu não tinha força para

Enfrentar sua pressão.

O tratador dele, disse:

A senhora está com medo...
Não tenho medo nenhum, mas não tenho força para
Enfrentar um elefante!

O nosso encontro, eu e o elefante, veio selar nossa

Longa tragetória: a dele, predita e ordenada pelo

Seu carma de animal, e a minha, ocupada por

Muitos sacrifícios e ofensas, que não tinha nada

Para ser sacrificada e ofendida, pois ambos, ele

E eu tínhamos a India como elo sagrado.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O punhal

Clarisse de Oliveira

A mão que acaricia - é aberta; mas quando ela se fecha no cabo de um punhal, ela é mortal. Quando meu amigo Gerardo morreu, abriram seu armário de caça, e me mandaram escolher o que eu quisesse. Escolho cinco assobios de madeira que imitam os cantos dos pássaros, e um grande e estreito punhal, o cabo trabalhado em prata e pedra preciosa brasileira. Eu percebi muito tempo depois, que a lamina do punhal era mais pesada que o cabo e isso permitia que se eu o largasse de certa altura, ele caia fincado na madeira sem esforço.
Tive uma vida ferida, no seio de uma familia que não me compreendia. Às vezes, adolescente, eu segurava o punhal, pensando:
- Você me tiraria desta vida, mas pressinto que me acompanharás o tempo todo - companheiro agressor, mas sustentáculo onde muitas vezes o amor nos ameaça na sombra mas o segredo da Vida abre Asas em nosso Espirito.

domingo, 4 de novembro de 2007


Um gato esconde o Universo


A antena da TV sobre o telheiro que cobre a
lavanderia...
A tarde de verão, cinza e quente, como deveriam
ter sido as tardes de Pompeia que antecederam
a explosão do vulcão...
O ar parado, emoldurando a várzea onde moro,
enquadrando-a como estampa em parede de
casa pobre.
Se nada vai acontecer, não preciso me preocupar
com a imagem da Tv...

Mas, não foi assim... de repente, na tela, tudo se
embaralhou...
Procurei outros canais, e tudo a mesma coisa...
Fiquei muito tempo sem poder ver nada na Tv.

Só uma coisa poderia ter acontecido: um gato,
tinha subido no telhado e se colocado em frente
à antena.

Um gato, através de um satélite, vedara grande
parte de um Universo Estrelado - e o que eu não
daria para apertar esse felino contra meu peito,
pois estou solitaria e ele me traria poesias de
estrelas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007



O BULE DE CHÁ E A VIDA POR EXISTIR


Ele é marron, como as velhas folhas de outono
caidas das árvores e pisadas pelas chuvas.

Não foi guardado num armário, mas ficou esquecido
sobre a mesa do centro da sala.

Sua presença em lugar que não era para ser seu,
era maior do que toda a sala vazia, sem o preenchimento
das pessoas que ali reuniam sua familia.

O bule de chá se transformou em monumento,
em símbolo dos movimentos dos corpos, das mãos
que o amparavam para verter o chá:

ele acompanhou sorrisos, enquanto vertia a bebida
quente nas xícaras - os sons das conversas e a
delicadeza das mãos que o colocavam de volta sobre
a mesa.

O Bule de Chá nunca compreendeu porque não o
retiraram de volta para lavá-lo e reenche-lo outra
vez com chá.

O silêncio enquadrou a sala como um quadro "para
sempre"
e só ele, que nem lembrança é, guardou a vida que
se fez em torno,
como palavra eterna de um futuro que se renova
quando a solidão é morte e vida ao mesmo tempo

quinta-feira, 1 de novembro de 2007


Mitos, Deuses, Misterios - TAO - Philip Rawson y Laszli Legeza


Não é facil transformar-se totalmente a si
proprio e viver com a consciencia permanente
da verdade do tao. Os poetas chineses consig-
naram, mais de uma vez, sua ansiosa procura
desta serenidade. Os artistas esclarecidos pro-
curaram imagens com as quais captar sua pre-
sença. É o significado intrínseco das maiores
demonstrações de arte chinesa. Não obstante,
os incontaveis calígrafos taoistas que dedicaram
sua arte a escrever lindamente "wu-wei" - a não
ação - viveram na propria carne a grave dificul-
dade de alcançar essa condição espiritual a que
se referem estes dois caracteres. É impossivel
agarra-la por um ato de vontade. Todos os
conhecimentos da magia, do misticismo e da
filosofia taoista desenhamram-se com o proposito
explicito de traçar aproximações a essa cimeira de
enganadora simplicidade. Tem o sabor da
fresca água do manancial não experimenta obstru-
ções nem divisões e parece com o ar diáfano.
Carece de pretensões e não apresenta pedidos. Da
sua posição vantajosa, o ontem e o amanhã são
iguais, tal como a formiga e o imperador. No seio
de tao, a era mais longinqua não se encontra a
maior distancia que o instante que acaba de trans-
correr.
Um fragmento do Chuang-tsé descreve os autenticos
sábios taoistas. Trata-se dos que perseguem o fluir
natural do Céu e da Terra, os que se cultivam sem se
entregar à "complacencia" nem à "retidão" e os que
alcançam o exito sem a fama. Conseguiram a longevi-
dade sem cultivar a respiração. Suas qualidades são
identicas às da substancia absoluta do tao: placidez,
indiferença, silencio, serenidade, vazio e não ação.
Estão uniformemente equilibrados e cômodos; as
ansiedades e o mal não acedem aos sábios, nada de
desagradavel os pega desprevinidos. A vida de cada
sábio é como o movimento celeste e sua morte é a
transformação partilhada pela totalidade das coisas.
Na quietude, sua virtude é yin, e na difusão, yang.
Não toma a iniciativa para provocar a felicidade nem
o desastre; raciocina perante cada influencia, move-se
à medida que experimenta pressões e atua quando
deve faze-lo. Regeita a sabedoria convencional e todas
as recordações do passado e continua harmoniosamente
as linhas do céu. Sua vida é o flutuar e, sua morte, o repouso.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007


Os Velhos e barbudos jardineiros


Os Velhos e Barbudos jardineiros Cósmicos,
levaram a alma da Devadase para o Templo
do deus Shiva.
O Lingam, diante do altar, estava iluminado
por uma lampada de oleo que uma dançarina
sagrada ali deixara.
A fumaça dos defumadores se cruzavam
sobre o Lingam.
Os Sabios do Yin e do Yang tinham que
transferir a Verdadeira Ação do Tao para
o impacto da devoção do Lingam sobre o
verdadeiro sentido do Tantra.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007


O SEGREDO DO TEMPLO


Os que entravam, ali, não sabiam onde estavam pisando...

No Misterio do Templo, na imagem do deus Murunga,
escondia-se a Sensualidade Divina, como Harmonia
do Espirito.

Eros, é uma Fatia da Criação - representando pelo Amor,
a Criação do que é Belo e Harmonioso.

Os Artistas, embalados por Eros, criaram Pinturas em
Quadros maravilhosos, Literatura, Escultura...

O Amor, exaltava a cobiça animica do Homem:
- "Me desejas, cria-me na Arte, e se não for na Totalidade,
no que puseres a mão, será artistico..."

O homem perdia no Amor e completava na Criação - o
que ele podia pela Alma.

Ha um deus misterioso e guerreiro - que cavalga o Pavão -
o ser animal mais completo do Mundo: em suas penas,
existem todas as cores - até o ouro: existe o dourado nas
penas de sua maravilhosa calda.
Na abertura da calda, se forma um leque imenso - uma das
metades da Abobada do Universo.
Murunga, o Subramania, uma das facetas do Transformador
Shiva, e também filho do Amor de Shiva com Parvati, guarda
o segredo da poderosissima Sensualidade.

Não a Sensualidade Bestial do Homem, mas a Sensualidade
eco na Existencia, que ressoa num local do Corpo de Deus,
ainda desconhecido pela maioria dos Homens - porque a
Sensualidade do Positivo faz o Homem Criador de Si Mesmo.

terça-feira, 23 de outubro de 2007


HUMANAMENTE POSSIVEL

Carmenta tinha a cabeça mergulhada entre as mãos.

Estava diante do seu psiquiatra, nas muitas seções que
não conduziam à nada.

- Então a senhora se sente como num cubiculo onde
se fecha um eco - a senhora é como se sempre ouvisse
um segundo som - a senhora é um Eco - sempre o Eco.
E na sua infancia e adolescencia, também era assim?

- Era - mas como nasci assim achei que era uma coisa
natural. Eu conviví a vida inteira muito bem com esse Eco.

- Os seus exames de ressonancia magnetica, não acusam nada. Seu cérebro está perfeito. Nunca teve uma convulsão?

- Não, nada, absolutamente.

- Tem boa memória?

- Tenho.

----------------------------

Voltando para casa, Carmenta se trancou em seu quarto.
A mãe estava em casa, mas Carmenta queria ficar só - uma
idéia, como nunca, surgira agora em sua mente.
- E se explorasse o Eco?

E o que aconteceu, foi que o Eco se transformou nela mesma
e desapareceu.

Quando ela relaxou a pressão, o Eco reapareceu e a impressão dela própria, ressurgiu.

Daí em diante, seus exercicios continuaram, até que um dia
ela vislumbrou por trás de sua propria imagem um campo
aberto com um cartaz grande de anuncio.

Passado um tempo, folheando uma revista, ela viu o campo
e o cartaz com o anuncio. Era uma cidadezinha de fazendas
e hospedagens e ela resolveu ir lá.

Se hospedou num daqueles sítios, até o dia em que caminhando por uma estradinha, viu vindo em sentido contrário alguém muito parecido com ela mesma.
Ela parou aguardando o que iria acontecer - e não aconteceu
absolutamente nada - a outra desapareceu e Carmenta
se sentiu reconfortada e equilibrada como nunca em sua vida. Começou realmente a viver. A viver como jamais havia
sonhado que pudesse viver.

Passeando agora mais aliviada pela cidadezinha, encontrou
uma senhora, que assim lhe falou:
- Eu tive uma hospede igualzinha à você - não é você, não?
Ela sumiu e nunca mais voltou, deixando seus pertences.

Carmenta sentiu curiosidade em ver os pertences da outra.
A dona da casa, briu uma porta embaixo da escada que
conduzia ao segundo andar e abriu as malas sobre a mesa
da sala de almoço.
O impacto foi grande - Carmenta reconheceu todos aqueles
objetos e os retratos tirados por aquela moça no jardim
da hospedaria, eram a sua propria imagem.

Não teve outro geito senão dar o seu endereço para a dona
dessa hospedaria, no caso da outra voltar.

Ao voltar ao seu quarto naquela tarde, veio-lhe à lembrança
uma briga feia que teve com sua mãe, tão feia, com uma
pessoa com quem ela nunca se dera bem, que Carmenta teve
a sensação de ter-se dividida em duas, desde as fugas
mentais que experimentara na sua infancia e adolescencia.

sábado, 20 de outubro de 2007

A SOMBRA

Ela ja estava acostumada a olhar atentamente
as fotos da Ordem Esoterica a que pertencia:
- as vezes, seu rosto aparecia nas fotos, apesar
dela não ter estado naquela reunião...
Quando lia a relação dos que estavam na foto,
seu nome não aparecia...
... mas ela tinha estado lá...

Em seu passeio à Pompeia, a cidade soterrada
pelo Vulcão Vesuvio, Ela dançou no templo do
deus Apolo - dançou, até sentir o templo se fechar
dentro dela, e emparedada pelo interior e o
exterior, ela se perdeu em êxtase num infinito
que uma escala dedilhada por um Satiro, foi
parar nas mãos dos deuses...

Sombra se contemplava naquela mulher idosa,
sentada numa cadeira de rodas, com a morte
retardada porque o Satiro não entregara a tempo
a escala que ele dedilhara...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007


EU ESTOU NO MUNDO OU O MUNDO ME ENCONTRA?








O grilos têm um arranhar suave

Na tarde que se esgarça



Para que o manto da noite

Se estire

Como felino só sabe fazer:

Não sentimos a chegada dele.



De repente, a noite está compacta

E tememos que ela se vá,

Como a pantera negra que

Foge para o desconhecido



Me esforço para estar no Mundo

Pois se eu não me segurar,

Posso abandona-lo

De um momento para o outro.



O traiçoeiro Mundo às vezes tenta

Me beijar para me trair

Mas eu recuo,

Tentando colocar a mão sobre a

Pantera negra que sabe sumir



E vem meu fantasma

E me oscula na fronte

E diz:

Agora você sabe onde está

E atravessa meu corpo

Porque sabe que eu perdendo,

Ganhei a partida

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Conto


Ádriana tinha 15 anos; era quieta e meditativa.
Não era bonita nem feia; morena, olhos negros
e cabelos castanhos escuros, compridos até
a cintura.

A familia, morando no interior do Rio de Janeiro,
era composta de pai, mãe, uma irmã e um irmão.

O pai trabalhava numa firma de arquitetura e os
irmaõs estudavam, como Ádriana.

Adriana odiava o colégio e o ambiente de casa.
Os irmãos só pensavam em festas e reuniões
com a música que Adriana detestava.
A mãe, resmungava o dia inteiro. O pai, ocupa-
do com o trabalho do escritorio, era calado e
indiferente.

Num passeio nos arredores de casa, subindo
numa colina para ter melhor visão de uma paisagem,
Adriana, encontrou Ágata.

Primeiro, o olhar de Adriana distraida, voava sobre
as montanhas da pequena serra - e de repente, o
céu encontrou-se com a Terra, em linha de horizonte:
- fundiram-se, e uma nova estação se estabeleceu.
Adriana incorporou-se ao novo estado e surgiu Ágata,
que era uma aparencia de Adriana borrada, toda
castanha, até com seu longo cabelo acobreado.

Ágata era completa - um cubo espacial, totalmente
equilibrado, sombrio como uma lua mergulhada em
Oceano metafisico.

Netuno com seu tridente controlava a Terra e o Oceano
metafisico e mantinha Ágata centrada em recepção e
emanação contínua.

Adriana continuou sua vida terrestre - de escola e lar.
Somente seus olhos tornaram-se totalmente escuros,
como a ágata marron, e sua respiração não era completa -
da, porque continuava noutra dimensão, como comple-
mento da fusão de dois mundos que se interpenetravam
como dois triangulos imaginarios.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O MISTERIO DA IRMANDADE DE CRETA





Há muito que vendedores de rua e comerciantes

Achavam o grupo esquisito.

No verão, reuniam-se no apartamento do francês,

O rapaz de olhos azuis, e no inverno, ficavam na

Casa do herdeiro do inglez, casa enfiada numa rua

Estreita, que mal dava passagem para um carro.



Costumavam ficar também nos ancoradouros, em

Silencio, observando os barcos e lanchas saírem e

Voltarem, com turistas ou cargas para venderem

Nas praças.



O estranho do grupo, é que, apesar de jovens,

Tendo apenas uns dois deles, mais idosos, assim de

Uns cinqüenta anos, não freqüentavam as mesas

De calçadas, à noite, para beberem e comerem os

Acepipes dos lugares.



............................................



Com relação ao grupo, havia sempre quem pergun-

Tasse, quem seriam, e para que realmente de vez

Em quando se reuniam, naquele lugar.


..........................................



Mas, no apartamento de Jean Pierre, a mesa esta-

Va arrumada para mais uma reunião – canetas e

Papéis sobre a mesa e a espera do contato com o

Ser que os utilizava.

O Ser se apresentava sob aspecto feminino, e dava-

Se sempre o nome de “Aea”.

Há dez anos, freqüentavam Creta, e ainda não tinham

Descoberto o “aspecto” de Aea na Ilha.

Vários aspectos de Aea tinham povoado diversos

Países, como Egito, Grécia, Índia, Tibet, China,

Peru, Brasil.

Os aspectos foram princesas, sacerdotisas, mulheres

Devassas que brincaram com o Tantra, aleijada,

Personalidade de domínio de área, que utilizava

Comando de organização, perdão e vingança.

Cada vez que Aea escolhia um dos rapazes para uma

Obra de Ocultismo,

o membro escolhido atravessava

Um período de grande sorte e prosperidade – e por

Isso faziam o possível para merecerem a escolha de

Aea.

Aea foi revelada por um deles, antigo freqüentador

De Lojas que lidavam com o ocultismo.

Aea era indefinida.

Sua vibração era feminina.

Mas Aea, antiga semi-deusa de Planautos Divinos,

Posição conseguida por seu desempenho na Terra

Em Templos famosos, ainda tinha presa sua líber-

Tacão para se sentar à Direita do Poder Pátreo

Universal, por manchas desgarradas de sua atua-

Cão no Governo Cósmico da Terra.

........................................................

A Lua crescente já era avistada por uma das Jane-

Lãs daquela sala, átrio de um Templo imaginado.



Também a avistou, uma turista de trinta e poucos

Anos, feia, desiludida de amores traiçoeiros, re-

Pleta de dor moral, dor física, ânsia espiritual

Para gritar ao Desvendado, que ela descobrira o

Seu Segredo!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007


Aqueles que têm a pele com perfume de Sândalo


Nós, as Devadases do Templo, temos a pele com
perfume entranhado de sândalo.

Não precisamos pensar sobre um assunto: o
assunto ja vem impregnado da atmosfera dos
deuses: e pensamos com resignação.

A tragédia de ontem, estará presente na dança
aos deuses hoje, nas festas de Domingo, assim,
quando terminar a Dança, estaremos noutro aspecto
divino, e é outro tempo, outro dia...

Quando nos apresentamos para dançar, de pé, os
pés juntos, as mãos sobre os quadrís, os olhos fixos
no altar - e ouvimos a ordem do sacerdote, juntamos
as mãos diante do deus, e nosso corpo dá o primeiro
movimento para a dança - que será movimentada,
rápida, para absorver toda a atenção dos assistentes
e trazer as emoções para o ambiente dos deuses -
e quando terminarmos a dança, temos transferido
tudo para os deuses e rodamos rapidamente sobre
nós mesmas e mais nada temos que ajuntar para
um dia que é inteiramente dedicado aos nossos deuses.

-------------------------

E um outro amanhã, e outros amanhãs, e nada mais em
nossa Vida que os deuses - porque mesmo a Morte, nos
será indicada para outra vida, outros objetivos socorridos
pelos deuses, e se o sofrimento for muito, é só colocar
a devoção como unico objetivo, pois nós, impregnados de
sândalo, nos tornaremos cada vez mais leves nas mãos
que nos transformam mais divinos e menos pesados de
sofrimento.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007


Um Mundo Dentro do Nosso


Eu sou uma pessoa que nunca coneguiu
realizar uma etapa espiritual, substituindo
coisas do Mundo.
Recebo mensagens com o seguinte teor:
- Não guarde rancor.
No Mundo Espiritual que nos permeia, está
uma Realização que nos torna incapazes de
guardar rancor: -
- mas, essa Realização se faz num Planeta
que habita o nosso e nos torna naturalizados
n ´Ele.
Podemos ser Extra Terrestres no Planeta Terra.
Nos transformando em habitantes desse Mundo,
não substituimos uma coisa pela outra....
- transformamos "a coisa" em matéria desse
Planeta e "a coisa" perde a consistencia "atrasada"
deste Mundo Terra.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007


ECOS FELIZES DOS DEUSES EM NÓS

A contemplação sem a mácula da tristeza,
preserva a corola do crisantemo

As flores miudas
não puderam competir
com a minha flor escolhida

O azul celeste
faz parte de nossa Alma

E o ouro sobre a laca vermelha
transforma a Vida
num mar escaldante de Alegria

A sensibilidade
perturba os deuses
que nos colocam
no rendilhado do sândalo
das varetas do Leque da Sabedoria

e ergamos uma taça de vinho
à Lua Cheia
porque a Paz de nossa Alma
tomou todo o Universo!

terça-feira, 9 de outubro de 2007


CREPUSCULO DOS DEUSES


Richard Wagner tem uma opera com esse nome:
Crepusculo dos Deuses

Não vou escrever sobre o enredo da Opera:
mas, a Substancia do Mundo, aquela que foi
preservada como uma chama de Templo,
que Sidarta Gautama, o Buda, descobriu e apontou
ao homem, interdepende de Deuses...

Um Independente, no umbigo deste Universo e desta
galáxia, Judu Krisnamurti, convergindo para Si, para
Si que não existe, pois é parte de Tudo, estremeceu
a defesa dos Deuses.

Numa Solidão que Krishnamurti provou que não existe,
ele, sempre vestido em ternos elegantes, participando
da Vida comum, foi o "éclat" para o qual não existem
palavras, onde uma claridade indescritivel não permite
que se raciocine, que se descreva, que se qualifique...

O homem tem que se devorar a si proprio, para a
Verdade que ele não conhece...

O SEGREDO EGÍPCIO
Maat, a Verdade Egípcia, era representada
Por duas penas da cauda de uma ave
Que tinha duas penas maiores na cauda –
Infalivelmente.
Bastava uma pena na cabeça de uma
Figura, para se saber que era uma deusa
Ou um deus.
Não se adora a Verdade.
Ela, a Verdade é árida e sem atributos.
A Verdade, se tiver atributos, não é Verdade.
O Egípcio, vivia em prol da Verdade.
O Faraó, ao despertar pela manhã, fazia

Uma reverencia diante de Maat –

Maat era a revelação absoluta – e nada

Mais era considerável no Egito que não

Tivesse o cunho de Maat.



O egípcio não era místico, nem amoroso

Para com seus deuses.

Pois todos eles tinham a verdade de Maat.

Essa devoção filosófica, tida como religião

Egípcia, tinha a seus pés a aridez do deserto,

O vento que rodava a areia para um nada

- oceano de todos os mistérios, para todas as

rotas, A Gruta do Universo da Verdade

Inalcançável do Homem.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007



De Tua Voz
No mundo,
onde se erguem Piramides e grandes construções,
"ele" vendia cestos feitos com palha

Por caminhos de terra que
subiam e desciam as montanhas,
ele hoje, me fala sobre

Viver a Vida

Porque,
seus caminhos eram tão pobres,
que na subida, não tinha certeza
de que venderia os objetos de palha trançada -
e na descida, teria de vir com a esperança,
para receber algumas moedas
pela carga que oferecia

O que tirar da Vida
para o Epirito?

Os monges tiram do Espirito
para ensinar a Vida
mas, como ele só tinha a Vida
era com ela
que ele iria descobrir o Valor do Espirito

- A Vida revela o Homem
Tudo nela,
Canções, Divertimentos, Dores,
Ilusorios e passageiros,
têm como finalidade,
descobrir a Verdade.
A Verdade é um compromisso
de dedicação e sinceridade
do Homem para com Deus.
Se tudo na Vida,
Relacionamento, Compra e Venda
for abolutamente sincero,
a Verdade revelará o verdadeiro Homem.
A Verdade é um Espelho
de Reflexo Infinito.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007


O MUNDO QUE VIVEMOS E DEIXAMOS DE CONHECER


As viagens que o Herói como Perseu fez,
quando percorreu espaços desconhecidos,
em sua missão para degolar a Gorgona e
trazer sua cabeça, que mesmo morta tinha
o poder com seu olhar de transformar um
humano em pedra, as viagens por esses
lugares onde se ouviam vozes aterradoras,
aparencias inconcebiveis que se lançavam
sobre o Heroi, e Perseu, com sandalias
aladas, uma espada, um escudo, percorria,
confiando em sua Mestra Minerva que o
armara para essa Missão; isso é o mundo ao
redor daquele que ambiciona saber usar
a Magia, confiando numa voz que não
cessa de lhe falar, e ele lhe responde todos
os dias de sua missão terrena, mas na viagem
aterradora por zonas desconhecidas, ele
não age como deveria sob a proteção
de um mestre e armado com todos os apetrechos
para uma "batalha" contra as manifestações
aterrorizantes que enfrenta todo dia.
Esse discipulo que é o nosso irmão e compa-
nheiro de todo o tempo, ou até mesmo Nós,
adia sempre o confronto com a Medusa,
como se "essa coisa" fosse de somenos valor;
no entanto, dessa situação não nos safamos...
Armados por nosso Anjo da Guarda, guer-
reiro que armado, habita em nós mesmos, nosso
espirito divino, deixa todo o dia se desfazer
esse confronto, até o momento da Libertação
da carne pela Morte...
E no Campo da Morte, nós é que gritamos em
terror, e nada vem nos confortar, estamos
cegos, tendo que nos adaptar para saber
VER no novo "planeta" que agora habitamos.
Não devemos desperdiçar um minuto dessa
viagem fantastica que é nossa existencia ter-
restre - porque então, podemos Ganhar o Mundo,
e degolando a Medusa, a Gorgona, com essa
vitoria nas mãos, erguemos diante dos impecilhos,
seus olhos que transformam os fantasmas cultivados
por nós durante milhares de Anos Imaginaveis,
para a realidade divina de nossa Vitoria.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007


De Tua Voz
No mundo,
onde se erguem Piramides e grandes construções,
"ele" vendia cestos feitos com palha

Por caminhos de terra que
subiam e desciam as montanhas,
ele hoje, me fala sobre

Viver a Vida

Porque,
seus caminhos eram tão pobres,
que na subida, não tinha certeza
de que venderia os objetos de palha trançada -
e na descida, teria de vir com a esperança,
para receber algumas moedas
pela carga que oferecia

O que tirar da Vida
para o Epirito?

Os monges tiram do Espirito
para ensinar a Vida
mas, como ele só tinha a Vida
era com ela
que ele iria descobrir o Valor do Espirito

- A Vida revela o Homem
Tudo nela,
Canções, Divertimentos, Dores,
Ilusorios e passageiros,
têm como finalidade,
descobrir a Verdade.
A Verdade é um compromisso
de dedicação e sinceridade
do Homem para com Deus.
Se tudo na Vida,
Relacionamento, Compra e Venda
for abolutamente sincero,
a Verdade revelará o verdadeiro Homem.
A Verdade é um Espelho
de Reflexo Infinito.


segunda-feira, 1 de outubro de 2007


As Piramides
quebram a extensão
do Deserto;

sob as Estrelas,
elas desafiam a
Maçonaria

As tâmaras
como colmeias perfumadas
adornam com seu cheiro
de melado
as margens do Nilo

Não existe
tristeza
no Deserto sem fim

As tres estrelas
no cinturão de Orion
se contemplam petrificadas
nas Piramides

O Deserto
não é triste
porque a Alma
do Egito
tem tanto da sensualidade romantica
quanto da Interpretação do Espirito

POMPEIA
exala a Morte
Goethe disse que se
deveria visitar Pompeia
ao Luar

Mas Pompeia
é triste
é como se tivesse
dobrado sua mortalha
e a entregado ao
Mundo

A India
é tão bela
e mistica
que a beleza de seus pássaros,
parece sempre aguardar
a dança dos deuses,
sobre eternos guisos
nos chãos dos Templos

sexta-feira, 28 de setembro de 2007


O Caldeirão

Fui criada com as refeições
sendo servidas em travessas de cristofle

Agora que moro só,
E a diarista é tão preguiçosa quanto eu,
deixo vir da cozinha a panela com a comida.

Hoje, na hora do almoço,
estava observando a panela com macarrão:
- Por que gosto de observar as panelas,
os caldeirões?

Não uso mais toalha de mesa.
Minha mesa atual, é colonial de vinhático,
pesada e simples.
Parece mesa das tabernas antigas.

Tive belos lustres de cristal...
Mas gosto mesmo é de lustres de bronze,
pesados...
Minha pequena casa não comporta lustres...
Uma amiga, me trouxe duas lâmpadas
como se fossem luminarias de rua...
Eu gostei e as pendurei do teto

Sobre um armário colonial,
está a lamparina em bronze,
com anjos
peça barroca, belissima, que estava na
capela-sepultura de meus avós - escapou
de um roubo que sofreu a capela,
pela caridade de um pássaro, que passou
por um buraco no vidro da porta, e
trazendo palha grossa, encheu a lamparina,
deixando artisticamente, a palha tombar em
volta...
Mas quem disse que tenho coragem
de ver a lamparina pendurada sobre minha
mesa de refeições,
depois de passar mais de quarenta anos
numa tumba no Cemiterio?

Gosto dos canecos de estanho,
alemães, com uma tampa, que a gente
abre com o dedo polegar...

A minha casa é tão esquisita,
que quando morei na Barra, os vizinhos
no Condominio,
a chamavam de "Estalagem Maldita"...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007


SOLIDÃO


Solidão é sentir-se infeliz.
E o que é sentir-se feliz?
É estar momentaneamente bem.
E quando se está momentaneamente bem,
- era isso mesmo que desejavamos?

Que sabemos das coisas boas e más
- para nós?
La no "imo", na "gruta" existe alguém que
ainda não conheço muito bem.

Solidão - é um estado permanente.
Solidão não é boa nem má.
Solidão é uma planta constantemente a
procura de Sol, Vento e Chuva.
E mesmo que tenhamos o máximo que
não esperávamos, o Imo que mora na
Gruta, não sabe se agora ele está onde
mais queria estar.

Solidão é Impermanencia.
Pode-se tapear a Solidão com várias filosofias...

Para se chegar à conclusão,
de que,
Solidão não existe.