quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Danças Sagradas






Danças Sagradas - Maria Gabriela Wosien



Ao desempenhar seu papel na dança cósmica, todos os seres estão unidos por uma intrincada rede de vida. Por sua natureza, também o homem participa em todos os acontecimentos cósmicos e está entrelaçado com eles, interna e externamente.. Pouco a pouco, vai tomando consciencia da dependencia mútua pela qual as influencias circulam entre o universo e o corpo humano. Tentando a todo momento intensificar a vida,
experimenta o encontro com o ser interior, como uma vida de maior profundidade e riqueza. No caminho com direção a si mesmo, reconhece que o mundo inteiro se encontra em si e que a revelação divina - que se produz através dele, o meio subjetivo - adquire forma e cor neste processo de manifestação. Como medida de todas as coisas e como lugar de encontro com os deuses e demonios, o homem é em todo momento sua aventura e sua experiencia mais decisiva. Redescobre o universo, que antes povoara de incontaveis divindades movendo-se em seu interior.
A realidade primaria para o homem continua sendo a realidade da psique; mas atingir o centro implica o sacrificio da personalidade individual e da posição no espaço finito, o que
possibilita a compreensão de que pode encontrar a graça em qualquer lugar. O corpo constitui o recipiente sagrado da divindade, seu véu ou sua máscara; mas é ao mesmo tempo veículo de sua revelação.
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Para o homem iluminado, seu corpo físico é um mandala (ou diagrama contemplativo) do
universo. A coluna vertebral, que se alonga do períneo à nuca torna-se o "Axix Mundi", o
caminho em direção ao céu, simbolizado pela flor de lótus de milhares de pétalas que cobre a cabeça. O fluxo da respiração que contém a chave do misterio da vida é a dança interna da luz. Dirigindo a energia da luz pela coluna vertebral, induz-se ao nascimento do novo homem, do "corpo de diamante" que simboliza o homem para alem do desconhecido e da confusão terrena. Os poderes curativos primordiais, que o homem primitivo experimentava como algo exterior a ele, agora se compreendem no interior.