domingo, 18 de janeiro de 2009

Conto de Amor


Conto de Amor



Nunca existiu um conto de Amor igual a este.
La pelos anos de 1750, numa cidade perto de Madurai, Sul da India, um vendedor de cestas, de uma cidade vizinha, num dia de Festa, entrou num templo que tem umas montanhas atrás.
Como o vendedor era hindú e da casta dos comerciantes, ou coisa parecida, não implicaram com ele no templo.
O vendedor, era belo. Da estatura comum dos tamines, magnificos olhos negros, nariz retilineo como o dos gregos, de andar altivo como o das gazelas, ele atravessou a nave do templo que tem uma escada que dá para as montanhas baixas atrás. Do alto das montanhas rochosas, ele divisou uma grande paisagem, até florestas um pouco além do Templo.
Depois, ele desceu e voltou ao Templo.
Então, ele viu, em pé, junto ao altar da nave principal, uma devadase. Uma devadase, de cabelo comprido até à baixo da cintura, com o sarong listrado das devadases, as dançarinas e sacerdotisas do templo.
O vendedor de cestos, ficou encantado com a moça. Quando a sacerdotisa acabou de rezar e virou-se para o lado da escada que conduz às montanhas, e deu com o rapaz olhando-a, ficou estática com a beleza daquele macho humano. Seu olhar admirado, fez com que ele sorrisse... Aí, ela então, também sorriu.
Um sacerdote entrou e se dirigiu à moça, perguntando se ela ja tinha cumprido com os deveres do templo e ia se preparar para a festa à noite.
A moça respondeu que "sim", e se dirigindo para as escadas em "V" invertido, que conduziam às montanhas rochosas, lançou um olhar convidativo ao rapaz que a seguiu.
O rapaz a seguiu até uma das grutas escavadas nas baixas rochas, onde havia um dos muitos santuários para o povo.
O vento, o calor, a terra levantada, brincavam com os cabelos negros dos dois. Ele sabia que a moça era uma "prostituta sagrada", que não estava impedida de ter um amante,
- só, não poderia se casar - pois era esposa do deus do templo. Ela não era nenhuma beleza, somente bonitinha, na sua imagem selvagem, de filha criada na terra do Tamil Nadu.

Este é um conto de amor diferente, porque, não será o dia-a-dia que é contado.
O que fazem dois amantes, que dispõem de todo o tempo, de todas as horas?
O que fazem dois amantes que não têm que dar satisfações a ninguém de seus atos, pois esses atos fazem parte de sua vida e de sua religião?

Este Conto é diferente, porque será a Morte que relatará o drama da estória de seu Amor.

Não, a Morte não mata ninguém... a Morte relata uma Vida e uma existencia.
E mais, a Morte escreve uma existencia futura.

Portanto, comecemos com a Morte.
A Morte veio, num dia de Festa de muito instrumento de percursão, risadas e danças.
A Morte veio pela mão do ciumes.
O belo rapaz vendedor, fugiu, escapando como um tigre de seus perseguidores.
A mãe, principalmente a mãe, levou o corpo da filha predileta, da Devadase do Templo, para as montanhas rochosas atrás do Edificio Sagrado, e, ao invés de queima-lo, conseguindo encontrar uma valeta de terra entre as rochas, ali o depositaram.

O tempo que passou no Espaço, ela procurou o namorado. O viu na Terra, depois no Espaço. No entanto, não lhe era permitido entrar em contato com ele. Justamente para não perde-la, ele cometeu um ato para perde-la.
Agora, era ela que se debatia para não perde-lo.
As Leis do Dharma, o Julgamento dos Deuses, os matinham afastados para considerarem seu egoismo e a sêde de felicidade acima da Vida, da Morte e do Respeito aos deuses.
Como os dois, Homem e Mulher são partes de Deus, não podiam afrontar Deus, no seu desvario de um pelo outro.
Os deuses usavam de todas as artimanhas para salvarem um e outro.
A Sacerdotisa do Templo, tinha um "curriculo" de muitos templos e iniciações onde servira; experiencia no campo da Magia Sagrada e de muitas outras responsabilidades,
não lhe faltavam; ele, possuia, a pureza d´alma e a bondade ingênua e ilimitada: e esses dois campos se defrontaram.
Ela desceu primeiro. Teve um karma terrivel, de doenças e provações com familiares.
Ele é um dos seus guias e protetores.
Ele sabe o amor que ela tem pelos animais e como ele tem bastante depósito de poder nos Bancos da Providencia Divina, ele ja curou doenças graves de animais dela e de amigos - e até de animais com fins desconhecidos, quando ela pede:
- Onde este animal estiver, socorra-o, zele por ele - e recebe imediatamente a resposta:
- Está socorrido, está sendo providenciado.
Ou o karma será cumprido em separado, ou, ainda os deuses lhes darão uma fatia da Vida, para desfrutarem juntos - pelo menos, é o que ela mais deseja.