quinta-feira, 11 de setembro de 2008

MISTERIO EM VERONA


Havia um punhal, na cintura de Romeo; e havia um encontro marcado em Verona.
Na Idade Média, o punhal era arma comum para todo cidadão andar com ele pelas ruas traiçoeiras das cidades daquela época.
Em duas casas de Campo, nos arredores do centro de Verona (cidade ao norte da Italia),
houve uma festa.
Romeo e sua turma de "endiabrados", resolveram, só por "farra", entrar na festa da casa dos Capuleto, inimigos de sua familia.
Na festa, Romeo conhece Julieta, filha dos donos da casa.
Os dois jovens se apaixonam "a primeira vista" e passam a se encontrar no jardim atrás da casa dos Capuleto, diante do balcão do quarto de Julieta.
Com a cumplicidade da ama da moça, casam-se escondidos numa Igreja de Verona.
A familia fecha contrato de casamento de Julieta com um rapaz de familia rica da cidade.
Para que os jovens possam fugir, o padre que os casara, dá um sonifero poderoso para Julieta que, tendo sido considerada "morta", é levada para ser enterrada no jazigo da familia. Até hoje, como verifiquei num jazigo italiano, os caixões não são cobertos e ficavam nas prateleiras da capela - assim, na época desta historia, os corpos eram sim-
plesmente colocados sobre as mesas dos grandes jazigos: foi o que fizeram com Julieta.
O padre providenciou para que Romeo fosse avisado de que Julieta estava apenas adormecida - que ele entrasse no jazigo e aguardasse seu despertar.. Mas, o que aconteceu foi um imprevisto: a pessoa designada a avisar Romeo, um outro padre, ficou preso em quarentena por ter levado a extrema-unção à um homem que morria de "peste"
contagiosa - daí, não ter sido Romeo avisado. O que ocorreu, foi que Romeo viu passar o enterro de Julieta, com o corpo da jovem sobre um palanquim e ser levado ao tumulo da familia. Após o enterro, Romeo levantou a tampa do sarcófago e entrou, parando ao lado do corpo da amada. Romeo nem parou para pensar: tirou o punhal da cinta e se matou.
Julieta despertando e vendo o marido morto, pega o mesmo punhal e se mata.

O Misterio de Verona, ao meu ver, é O Amor Profundo - tão profundo, que encerra um Misterio até hoje não percebido. Verona é uma cidade velha, naturalmente. Raramente o
Amor Profundo é visto como algo estranho. Interessante, é que o Profundo é irmão da
Morte, tendo nas Trevas do Desconhecido um punhal na porta da Revelação, para defender um mistério que pode desvendar algo que não pode ser revelado.
O Mistério pode ser a união dos dois sexos numa Alquimia polarisada Positivo e Negativo,
que sustenta até os polos de equilibrio do planeta Terra - e sua "Profundidade", defendida por um punhal guardião, como a Espada simbólica de todos os contos antigos de mistério - até a espada enterrada numa pedra que o Rei Arthur teve de retirar para criar o reino de Camelot.
Profundidade é o compartimento secreto da Piramide de Queops, e aquele que desvendado para nós por uma Entidade Esotérica, dele passamos a sermos guardiães com o Segredo, que é nossa Espada, até a morte. Agora, Amor Profundo, é o centro de tudo, eterno e desdobrado no Infinito Indecifravel.

Um comentário:

Daja disse...
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