sexta-feira, 11 de abril de 2008


MAGA DA LUA

Ela chegou aos 46 anos, uma idade
comum às mulheres de seu tempo -
entre os bretões, que caminhavam
conquistando mais solos, quando os
seus os acomodavam com dificuldade.
Era de estatura média, um pouco cheia-
de-corpo, os cabelos loiros, longos, lisos
e esbranquiçados,
Quando se deslocavam, com ajuda de cava-
los e alguns a pé, a Maga da lua, ia num
pequeno carro, quase uma biga, sentada,
com seus objetos de magia, suas longas
correntes de ferro, pendentes de seu pes-
coço, como colares.
Na Terra, a Magia nunca é uniforme.
O mago gasta muito de sua energia, para
preencher as lacunas que têm de sustentar
a Magia - como correntes, que a mantêm.
Com as correntes pendentes de seu pescoço,
a maga ainda prosseguia, se bem que cansada.
Os bretões procuravam lugares com pedras,
rochedos, porque, as pedras são eternas.
No Espaço, a Magia prevalece numa região,
que, aos poucos vai se refazendo com elementos
das almas, no seus graus de ascenção.
No Espaço, nada é eterno, e de repente, no
Espaço se desfaz, e um ponto ou outro da
Magia é encontrado, que apenas adorna como
uma flor., Uma potencia se formou em outro
lugar e outras almas virão, que também um
dia, dalí se disperçarão levadas pela Escala
da Evolução.
Mas, a pequena carroça, balançando em suas
fracas rodas, continuava, puxada por um só
cavalo, levando a feiticeira.
Com as sacerdotisas, a Maga iria refazer o
santuário, e o sustentaria em seus ombros,
mantendo com seu esforço as lacunas deixadas
pelos auxiliares.
Puxando para si, retirando da Atmosfera
Magnetica da Terra, o que os olhos comuns
jamais viam, contrapondo a Energia Terrestre
com sua propria Energia, a Maga sustentava
aquele Mundo para os seus.
..................................
Um dia, levavam seu corpo, casca vazia de sua
alma poderosa, na carroça que lhe servira de
conduto durante sua vida na Terra, para um
nicho entre rochedos - desatrelavam o cavalo,
empurravam a carroça para a gruta artificial,
fechavam-na com o que pudessem de grandes
pedras, e ali ficava o corpo que um dia os
arqueologoas descobririam, sentado, as
correntes caidas sobre seu regaço, com a
cortina dos longos cabelos brancos, cada vez
mais longos, pois os cabelos e as unhas ás vezes,
não deixam de crescer sobre os cadáveres...

Um comentário:

Kalar disse...
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