Apocalipse de S. João, 4
7 E o primeiro animal era similhante a um leão, e o segundo animal similhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era similhante a uma aguia voando.
8 E os quatro animaes tinham cada um de per si seis azas ao redor, e por dentro estavam cheios de olhos; e não descançam nem de dia nem de noite, dizendo: Sancto, Sancto, Sancto é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que ha de vir.
Nota de Clarisse: Em Deus não existe um lado diferente do outro.
Os animais estavam cheios de olhos por dentro, porque quando ansiamos que a Divindade nos invada, ela não penetra dentro de nós, a Criação é que penetra no Criador,
porque Ele, o Criador, é a Verdade de Tudo e a Verdade não tem colocação nem Espaço.
Ao penetrarmos no Criador, desaparecemos, e um grito toma todo o Cosmos e então se rejubila em Deus.
Havia um punhal, na cintura de Romeo; e havia um encontro marcado em Verona.
Na Idade Média, o punhal era arma comum para todo cidadão andar com ele pelas ruas traiçoeiras das cidades daquela época.
Em duas casas de Campo, nos arredores do centro de Verona (cidade ao norte da Italia),
houve uma festa.
Romeo e sua turma de "endiabrados", resolveram, só por "farra", entrar na festa da casa dos Capuleto, inimigos de sua familia.
Na festa, Romeo conhece Julieta, filha dos donos da casa.
Os dois jovens se apaixonam "a primeira vista" e passam a se encontrar no jardim atrás da casa dos Capuleto, diante do balcão do quarto de Julieta.
Com a cumplicidade da ama da moça, casam-se escondidos numa Igreja de Verona.
A familia fecha contrato de casamento de Julieta com um rapaz de familia rica da cidade.
Para que os jovens possam fugir, o padre que os casara, dá um sonifero poderoso para Julieta que, tendo sido considerada "morta", é levada para ser enterrada no jazigo da familia. Até hoje, como verifiquei num jazigo italiano, os caixões não são cobertos e ficavam nas prateleiras da capela - assim, na época desta historia, os corpos eram sim-
plesmente colocados sobre as mesas dos grandes jazigos: foi o que fizeram com Julieta.
O padre providenciou para que Romeo fosse avisado de que Julieta estava apenas adormecida - que ele entrasse no jazigo e aguardasse seu despertar.. Mas, o que aconteceu foi um imprevisto: a pessoa designada a avisar Romeo, um outro padre, ficou preso em quarentena por ter levado a extrema-unção à um homem que morria de "peste"
contagiosa - daí, não ter sido Romeo avisado. O que ocorreu, foi que Romeo viu passar o enterro de Julieta, com o corpo da jovem sobre um palanquim e ser levado ao tumulo da familia. Após o enterro, Romeo levantou a tampa do sarcófago e entrou, parando ao lado do corpo da amada. Romeo nem parou para pensar: tirou o punhal da cinta e se matou.
Julieta despertando e vendo o marido morto, pega o mesmo punhal e se mata.
O Misterio de Verona, ao meu ver, é O Amor Profundo - tão profundo, que encerra um Misterio até hoje não percebido. Verona é uma cidade velha, naturalmente. Raramente o
Amor Profundo é visto como algo estranho. Interessante, é que o Profundo é irmão da
Morte, tendo nas Trevas do Desconhecido um punhal na porta da Revelação, para defender um mistério que pode desvendar algo que não pode ser revelado.
O Mistério pode ser a união dos dois sexos numa Alquimia polarisada Positivo e Negativo,
que sustenta até os polos de equilibrio do planeta Terra - e sua "Profundidade", defendida por um punhal guardião, como a Espada simbólica de todos os contos antigos de mistério - até a espada enterrada numa pedra que o Rei Arthur teve de retirar para criar o reino de Camelot.
Profundidade é o compartimento secreto da Piramide de Queops, e aquele que desvendado para nós por uma Entidade Esotérica, dele passamos a sermos guardiães com o Segredo, que é nossa Espada, até a morte. Agora, Amor Profundo, é o centro de tudo, eterno e desdobrado no Infinito Indecifravel.
Existem aqueles que ao decorrer de suas vidas na Terra, receberam muitas Iniciações.
Esses seres, se selecionando as várias Iniciações podem buscar em si, se souberam conservar o que lhes foi dado, resquícios preciosos das experiencias por que passaram.
Essas criaturas devem saber tirar em si os vestigios das Iniciações - porque, são os vestigios que permanecem e não a lembrança das Iniciações.
Os vestigios das Iniciações fazem parte do homem, tanto como seu karma - aliás, estão no karma e tudo o que o homem é, tem o resultado disso. Se esta velhissima humanidade soubesse procurar em sua alma os vestigios das boas iniciações, nós teriamos uma humanidade mais bondosa e cooperadora do que a com que convivemos atualmente.
Nas Igrejas, cristãs, católicas ou protestantes, existiram experiencias - que, nas almas, são guardadas como resquicios que deverão desabrochar para auxilio da alma.
As Iniciações Esotéricas, são pétalas esparsas espalhadas nas lembranças e que são inseparaveis no total da soma até agora dos karmas - é saber abrir as gavetas do passado e na Fé do coração que é o nosso Templo Permanente, nos transformar para uma Luz que buscamos sem compreender e que agora nos servirá muito nas depressões
e desenganos - e na Solidão também.
Livro da Missa e da Confissão com os officios dos Domingos
Edição feita sobre a do Prior D`Abrantes Revista, emendada e augmentada por um lente de Theologia - Approvado por S.E.R. o Arcebispo primaz de Braga
Pariz
Antiga Casa Morizot
Laplace, Sanchez e Ca, Editores
3, rua Sêguier
(Livro de Missa, com capa de marfim, que pertenceu à
Clarisse Lage Indio do Brazil)
Epistola
Desejei a intelligencia, e me foi dada; invoquei o Senhor, e logo me
veio o Espirito da sabedoria: eu a preferi aos Reinos e aos Thronos,
e julguei, que as riquezas nada eram em comparação da sabedoria:
nem a comparei com as pedras preciosas, porque todo o ouro à
vista della não é mais que uma pouca de arêa: e a prata é um pouco
de lodo a respeito da sabedoria. Eu a estimei mais que a saude e
que a formosura, e me resolvi a tomal-a por minha luz, por ser
inextinguivel a sua claridade. Com ella me vieram todos os bens e
das suas mãos recebi incomparavel honra; e na posse de tudo isto
me alegrei, porque possuindo esta sabedoria, eu ignorava que ella
fosse a mãi de todos estes bens.
Aprendi-a sem fingimento algum, e sem inveja a communico; nem
escondo a sua dignidade. A Sabedoria é um thesouro infinito para
os homens: os que a comunicam participam da amizade com Deus
pelos dons de doutrina e sciencia, que os faz recommendaveis.
Hindouisme et Bouddhisme - ananda k. coomaraswamy
A rota das obras
Se aplica melhor agora a identificação do Soma com a Água da Vida, e a de nossa alma elementar e composta (bhûtâtman) com as plantas do Soma do qual o elixir real deve ser extraido; e se compreende como e por que "o que os Brâhmanes compreendem por Soma" é consumido nos seus corações (hritsu). É o sangue da vida da alma draconiana que oferece agora os poderes todos equipados ao seu soberano. O sacrificador libera às chamas a oferenda do que é para ele e do que ele é; esvasiado assim dele mesmo, ele se torna um Deus. Quando ele abandona o rito ele se torna ele mesmo, ele retorna do real ao irreal. Mas, bem que ele diz agora: "Neste momento eu sou o que sou", estas palavras indicam que ele é uma aparencia não sendo senão uma realidade temporária. Ele nasce de novo do Sacrificio. "Tendo matado seu próprio Dragão", ele não é mais qualquer um. A obra foi cumprida uma vez por todas. Ele chegou ao fim da rota e ao fim do mundo, "lá onde o Céu e a Terra se beijam", e pode desde agora "trabalhar" ou
"brincar" a seu prazer. Nota de Clarisse:
Quando esvasiados "de nós mesmos", não importa a vida que levamos; jamais somos contaminados outra vez - quando realmente o sacrificio foi consumado, não mais retornamos ao imperfeito. Naturalmente, me refiro à uma vida pura não contaminada nem pela ingestão de animais mortos,. nem por bebidas alcoolicas - e o sexo, atingindo sua pureza de gerar e complementar uma união de amor em amor, nada mais que amor.
A Matéria se apresenta à nossa visão no que pode ser perceptivel pelos nossos órgãos de percepção.
Os sentidos audição, olfato, visão, tato, no cérebro, e na sensibilidade perceptivel emocional, sentimos impacto para nossa tristeza e satisfação.
Não sabemos a hora de nossa morte.
A Vida na Terra, é uma luta constante a cada milésimo de segundo.
Enfrentamos momentos que nos irritam, momentos que nos trazem contentamento - isso, para nós - para outros, esses momentos poderiam produzir o contrário das emoções sentidas por nós.
O mesmo que os lugares são para os animais cegos, como certas formigas, as baratas, e outros (como os peixes das profundezas oceanicas que também não têm o sentido da visão) - é visivel para nós.
As grandes descorbertas cientificas, são para a nossa cegueira material, o tanto que nos permite "tatear" até aí; não se comparam com a extensão de percepção que temos desligados da matéria - nos mundos do Astral, por exemplo.
Nossa Alma, atrás do cientista, está constatando a presença da mãe dele morta ha muito tempo, irradiando para o filho terrestre, coragem, incentivo e diligencia para o trabalho que se impoz na Ciencia - o cientista, tem diante de si muitos cálculos, muitas operações complicadas, mas não percebe o espirito da mãe...
Quando esse cientista retornar à matéria depois de um certo tempo no Espaço, ele não vai se lembrar "totalmente" dos trabalhos que deixou para a Ciência - voltou a ser cego,
desmemoriado, É materialista, para novo combate para si mesmo, somente com os sentidos da Matéria.
Um pouco Bendito, só um pouco, Aquele que tem desdobramento espiritual e concomitantemente Age no Espaço e na matéria: Ele, o Espirito percebe "um tanto" do
mundo Espiritual - percebe - mas não tem como agir no mundo do Espaço - Agir, para o ser encarnado, somente na matéria - pois essa é a Carga para o aprendizado do individuo.
Enfim, a percepção do Espaço, faculta um pouco de repouso e minora também o sofrimento físico, para o que está na matéria - alivia, mas não dá oportunidade de mudar a luta na matéria - e no Espaço também ele tem suas restrições, aliviadas estas por intercessão do plano imediato mais alto.
Minha mãe era uma criatura pouco espiritualizada: tinha horror à morte e ao cemitério - mas, dizia sempre: - Eu não tenho vida por muito tempo. Morreu, com 59 anos, de cancer.
clarisse
Por observação, por mim, O Criador - Deus - , criou primeiro as emoções; pois, o mais dificil, é o dominio ou o controle das Emoções. O Filho de Deus, disse para o Pai:
- Pai, se possivel, afaste de mim esse cálice...
Mas, o Pai não afastou e nessa história, o relato das Emoções deixou muita coisa à nossa imaginação.
Os planetas em transformações, os cometas e asteróides percorrendo o Espaço Sem Fim, às vezes, desmanchavam uma grande dor, que, ficava em frangalhos formando constelações e elipses de novos planetas, mas, apesar da dor em frangalhos, a Alma que chorou essa dor, carregava com Ela, embalando-a nos braços em muitas encarnações, na Terra, em outros Planetas, fazendo com que a Alma olhasse o Espaço quando a Escuridão transformava tudo em estrelas luminosas, e sentia uma Saudade Inexplicaval...
Na Terra, nossa dor moral por morte de um parente, um animal de estimação, deixa que o Tempo inexoravel faça dessa dor, às vezes, um arremedo do Esquecimento... mas, não a desmancha como um planetóide em choque com uma estrela cadente... fagulhas são soltas no Espaço, impossivel de serem reunidas outra vez, levando a dor para onde não possa mais ser refeita, mas, mesmo "esfrangalhada", a dor subsiste...
Será que as Almas, somente as Almas, são capazes de controlar na Criação, a dor, o sofrimento, a paixão, o ciume, a adoração, a saudade, a ponto de se imaginar que o Criador convoque a Alma Universal para ajudar o Controle Cósmico? Não... uma grande força existe... a Esperança.
clarisse