Os Velhos e barbudos jardineiros
Os Velhos e Barbudos jardineiros Cósmicos,
levaram a alma da Devadase para o Templo
do deus Shiva.
O Lingam, diante do altar, estava iluminado
por uma lampada de oleo que uma dançarina
sagrada ali deixara.
A fumaça dos defumadores se cruzavam
sobre o Lingam.
Os Sabios do Yin e do Yang tinham que
transferir a Verdadeira Ação do Tao para
o impacto da devoção do Lingam sobre o
verdadeiro sentido do Tantra.
O SEGREDO DO TEMPLO
Os que entravam, ali, não sabiam onde estavam pisando...
No Misterio do Templo, na imagem do deus Murunga,
escondia-se a Sensualidade Divina, como Harmonia
do Espirito.
Eros, é uma Fatia da Criação - representando pelo Amor,
a Criação do que é Belo e Harmonioso.
Os Artistas, embalados por Eros, criaram Pinturas em
Quadros maravilhosos, Literatura, Escultura...
O Amor, exaltava a cobiça animica do Homem:
- "Me desejas, cria-me na Arte, e se não for na Totalidade,
no que puseres a mão, será artistico..."
O homem perdia no Amor e completava na Criação - o
que ele podia pela Alma.
Ha um deus misterioso e guerreiro - que cavalga o Pavão -
o ser animal mais completo do Mundo: em suas penas,
existem todas as cores - até o ouro: existe o dourado nas
penas de sua maravilhosa calda.
Na abertura da calda, se forma um leque imenso - uma das
metades da Abobada do Universo.
Murunga, o Subramania, uma das facetas do Transformador
Shiva, e também filho do Amor de Shiva com Parvati, guarda
o segredo da poderosissima Sensualidade.
Não a Sensualidade Bestial do Homem, mas a Sensualidade
eco na Existencia, que ressoa num local do Corpo de Deus,
ainda desconhecido pela maioria dos Homens - porque a
Sensualidade do Positivo faz o Homem Criador de Si Mesmo.
HUMANAMENTE POSSIVEL
Carmenta tinha a cabeça mergulhada entre as mãos.
Estava diante do seu psiquiatra, nas muitas seções que
não conduziam à nada.
- Então a senhora se sente como num cubiculo onde
se fecha um eco - a senhora é como se sempre ouvisse
um segundo som - a senhora é um Eco - sempre o Eco.
E na sua infancia e adolescencia, também era assim?
- Era - mas como nasci assim achei que era uma coisa
natural. Eu conviví a vida inteira muito bem com esse Eco.
- Os seus exames de ressonancia magnetica, não acusam nada. Seu cérebro está perfeito. Nunca teve uma convulsão?
- Não, nada, absolutamente.
- Tem boa memória?
- Tenho.
----------------------------
Voltando para casa, Carmenta se trancou em seu quarto.
A mãe estava em casa, mas Carmenta queria ficar só - uma
idéia, como nunca, surgira agora em sua mente.
- E se explorasse o Eco?
E o que aconteceu, foi que o Eco se transformou nela mesma
e desapareceu.
Quando ela relaxou a pressão, o Eco reapareceu e a impressão dela própria, ressurgiu.
Daí em diante, seus exercicios continuaram, até que um dia
ela vislumbrou por trás de sua propria imagem um campo
aberto com um cartaz grande de anuncio.
Passado um tempo, folheando uma revista, ela viu o campo
e o cartaz com o anuncio. Era uma cidadezinha de fazendas
e hospedagens e ela resolveu ir lá.
Se hospedou num daqueles sítios, até o dia em que caminhando por uma estradinha, viu vindo em sentido contrário alguém muito parecido com ela mesma.
Ela parou aguardando o que iria acontecer - e não aconteceu
absolutamente nada - a outra desapareceu e Carmenta
se sentiu reconfortada e equilibrada como nunca em sua vida. Começou realmente a viver. A viver como jamais havia
sonhado que pudesse viver.
Passeando agora mais aliviada pela cidadezinha, encontrou
uma senhora, que assim lhe falou:
- Eu tive uma hospede igualzinha à você - não é você, não?
Ela sumiu e nunca mais voltou, deixando seus pertences.
Carmenta sentiu curiosidade em ver os pertences da outra.
A dona da casa, briu uma porta embaixo da escada que
conduzia ao segundo andar e abriu as malas sobre a mesa
da sala de almoço.
O impacto foi grande - Carmenta reconheceu todos aqueles
objetos e os retratos tirados por aquela moça no jardim
da hospedaria, eram a sua propria imagem.
Não teve outro geito senão dar o seu endereço para a dona
dessa hospedaria, no caso da outra voltar.
Ao voltar ao seu quarto naquela tarde, veio-lhe à lembrança
uma briga feia que teve com sua mãe, tão feia, com uma
pessoa com quem ela nunca se dera bem, que Carmenta teve
a sensação de ter-se dividida em duas, desde as fugas
mentais que experimentara na sua infancia e adolescencia.
A SOMBRA
Ela ja estava acostumada a olhar atentamente
as fotos da Ordem Esoterica a que pertencia:
- as vezes, seu rosto aparecia nas fotos, apesar
dela não ter estado naquela reunião...
Quando lia a relação dos que estavam na foto,
seu nome não aparecia...
... mas ela tinha estado lá...
Em seu passeio à Pompeia, a cidade soterrada
pelo Vulcão Vesuvio, Ela dançou no templo do
deus Apolo - dançou, até sentir o templo se fechar
dentro dela, e emparedada pelo interior e o
exterior, ela se perdeu em êxtase num infinito
que uma escala dedilhada por um Satiro, foi
parar nas mãos dos deuses...
Sombra se contemplava naquela mulher idosa,
sentada numa cadeira de rodas, com a morte
retardada porque o Satiro não entregara a tempo
a escala que ele dedilhara...
EU ESTOU NO MUNDO OU O MUNDO ME ENCONTRA?
O grilos têm um arranhar suave
Na tarde que se esgarça
Para que o manto da noite
Se estire
Como felino só sabe fazer:
Não sentimos a chegada dele.
De repente, a noite está compacta
E tememos que ela se vá,
Como a pantera negra que
Foge para o desconhecido
Me esforço para estar no Mundo
Pois se eu não me segurar,
Posso abandona-lo
De um momento para o outro.
O traiçoeiro Mundo às vezes tenta
Me beijar para me trair
Mas eu recuo,
Tentando colocar a mão sobre a
Pantera negra que sabe sumir
E vem meu fantasma
E me oscula na fronte
E diz:
Agora você sabe onde está
E atravessa meu corpo
Porque sabe que eu perdendo,
Ganhei a partida
Conto
Ádriana tinha 15 anos; era quieta e meditativa.
Não era bonita nem feia; morena, olhos negros
e cabelos castanhos escuros, compridos até
a cintura.
A familia, morando no interior do Rio de Janeiro,
era composta de pai, mãe, uma irmã e um irmão.
O pai trabalhava numa firma de arquitetura e os
irmaõs estudavam, como Ádriana.
Adriana odiava o colégio e o ambiente de casa.
Os irmãos só pensavam em festas e reuniões
com a música que Adriana detestava.
A mãe, resmungava o dia inteiro. O pai, ocupa-
do com o trabalho do escritorio, era calado e
indiferente.
Num passeio nos arredores de casa, subindo
numa colina para ter melhor visão de uma paisagem,
Adriana, encontrou Ágata.
Primeiro, o olhar de Adriana distraida, voava sobre
as montanhas da pequena serra - e de repente, o
céu encontrou-se com a Terra, em linha de horizonte:
- fundiram-se, e uma nova estação se estabeleceu.
Adriana incorporou-se ao novo estado e surgiu Ágata,
que era uma aparencia de Adriana borrada, toda
castanha, até com seu longo cabelo acobreado.
Ágata era completa - um cubo espacial, totalmente
equilibrado, sombrio como uma lua mergulhada em
Oceano metafisico.
Netuno com seu tridente controlava a Terra e o Oceano
metafisico e mantinha Ágata centrada em recepção e
emanação contínua.
Adriana continuou sua vida terrestre - de escola e lar.
Somente seus olhos tornaram-se totalmente escuros,
como a ágata marron, e sua respiração não era completa -
da, porque continuava noutra dimensão, como comple-
mento da fusão de dois mundos que se interpenetravam
como dois triangulos imaginarios.
O MISTERIO DA IRMANDADE DE CRETA
Há muito que vendedores de rua e comerciantes
Achavam o grupo esquisito.
No verão, reuniam-se no apartamento do francês,
O rapaz de olhos azuis, e no inverno, ficavam na
Casa do herdeiro do inglez, casa enfiada numa rua
Estreita, que mal dava passagem para um carro.
Costumavam ficar também nos ancoradouros, em
Silencio, observando os barcos e lanchas saírem e
Voltarem, com turistas ou cargas para venderem
Nas praças.
O estranho do grupo, é que, apesar de jovens,
Tendo apenas uns dois deles, mais idosos, assim de
Uns cinqüenta anos, não freqüentavam as mesas
De calçadas, à noite, para beberem e comerem os
Acepipes dos lugares.
............................................
Com relação ao grupo, havia sempre quem pergun-
Tasse, quem seriam, e para que realmente de vez
Em quando se reuniam, naquele lugar.
..........................................
Mas, no apartamento de Jean Pierre, a mesa esta-
Va arrumada para mais uma reunião – canetas e
Papéis sobre a mesa e a espera do contato com o
Ser que os utilizava.
O Ser se apresentava sob aspecto feminino, e dava-
Se sempre o nome de “Aea”.
Há dez anos, freqüentavam Creta, e ainda não tinham
Descoberto o “aspecto” de Aea na Ilha.
Vários aspectos de Aea tinham povoado diversos
Países, como Egito, Grécia, Índia, Tibet, China,
Peru, Brasil.
Os aspectos foram princesas, sacerdotisas, mulheres
Devassas que brincaram com o Tantra, aleijada,
Personalidade de domínio de área, que utilizava
Comando de organização, perdão e vingança.
Cada vez que Aea escolhia um dos rapazes para uma
Obra de Ocultismo,
o membro escolhido atravessava
Um período de grande sorte e prosperidade – e por
Isso faziam o possível para merecerem a escolha de
Aea.
Aea foi revelada por um deles, antigo freqüentador
De Lojas que lidavam com o ocultismo.
Aea era indefinida.
Sua vibração era feminina.
Mas Aea, antiga semi-deusa de Planautos Divinos,
Posição conseguida por seu desempenho na Terra
Em Templos famosos, ainda tinha presa sua líber-
Tacão para se sentar à Direita do Poder Pátreo
Universal, por manchas desgarradas de sua atua-
Cão no Governo Cósmico da Terra.
........................................................
A Lua crescente já era avistada por uma das Jane-
Lãs daquela sala, átrio de um Templo imaginado.
Também a avistou, uma turista de trinta e poucos
Anos, feia, desiludida de amores traiçoeiros, re-
Pleta de dor moral, dor física, ânsia espiritual
Para gritar ao Desvendado, que ela descobrira o
Seu Segredo!