quarta-feira, 25 de março de 2009

Lindo




Lindo



Ao mesmo tempo que o horror, as feras devorando os recem nascidos que a mãe não pode defender, os nascituros que ficaram para trás, na corrida louca da manada, pois as perninhas fracas não puderam acompanhar, o parto inacabado da zebra, com metade do filho pendendo, arrazando a mãe em febre de infecção, a beleza dos tucanos de olhos azuis, os pavões, a ave-do-paraiso, os cisnes, o caminhar elástico do tigre rajado, a Referencia da Vida, é a Beleza.
O Lindo é o esteio do que possa existir.
Que outros Lindos não existem em outros estágios da Ante-Matéria?
Lindos enfeitam Reinos que não podemos detectar, a nossa volta, para amenizar a encarnação terrestre.
Emissários de Deus, vigiam e presidem a Beleza no aspecto Divino,; os Emissários, para que o Existir, exista sempre com o hálito do perfume, da beleza, do consôlo.
Nossa Alma, como o dorso do cisne, é acariciada pelas mãos dos anjos, e bebe o líquido
que alivia a secura da falta de carinho, trazido pelos assistentes dos Emissários Divinos.
Temos que aprender a abrir os olhos enquanto estamos na Terra.
Muitas vezes sonhei que estava cega. Era angustiante a sensação de que não podia constatar nada: era minha Alma que vagava e ainda não sabia ver, como as Almas que não vêm com os olhos.
Precisamos saber Ver como as Almas.
Quando abrimos os olhos, em Alma, constatamos coisas que os olhos da carne não constatam.
E em Espirito, vemos o que as Almas ainda não podem constatar.
Devemos também deixar que o Ar dos Planos Superiores seja sentido por nós na Terra - é
uma outra espécie de respiração, que depende de não comermos carne, fumemos, não bebamos álcool.
Sentirmos os outros Reinos, mais suaves, regeneradores, consoladores, aliviadores dos
pesos terrestres, é bem mais accessivel e menos pesado do que fazer malas, comprar passagens e ir ao encontro de lugares que tanto nos dão prazer como também nos trazem alguns dissabores; é bom viajar, não ha dúvida, logo eu que fui uma viajante acima de todo compromisso com a Vida, mas hoje me regalo com os Campos Elíseos e ao mesmo tempo a lembrança dos lugares que conheci.
clarisse

terça-feira, 24 de março de 2009

A Historia Secreta de Portugal - Antonio Telmo



A Historia Secreta de Portugal - Antonio Telmo



pg.49 - É o X a primeira letra do nome grego de Cristo e é o principio da iniciação. É a potencia da luz que se desenvolverá até o acto puro da visão perfeita em que a luz se vê a si própria, na exacta relação aristotélica do intelecto com o inteligivel. Do X se pode dizer que, enquanto primeira letra do nome divino, é o Verbo que está no principio e que o Evangelho de São João relaciona directamente com a Luz.
Todos os homens têm em si este X, esta incógnita ou este mistério pelo qual são e vivem. É a coisa próxima infinitamente distante. Em embora próxima, os homens não o conhecem. O homem não chega à consciencia dela sem uma rotura no sistema natural do ser, a que no Claustro se alude pela paixão e morte de Cristo.
Embora a palavra portuguesa luz pareça derivar do acusativo latino lucem (o nominativo é lux), a longa citação que vamos fazer de René Guénon permite aproxima-la da palavra hebraica Luz:
"Ha uma tradição judaica que se refere a uma cidade misteriosa chamada Luz. Este nome pertencia primitivamente ao lugar onde Jacob teve o sonho que o levou a designar tal lugar por Beith-El, isto é, "casa de Deus". A palavra Luz, além de significar o que há de profundamente interior e de mais escondido - o secreto e o inviolável - constitui também o nome dado a uma particula corporal incorruptivel ou indestrutivel, representada
simbolicamente pela forma de um osso muito duro ao qual a alma ficará ligada depois da morte e até à ressurreição. Assim como a semente contém o germen e o osso contém a medula, assim Luz contém os elementos necessários à restauração do ser.(...) É o ovo ou o embrião do Imortal; pode ser comparado à crisálida de onde emerge a borboleta.(...)
Luz situa-se na extremidade inferior da coluna vertebral; isto pode parecer esquisito, mas tornar-se-á claro referindo o que a tradição indiana diz sobre essa força chamada Kundalini que é uma forma de Shakti (= Shakinah), imanente no ser humano. Representa-se Kundalini como uma serpente enrolada sobre si própria, numa região do organismo subtil correspondente à extremidade inferior da coluna vertebral; acontece assim, pelo menos, no homem normal; todavia, por efeito de práticas tais como as do
Hatha-Yoga, a serpente acorda, desdobra-se e eleva-se através das rodas ou lotus, que
correspondem aos diversos plexos, até atingir a região do olho frontal de Shiva. Este estádio equivale à reintegração no "estado primordial" no qual o homem recupera o "sentido da eternidade", obtendo a imortalidade virtual. Permanece, todavia, no estado humano; numa fase ulterior Kundalini atinge por fim a coroa da cabeça, o que significa a defenitiva acessão aos graus superiores do ser".(*)
Foto da coroa da rainha Vitória.
(*) René Guénon, Le Roi du Monde, p. 65

domingo, 22 de março de 2009

Meditação



Consta que os Coptas, no Ano VI DC, foram os primeiros cristãos, no Egito.
Os meninos se aproximam dos turistas e mostram uma cruz azul tatuada no antebraço.
Pode ter sido São Marcos, quem levou o cristianismo para o Egito.

Os erros, impostos ou os erros nossos, são como letras borradas na meditação sobre o que na verdade seja uma meditação sobre o Cristianismo.
O mito de Jesus, é a gigantesca sombra da Cruz do Maritirio.
O nosso desempenho na vida, é cobrado pela nossa ação entre os humanos; e esse desempenho, se realiza conforme as circunstancias apresentadas.
Se quisermos colocar o resultado de nosso desempenho conforme a atitude de Jesus, é algo para uma semana de meditação na quietude de uma montanha, retirada da vida comum dos homens.
Começamos por pesar as exigencias do Cristo - ou melhor, caminharmos por uma estrada sem muito movimento, pois caminhando, mudamos a todo momento de paisagem; e ao mudarmos de paisagem, mudamos o pensamento tentando basear numa cronologia como Jesus ensinava.
Uma filosofia ou uma pregação religiosa, tem como principio, o Ser Humano.
O Ser Humano, se sentirá atraido conforme o que o Mestre discursa, ou o seu sermão.
Agora, seguir a Via do Mestre, no caso de Jesus, que focalizava o sacrificio, vai de conformidade com o "cristianismo", que dava um aspecto dificil para a conduta do homem - ao mesmo tempo, a coragem posta à prova, virando a figura do homem em vários sentidos, à sombra da coragem, enfrentando-a de peito aberto, sofrendo a provação imposta - como foi no caso da Inquisição.
Um homem, se entregara à um sacrificio "em nome de Deus" - e depois "se materializara"
dizendo que vencera na sua missão.
"Vencer em si mesmo", a ponto de não se deixar influenciar pelo que havia à volta.
"Em si mesmo", de posse do "centro de Tudo", nada que haja em volta, tem importancia.
Mas, que o "Centro de Tudo" esteja de acordo com a Verdade Divina - e isso é o que o homem tem que descobrir sem cair na ilusão de "sua descoberta".
Existem muitos caminhos verdadeiros, com aspectos diferentes para o homem: Budismo,
Cristianismo, Religião do Antigo Egito, Cabala, Hinduismo. - à espera da afinidade do homem: mas, só ha uma Estrada: a do Interior do Ser Humano.
clarisse

sábado, 21 de março de 2009

Culto do Fogo






Culto do Fogo



Antigamente em Roma, nos templos da deusa Vesta, havia Vestais (Sacerdotisas) para muitas coisas - mas, a principal, era a Vestal ou as Vestais que tinham por incumbencia,
zelar pelo Fogo Sagrado.
Se, por acaso o Fogo Sagrado apagasse, castigo terrivel seria dado à Vestal zeladora - talvez, até a morte... porque... o Fogo Sagrado representava o Deus dos Deuses.
Tudo o mais era secundario naquele Templo - menos o zelo pelo Fogo Sagrado.
O Fogo Sagrado, não era um Objeto de Ritual; Ele existia, para que a Sacerdotisa, fosse aos poucos, se incorporando à Ele.
Quando a Vestal, na sua pureza de virgem, de intocada, sentisse que transportava o Fogo
Sagrado em si, era quase como deslizasse, ao invés de andar com as pernas.
As Vestais, na idade acima dos trinta anos, saindo do Templo, poderiam levar uma vida normal, casando-se, constituindo familia.
Mas, acho que a Vestal que desejasse fazer "Votos" com relação ao Culto Interno do Fogo Sagrado, aquela que sentisse mesmo que uma Vida de Luz havia nascido dentro dela, esta sacerdotisa despertaria em si a Ambição da Luz, no desejo de desvendar o
estado em que estaria a medida que subisse os degraus da Escada Cósmica no Templo do Universo.

terça-feira, 17 de março de 2009

Mundo dos Mortos Vivos



Mundo dos Mortos Vivos



Existe o Mundo dos Mortos Vivos.
É o Mundo daqueles aos quais nada mais atrai, que seja da Terra. Eles estão despreendidos de tudo, e conseguem se separar de seus corpos, e se misturar aos outros membros desse Mundo dos Mortos.
Esse ambiente, desse Mundo, é tranquilo... eles caminham absordos em si mesmos, se sentem acompanhados, e, ao mesmo tempo sós, sem solidão.
Esses habitantes, não são feios... todos têm o mesmo padrão de beleza, e concomitantemente, existem com os encarnados, que, ao mesmo tempo, são eles mesmos.
Esse meio mundo entre a Vida e a Morte, não é assombrado, nem assustador; pelo contrário, a Paz reinante é uma sauna transfiguradora, Oceano secreto, em que nos recuperamos e nos miramos num espelho mágico dentro de nós mesmos, que nos esclarece que o melhor de nós é o que nos sustenta, despertos, e em repouso ao mesmo tempo.
clarisse

segunda-feira, 16 de março de 2009

Hinduismo




Hinduismo - Sri Isopanisad



Todos os filosofos e grandes rsis, ou misticos, tentam distinguir o Absoluto do relativo através do poder dos seus pequeninos cérebros. Isso só contribui para que cheguem ao ponto de negar a relatividade sem realizarem qualquer traço positivo do Absoluto.. A definição do Absoluto através da negação não é completa. Tais definições negativas levam uma pessoa a criar um conceito próprio, fazendo com que ela imagine que o Absoluto não tem formas nem qualidades. As qualidades negativas são simplesmente o reverso das positivas e portanto também são relativas. Concebendo o Absoluto desse modo, uma pessoa pode, no máximo, atingir a refulgência impessoal de Deus, conhecida como Brahman, porém não pode progredir mais até Bhagavan, a Personalidade de Deus.

domingo, 15 de março de 2009

Você, antes e depois




Você, antes e depois



Antes,
era a exuberancia que te atraia
Você idolatrava a exuberancia
- rolava na exuberancia.
Se alimentava da exuberancia - e,
do alimento em você,
a exuberancia,
você não precisava de mais nada...
A exuberancia não estava
em seu coração,
em seu pensamento...
jazia em seu sexo,
e eu me sentia feliz,
enjaulada em seu sexo.
Num momento
em que por instantes,
fugi,
você dividiu nossas vidas.
Hoje,
estamos um diante do outro.
Mas,
nossas sombras,
nossas almas,
se sorvem mais que a exuberancia,
porque agora,
nem o Tempo, nem a Historia,
nem existe Vida,
que nos separe.
clarisse