terça-feira, 31 de março de 2009

A tarde dos homens



Agora,
é a Tarde dos Homens
A Ética é uma semente que restou
na alma de um homem
Esta é a Sua Lembrança
de uma vida passada

Ja houve tempo em que
triunfaste, Querido Homem,
na Ética,

Em que sustentastes
as mais ternas, sinceras,
realizações -
que assististes florescer
E que impregnaram tua alma,
fazendo-te ter certeza de que
em outra vida na Terra
outra vez seria sim.

Não foi.
E essa é tua lembrança:
esse é o País em que viveste.
Esse é o teu desejo de realizar
mais sobre ela -
Tua Sensibilidade Imperecivel.
Homem, és dono dela sim,
voce se lembra e a possui.

Homem, olhe para as paredes
do Templo,
Em que está escrito Alma e Espirito.
És dono das experiencias que
tivestes na Alma.
A tua grande sensibilidade
provém das experiencias que
retivestes da Alma
Esse tempo não passou
Ele ainda existe!
Explore-o!
A lembrança do "passado "
é simplesmente a
Conquista.
Use-a!

O Grande Sacerdote
apontou as paredes do Templo.
Ele está autorisando.
Regozija-te com a autorização dele....

segunda-feira, 30 de março de 2009

VARANDA




Eu estou na rede, na varanda de minha casa.
Ao alto, os urubús voam seu vôo macio sob as nuvens, passando pelos
intervalos de céu azul.
Ha duzentos anos atrás, uma moça pobre, olhava os abutres indianos
no mesmo vôo sobre o Sul da India.
Um sadhu itinerante, que passava por Madurai, vendo a contemplação
da moça no céu, disse-lhe:
- Você não pode reter a paz do vôo das aves; nem transferi-la para o seu
interior - nem manter essa paz numa constante em sua alma.
A vida é mutável.
Descobrir o ponto sereno na constante mutação, zelar pelo ponto
sereno, enriquece-lo com o sopro do Espirito, ampliar o ponto
sereno até faze-lo permanente em sua alma, iluminando as
sombras que sua mente ainda não pode caçar com a rede de sua
evolução, esse é o objetivo da Vida.

A Eternidade sorriu ante o conselho do sadhu para a jovem de baixa
casta.
E nada mudou, no modo como eu contemplava o vôo macio dos urubús
sob as nuvens.

domingo, 29 de março de 2009

Solidão e Espelho



Solidão e Espelho



A Solidão
não é falta de "Companhia",
pois estamos diante de um Espelho
que nos reflete com as aparencias
dos desgostos,
mas, bem la no fundo,
aparencias do mundo de Deus.
É uma oportunidade
para transformarmos os desgostos
da Terra
em um Novo Mundo em nós.
Só conseguimos a Reposição Divina
na imagem que se reflete no Espelho
da Solidão,
Nossa Imagem,
que será tramsformada
quando o Mundo se afastar de nós,
e os Aspectos Divinos começarem a
surgir por entre o Olvido da matéria.

Apesar, de eu viver e servir num Templo,
ter uma casa pobre com familiares,
era a Estrada Solitária, de terra e capim,
que ligava esses extremos de minha Vida,
que eu percorria, dia e noite, noite e dia,
era essa Estrada
o verdadeiro aprendizado para minha Alma,
a Barca que conduzia
meu Espirito, de pé, na proa, contemplando
com os Olhos do Espirito
a Verdade do Homem no Seio de Deus.
clarisse

sábado, 28 de março de 2009

Uma Verdade para o Coração




Uma Verdade para o Coração



Um caminho estreito no mato
uma pequena Aldeia
numa ponta
Um Templo Hindú
na outra ponta
A morte sempre esteve encerrada
entre os dois extremos
Não só a morte,
mas dois destinos:
Uma Vida se foi,
Não se fez outra Vida
na Terra,
planeta muito maior
que o espaço da estrada
entre a familia e o Templo do deus;
no entanto esse pedaço de estrada
enrolou o Espaço dos Planetas
e conheceu a direção dos Astros.
Por essa Estradinha,
eu recusei muitos caminhos.
Porque na verdade,
a estrada é a verdadeira direção
do meu Coração.
clarisse

sexta-feira, 27 de março de 2009

Terra de Vera Cruz



Terra de Vera Cruz


Sobre o rio Sena, em Paris, na ilha hoje denominada de "Vert Galant", anteriormente, "Ilha dos Judeus", ocorreu o holocausto de Jacques de Molay. O jardim do palácio ficava separado da ilhota dos Judeus apenas por um estreito braço de água. Como a fogueira fora levantada de forma a ficar de frente à sacada real, Filipe, o Belo, de seu lugar, podia ver tudo perfeitamente. A armação da fogueira requeria muita habilidade; homens encapuzados e fortes, dispunham as achas de lenha grossa, de forma adequada, mais alta que a estatura de um homem. A lenha era disposta em torno de um palanque de madeira; o fogo não poderia ser apagado até que o corpo ficasse completamente destruído.
O velho altivo Grão Mestre permaneceu ereto, olhar límpido e direto, voz clara e forte tal como seria esperado de um guerreiro e soldado de profissão.. Quando os guardas vieram amarrar suas mãos ele exclamou de uma forma quase alegre:

“ Cavalheiros, deixem-me unir minhas mãos em prece por um momento e orar a deus. Este é o momento apropriado para isto, pois devo morrer imediatamente. O senhor sabe que não mereci minha tortura. A má fortuna logo cairá sobre aqueles que nos condenaram. Deus vingara nossas mortes em nossos inimigos: morro com esta convicção. Aos senhores, cavalheiros, peço, virem meu rosto em direção à Virgem Maria Mãe de Jesus”

os guardas assim o fizeram. E, ato contínuo acenderam a pira na qual seria consumido o corpo do ultimo Grão Mestre dos templários. A coragem e estoicismo daquele homem já velho, contagiaram os que ali estavam reunidos. Consta que, mais tarde, atiravam-se às brasas que restavam para recolher as cinzas de Demolay e guarda-las como fariam com as de um santo.

No momento em que as labaredas começaram a atingi-lo, já envolto em fumaça, dizem os historiadores que DeMolay pronunciou um estranho vaticínio, que cumpriu literalmente no prazo ditado. Muito discutidas até hoje, consta que o Grão Mestre teria dito estas frases:

“Papa Clemente ... Cavaleiro Guilherme de Nogaret ... Rei Filipe! Antes de um ano eu vos intimo a comparecer diante do Tribunal de deus, para ali receberdes o justo castigo ! Malditos ! Malditos ! Todos malditos até a décima terceira geração de vossas raças !”



De Clarisse: os Templarios foram os protetores do Templo de Salomão, que dele restam

as ruinas no Monte Moriah - ampliado por Herodes, 18 anos AC e arrasado

por Tito, romano. Dizem que algo ocorreu dentro desse Templo que se transformou numa

cerimonia para a Maçonaria (Hiram).

Jacques de Molay, pediu aos sacrificadores poder juntar as mãos para uma prece à Virgem Maria. N.Sra. da Gloria era venerada pelos Templarios. Consta que os Templarios, guardavam as fortunas dos paises e dos Nobres, Uma espécie do primeiro Banco do Mundo. Isso atraiu a cobiça dos Reis, como o Rei Felipe I, com sua Invencivel

Armada - toda destruida por uma tempestade.



No Rio de Janeiro, num Horto, está a Igreja da Glória, construção de oito lados, pois o

mudra com as duas mãos juntas, tendo os dedos de ambas as mãos - polegar e indicador, dobrados e juntos, formam um Oito - o simbolo hindú do Infinito. Toda construção octogonal, deve ter origem templária. Na Igreja da Gloria eram batisados todos os descendentes da Familia Real Portuguesa, e talvez os casamentos também.

Quem estaria acionando a descoberta do Brasil, para que, aqui, no ano 1500, duzentos e

poucos anos após a extinção dos Templarios, estaria querendo fundar um país como centro Espiritual do Mundo? O primeiro nome da Terra, foi Vera Cruz; depois, Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil, quando não se cogitou mais de que o Brasil fosse uma Terra onde fosse implantado um Principio Religioso para o mundo.

Apesar de tudo, sua bandeira hoje tem no centro, uma parte do Infinito Sideral, com o

Cruzeiro do Sul..

E é um país enorme, com uma mata gigantesca, rios poderosos e mares numa imensa costa... jamais se viu coisa igual como o Brasil!

clarisse

quinta-feira, 26 de março de 2009

O tempo passou pelas árvores




O tempo passou pelas árvores - todas as árvores

As do meu quintal
E todas as árvores do mundo

Nós não envelhecemos
Mas os olhos daquela nossa alma
Particular,
Apreciou nosso amadurecimento.

Voce cresceu em filosofia,
Literatura

E trouxe com os ventos gelados do Tibet
A alma de sua alma
A alma daquela que restou
Enleada pelos Ventos da Amazonia

Pois é...
Minha casinha, que é cercada
por um quintal à parte,
Eu entregarei mobiliada:
cama, cobertores, toalhas,
sabonete, pasta de dentes,
escovas novas,
(duas camas e colchonetes)
cafeteira, geladeira, Tv, Rádio)

Vou fazer setenta anos...
Agora, que ouço os Ventos do Mosteiro,
Darem voltas pelo meu jardim...

Por isso quero te ver face-a-face,
voce, ou os amigos que trouxeres...

Beijos da tarde,

Clarisse

quarta-feira, 25 de março de 2009

Lindo




Lindo



Ao mesmo tempo que o horror, as feras devorando os recem nascidos que a mãe não pode defender, os nascituros que ficaram para trás, na corrida louca da manada, pois as perninhas fracas não puderam acompanhar, o parto inacabado da zebra, com metade do filho pendendo, arrazando a mãe em febre de infecção, a beleza dos tucanos de olhos azuis, os pavões, a ave-do-paraiso, os cisnes, o caminhar elástico do tigre rajado, a Referencia da Vida, é a Beleza.
O Lindo é o esteio do que possa existir.
Que outros Lindos não existem em outros estágios da Ante-Matéria?
Lindos enfeitam Reinos que não podemos detectar, a nossa volta, para amenizar a encarnação terrestre.
Emissários de Deus, vigiam e presidem a Beleza no aspecto Divino,; os Emissários, para que o Existir, exista sempre com o hálito do perfume, da beleza, do consôlo.
Nossa Alma, como o dorso do cisne, é acariciada pelas mãos dos anjos, e bebe o líquido
que alivia a secura da falta de carinho, trazido pelos assistentes dos Emissários Divinos.
Temos que aprender a abrir os olhos enquanto estamos na Terra.
Muitas vezes sonhei que estava cega. Era angustiante a sensação de que não podia constatar nada: era minha Alma que vagava e ainda não sabia ver, como as Almas que não vêm com os olhos.
Precisamos saber Ver como as Almas.
Quando abrimos os olhos, em Alma, constatamos coisas que os olhos da carne não constatam.
E em Espirito, vemos o que as Almas ainda não podem constatar.
Devemos também deixar que o Ar dos Planos Superiores seja sentido por nós na Terra - é
uma outra espécie de respiração, que depende de não comermos carne, fumemos, não bebamos álcool.
Sentirmos os outros Reinos, mais suaves, regeneradores, consoladores, aliviadores dos
pesos terrestres, é bem mais accessivel e menos pesado do que fazer malas, comprar passagens e ir ao encontro de lugares que tanto nos dão prazer como também nos trazem alguns dissabores; é bom viajar, não ha dúvida, logo eu que fui uma viajante acima de todo compromisso com a Vida, mas hoje me regalo com os Campos Elíseos e ao mesmo tempo a lembrança dos lugares que conheci.
clarisse