Le Livre des Morts des Anciens Egyptiens - Grégoire Kolpaktchy
Aos graves, serios, silenciosos Egipcios, nada paresse tão cômico, como a eloquencia. Eles reservaram sua palavra às coisas de maior importancia; ao Verbo do Poder. Mas Silencio - dos Gnosticos egipcios - primo o Verbo.
É o Silencio que emana do antigo Egito, Silencio cortado pelas formulas de encantação: e, através desse Silencio, ouve-se a voz da Sabedoria...
E é assim que o Egito, viuvo de toda literatura escrita digna de seu nome, foi considerado pela Grécia - esta Grecia antiga que nós admiramos tanto - como seu iniciador e seu inspirador.
Esperava-se maravilhas do deciframento dos hieroglifos.
Não foi em suma, senão uma astúcia, um impasse, um golpe de espada na água.
Esta via não conduziu a nenhuma parte.
O espirito que animava este fenomeno historico, o "Egito", continua desconhecido, pouco
compreendido, negado.
Para compreender o Egito - e seus textos mesmos - que se escute primeiro, seu silencio.
Desse silencio nascerá, um dia, uma egiptologia esoterica.
De clarisse
O Silencio, tem o conhecimento do homem.
A Verdade entrará no homem através do Silencio,
porque, será uma Verdade digna d ´Ele, do homem.
A Voz Interior, a Verdadeira Voz, é o Silencio do Homem.
O Silencio é a Suprema Descoberta, Revelação.
Em cada homem, a Revelação terá uma nota distinta, porque, apesar de milhares de notas, o Silencio rebombeia no Universo.
A Verdade sobre Deus, transformará cada homem na Matéria de Deus.
O resto, é Silencio.

Estudo
A Revista "Isto É", trouxe uma reportagem sobre um grupo ateu.
Nós temos dois ouvidos: na metafisica, os dois ouvidos não ouvem a mesma coisa...
Um dia, uma voz que não se cala na Atmosfera do Universo, começa a reagir no outro ouvido... porque, as "coisas" não surgiram: as bacterias do fundo dos vulcões, é que trouxeram a Vida para o Planeta.
O Humano, senão "se segurar a si proprio", será um joguete..... uma pluma ao vento...
Quando, o humano começa a se perguntar, e percebe que as respostas não têm medida, e que o "sentido" lhe escapa das mãos, mas.... também percebe que, se ele "decifrasse" o "sentido", ele começaria um trabalho de reposição "de tráz para diante", pois o adiante é totalmente enigmatico.
A Busca, é o que ficou para trás.
É impossivel seguir adiante no Desconhecido.
Reestruturando o que ficou, que foi o momento em que o humano abriu os olhos e começou a raciocinar com o que ele tinha, e, para dar valor a si próprio, começa a se refazer com o que tem, e então, percebe que o que tem, é uma Imensidão...ele enrola a Imensidão, encontrando então o Infinito.
Mas, se o humano é Finito, ele começa a lutar para ser Infinito, porque a finitude começa a soar nos dois ouvidos e ele, o humano, percebe como Deus responde...
clarisse

Se consigo escrever um poema
Eu mesma sou um poema;
uma borboleta metafisica,
que pousa de flor em flor,
e, as vezes, sorve uma gota d ´água esquecida
numa folha;
sei que minha vida de oito dias,
na imensidão do Universo,
é tão extensa quanto o espaço entre
as galáxias.
Nas mãos de Deus,
o Tempo não é compreendido entre os homens.
Que importa uma borboleta para o Universo?
A Criação não pode ter parâmetros.
Eu poderia ser toda desmanchada e recomposta
numa borboleta.
Qualquer imagem minha para Deus,´
é um só clamor para a compreensão.
A "compreensão" pertence à Deus - o que resta,
é a procura de mim mesma,
inseto ou humano.
clarisse
Os três mundos - Rudolf Steiner
Para evitar confusões, cabe distinguir cuidadosamente entre as coisas que encadeiam o homem ao mundo de tal maneira, que podem também ser equacionadas numa encarnação ulterior e aquilo que o vincula a uma determinada encarnação, isto é, à ultima. As primeiras são compensadas pela lei do destino, ou do karma; as ultimas, porém, só podem ser despojadas pela alma depois da morte.
Após a morte, segue-se para o espirito humano um periodo em que a alma vai se libertando de suas inclinações para a existencia no mundo físico, a fim de passar de novo a seguir exclusivamente as leis do mundo anímico e espiritual, e dar liberdade ao espirito.
É natural que esse peiodo seja mais ou menos extenso na medida em que a alma tenha sido mais, ou menos, apegada ao mundo fisico. Será curta num homem que pouco se tenha apegado à vida física, e longa num outro cujos interesses tenham estado completamente vinculados a esta vida, permanecendo na alma por ocasião da morte muitos desejos, ânsias, etc. É mais fácil fazer-se uma idéia do estado em que a alma vive no periodo logo após à morte mediante a seguinte reflexão: Tomemos um exemplo crasso - os prazeres de um "gourmet". Seu gôzo provém da excitação do paladar pelos acepipes. Esse gôzo, naturalmente, nada tem de físico, é antes anímico. Na alma, vive o prazer e a ânsia de prazer. Mas para satisfazer às ansias é preciso o órgão corpóreo correspondente do palato, etc. Ora, após a morte, a alma não perde logo semelhante apetite; só que, agora, não possui mais o órgão corpóreo, ou seja, o meio de satisfaze-lo. O homem se encontra então (verdade é que por uma razão diversa, cujos efeitos são,
porem, semelhantes e também muito mais intensos) na mesma condição, de uma pessoa atormentada pela sêde num deserto. Desse modo, sofre a alma agudamente pela falta dos prazeres, despojada que foi do corpo físico, único intermediário dos mesmos. Assim sucede com tudo quanto a alma deseja, e que só pode ser satisfeito mediante os órgãos corpóreos. Esse estado de "privação ardente" perdura por quanto tempo a alma leve para aprender a não mais ansiar pelo que só mediante órgãos corpóreos pode ser atendido. E o período passado nesse estado pode ser designado "região dos anseios" embora, é claro, não se trate de uma "localidade determinada.

O Intermediário
Existem seres no Himalaia, que não têm a mesma contextura carnal que o normal dos humanos.
E por que acontece isto?
Esses seres, "reconhecem" a energia não captada pela Humanidade.
Esses seres, na sua fusão com Avatares, têm modificada a sua consistência, por Reconhecimento em seu Espirito, da consistência do Avatar.
Pelo Amor, a medida que a entrega ao Avatar se produz, o "entregador" se modifica.
Pelo menos, se a consistencia não for no total do corpo humano, a modificação, se produz no coração.
O coração modificado, transporta o ser humano para outros parâmetros, produzindo modificação no seu modo de viver na Terra.
De repente, o ser modificado, encontra uma maneira de sobreviver em uma comunidade afim com seu desenvolvimento espiritual, ou ele tem meios monetários para se transportar
à outros lugares mais de acordo com ele.
O reconhecimento de um Grande Espirito, por um ser humano, é uma conquista da evolução. O reconhecimento, os fazem sócios de uma Fatia do Céu.
Essa Sociedade, é uma Firma que progride - e a Firma age em poder Espiritual sobre uma larga faixa em que pode agir por afinidade com a Vibração que possue.
clarisse

Todos os percalsos de minha vida, não se igualam
a Lembrança de uma Caravela em alto mar.
Estaria eu nela como mulher ou homem?
Se os dias eram terriveis, as noites, eram piores.
Para qualquer dos lados que o navio adernasse pelo
vento, sentia-se o cheiro da Morte.
De dia, o perigo que o Mar expunha ao navio, era
amenizado pela visão do Céu aberto sem nuvens -
e quando a tempestade passeava assombrada no
firmamento, a Esperança iluminada pela Luz do Dia,
amparava o homem com sua força de Vida.
As Noites, iluminadas a Velas, o Mar encapelado,
tornando o jogar da embarcação um perigo de
incendio - a Esperança sem a luz diurna, deixando
o risco à proteção das Trevas...
O mau cheiro armazenado pela concentração da
água podre de maresia, das carnes armazenadas
apodrecidas - ainda que secas pelo sal - dos restos
de peixes preparados para alimentação: até isso com
o tempo, desaparecia no olfato curtido pelo odor
constante.
A água colhida da chuva, aliviava o rosto salpicado
de restos de tudo:
- no entanto, uma viagem naqueles navios de madeira
de carvalho, equivalia a uma Vida inteira no planeta
Terra: era o Vento
a água - ora calma, ora em ebulição
a saúde, em constante luta com a adversidade
o bem estar sobre uma ameaça constante de
explosão emotiva
a morte, vigiada grau a grau como por um ter-
mometro
e nos entes que manobravam e conservavam
aquele casco-de-vida, cada centimetro de
tempo era um recomeço de Existencia...

Poema
Sim
neste poema
fez existir um laivo de luz - centelha
impossivel de ser aprisionada
e no entanto, para
existir, precisava
não ser
e era