sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Recordações de um filme antigo


Ha "milhares" de anos, num cinema que não mais existe em Ipanema, assisti a um filme que na ocasião, não compreendi muito bem - aliás, não compreendi coisa alguma - pois, só hoje com a experiencia pessoal, posso comenta-lo.
Tenho me deparado em região além da física, com uma flor gigantesca de cristal branco emitindo irradiações envolventes.
O enredo do filme, era o seguinte:
Titulo: A Flor de Pedra
Nacionalidade: Russo.
Um rapaz, encontra numa caverna, um lagarto com uma coroa real, fulgurante, na cabeça.
O lagarto é de um tamnho comum, que muitas pessoas no Brasil o comem..
O lagarto, que hoje sabemos tem uma glândula (pineal), na cabeça, que os humanos não têm mais - essa glândula, equivale ao Terceiro Olho, o Ajna Chackra.
O lagarto que é o "Anjo da Guarda" ou Guia do rapaz que entrou na caverna, diz ao rapaz, que ele tem que esculpir num dos rochedos que ficou no chão da caverna, uma imensa
Flor de Pedra.
O rapaz sabendo que o lagarto é sua "Fada Madrinha", obedece, pois a Flor de Pedra, será a Realização Espiritual do rapaz; assim, ele começa esculpir a Flor.
Mil confusões, transtornos morais na solidão do rapaz naquela caverna, revolta por um Mistério sem solução aparente, impecilhos, não faltam... Volta e meia, o rapaz abandona a escultura, volta e meia recomeça...
O Lagarto com a coroa, o vigia e ampara - é muito importante a Flor, para ambos, pois o Nosso Guia Espiritual, também ganha "Promoção" se sua missão tiver sucesso.
Enfim depois de exaustiva tarefa, a Flor de Pedra fica pronta... e... é algo belíssimo em que se transforma, envolta em várias côres, quase imaterial, emitindo raios coloridos os mais belos do Mundo... o rapaz fica deslumbrado, mas por experiencia minha de hoje, nos fundimos nessa Flor, aparencia escolhida por Mensageiros Espirituais para vencer a
materialidade com o Absoluto Espiritual.
clarisse

quinta-feira, 13 de novembro de 2008


A Bruxa

A Bruxa, ja foi bruxa desde o em tempo que se adorava o Sol e a Lua por entre colunas de pedras trnasportadas de muito longe, para terras onde a Bruxa atuava.
A Bruxa, era melancolica, pois ha muitas geraçoes, ela nascia próxima às areias dos desertos.
Acostumada à mares despedaçados por rochedos, à desertos entre-terras, tendo por companhia o Sol e a Lua, ela era uma fera cujo ataque era a Vingança.
Reinava absoluta, pois "aíi" de quem se metesse com ela!
Amava os corvos, os lobos com seu olhar transcedental, seu uivo para a Lua que acariciava seu pêlo com o Luar passando sobre ele...
Amava as serpentes traiçoeiras, pois ela própria, a Bruxa, era traiçoeira.
Sua inteligencia, a da Bruxa, era rápida como o raio, no sentido da vingança.
...........................
Os olhos castanhos claros da Bruxa, dourados como as bordas das ágatas das Américas, cintilantes como o ouro do porfírio, um dia, foram deixados sós, sem corpo,
numa constelação Astral.
A procura de um corpo, os olhos viram um Palácio de Cristal.
Cautelosa como a serpente para o bote, ela proferiu as palavras:
- Na Luz desse Cristal, poderei realizar grandes coisas!
Imediatamente, uma passarela de luz platinada, desceu do Palácio de Cristal até aos pés da Bruxa; e ela subiu pela ponte pouco iluminada para o palácio de Cristal.
A Luz que era atmosfera das Almas que ali habitavam, moveram as raizes ainda puras que restavam no coração e no cérebro do corpo etéreo da Bruxa.
Com o poder despertado, sob febres doentias de muitas provações a pagar por atos seus,
a Bruxa reina no Palácio da Constelação Astral.
Concomitantemente, sua Alma habita um corpo carnal.
Quando é preciso um golpe de muita energia para salvar um acontecimento benéfico, durante o sono, controlado pelas batidas do coração, o corpo dá uma volta acrobática, em
que quase se transforma em esfera, com o desaparecimento das pernas, para que num
circulo completo, se inicie um ato completo - e a Bruxa consegue realizar uma Felicidade!
- porque ela é feliz, no campo de Luz que agora habita!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


MEMORIA

Ha 250 anos atrás, eu percorria um caminho batido em mato raso do templo onde servia, à minha casa de adobe - ia e vinha - não todo o dia, mas às vezes....
O Elefante é tido como animal de grande memória. Acho que ele vive uns 70 anos, por aí, pois é uma imensa massa de carne e naturalmente, dificil de manter.
Na adolescencia, eu gostava muito de ir para a casa de campo de meu padrinho Gaspar, em Barão de Javary, caminho de Miguel Pereira.
Quando estávamos lá, comíamos de pensão de uma senhora que morava em Governador Portela.
Certa ocasião, tínhamos um compromisso em Miguel Pereira e como demorava a refeição, eu me comprometi em ir buscá-la.
A ida à Governador Portela, foi sem problemas - na volta, é que a coisa ficou esquisita.
Exatamente no meio da estrada que ligava Javary à Portela, subiu do lago Itamaracá, um bando de capivaras. As capivaras que vejo aqui no Rio de Janeiro e que habitam as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, são pequenas, mas, os bichos que pularam do baixio do Lago para a estrada, chegavam até minha cintura - eu tenho 1,51ms. Parei na Estrada com as vasilhas de comida na mão, me perguntando: - "O que fazer?"
Mas, não sei porque, achei que não iam me fazer nada e resoluta, passei pelo meio do grupo... nada aconteceu e cheguei "sã e salva" em Javary.
Dizem que o elefante tem excelente memória e imagino o mundo que resta em suas recordações... - isto, porque estou observando um Sol indeciso que faz umas manchas de luz no chão de cimento em volta da piscina, e logo depois, as nuvens escurecem o jardim de novo. Penso no meu caminho do Templo à casa, da casa ao Templo...a estrada que nunca esqueci!
A vida que levei para o Espaço, ficava nesse trecho de caminho: a ansiedade para o que poderia me aguardar no templo, com os sacerdotes me ensinando a cítara, a batida dos pés ao som do tambor, o sânscrito das preces e dos mantras - e, a ansiedade para abraçar minha mãe e os sobrinhos no conjunto pobre das casas brancas de adobe...
Se um bando de elefantes - Yanai - ali, no Sul da India, atravessasse o caminho, saindo da mata para o deserto, me surpreendesse, ficava imaginando o que levavam eles de memoria nessas travessias...
clarisse

segunda-feira, 10 de novembro de 2008


Amor no Mato

O amor no mato, se faz aos pedaços.
Os pés descalços, nas moitas de mato rasteiras, caminham com a terra molhada nas solas, levando a vida aos pedaços, num mais um dia de sacrificio para aquela que não tem onde rolar com o amante, por cima de seu corpo.
Não ha lugar para a devadase do templo de Murunga, aquele templo que tem montanhas atrás, não tem lugar para ela rolar com o amante, pois as montanhas são secas de terra,
rochosas, e Surya, o Sol, se divide sobre terrenos que não têm mata para ocultar.
Quando vivemos sem um canto de sombra que proteja a paz de nossa alma, as horas dificeis de serem colhidas e quase todas dedicadas aos deuses egoistas que protegem a
Eternidade e se esquecem dos que nem têm como amar em segurança de si mesmos.
Guerreiros, nos levantamos em nossas Almas, e quebramos lanças com os deuses montados em cavalos escolhidos, enquanto somos derrubados a pé. Mesmo que sejamos deixados à distancia, enquanto, os deuses partem vencedores, teremos que, depois, apalpar o terreno a procura de moitas que nos ocultem para amar.
Um dia, Shiva, o deus Transformador, nos muda em "mortos" - mortos, que tentam refazer
outra vida, juntando os pedaços da vida passada em que não conseguiram amar até a saciedade, para então amar em Plenitude, atirando respingos da Fusão com s deuses no
palácio secreto do deus Brahma, e pedindo um pouco, só um pouco de felicidade, ao menos sob o corpo do amante escolhido pelo Carma Sagrado.
clarisse

domingo, 9 de novembro de 2008


S.S.Sakya Trizin (na foto) - A Mente de Iluminação Absoluta


Li no Livro A Sabedoria Essencial do Budismo de S.S.Sakya Trizin, que a Mente de Iluminação Absoluta é a compreensão da verdadeira natureza de todas as coisas, o que é chamado de Vacuidade.

A Verdadeira Natureza de todas as coisas é incompreensivel para o ser humano. A Vacuidade não tem competição. Na Vacuidade, ninguém "vê" mais que o outro. Intraduzivel, A Verdadeira Natureza não faz perguntas para si própria "nem diz nada mais adiante". Ainda assim, a Vacuidade tem "um lugar para cada um" enquanto existir "vestigios" de cada um. A Verdadeira Natureza nos consumirá porque não teremos mais chances de existir, uma vez que existimos por nós mesmos e não pela Verdadeira Natureza. Não é uma Aniquilação, só que Algo que não dependa da Mente e de mais nenhum órgão que mantenha o ser vivo, é Realidade para uma Outra Pergunta.
clarisse


Livre des Morts des Anciens Egyptiens - Grégoire Kolpaktchy

Capitulo LXXVIII

O FALCÃO DE OURO

Eu tomo então possessão dos atributos divinos de Horus
Que são os de Osiris na Região dos Mortos...
Eis que Horus repete para mim as Palavras consagradas
Pronunciadas para seu Pai, no dia dos funerais.
"Faça que o deus de dupla cabeça de Leão
Te faça concordar com a Coroa Nemmé que ele guarda,
Afim de que tu possas percorrer as Rotas do Céu
E ver o que existe,
Até os extremos dos Limites do Horizonte!
Que os deuses do Duat tenham pavor de ti
E que eles combatam em suas moradas por causa de ti"
Todas as divindades,
As que estão apegadas ao Santuário do Deus Unico,
Tendo ouvido suas palavras,
Se inclinem profundamente....
Salve, oh tu, que, enquanto te diriges para mim,
Planes bem alto acima de teu túmulo!

Que eu viva a morte definitiva em cada dia!
Pois que em seu habitat estão os deuses que representam as tentações, e já se afastam pois sentem que nada mais podem contra mim.
As divindades que pertencem ao Santuário do Deus Único, tendo ouvido meus rogos em preces, se inclinem profundamente...
Salve, oh tu, que enquanto te diriges à mim, planes bem alto acima da morte que existe
aos que não acreditam no túmulo dos esquecidos pelos deuses!
clarisse

sexta-feira, 7 de novembro de 2008


Estudo

Naturalmente a força mantenedora da Vida, é o sexo.
A manifestação do sexo pode ser excessiva, quando o ser humano se deixa tragar por ela - e, controlada, no sentido de mante-la de forma que não afete o estado espiritual desperto e que deve ser zelado e mantido como um Templo Sagrado.
O Estado Espiritual vigiado, Orai e Vigiai - é uma força despertada e mantida pelo ser, como um Banco de propriedades do qual dispomos para ajudar pessoas em dificuldades.
A força da Espiritualidade despertada é tanta que a medida que a mantemos, ela vai se avolumando, quase do tamanho de uma pirâmide egípcia, das menores, podendo um dia deixa-la como a de Keops, quando daqui largarmos nosso corpo carnal e irmos para etapas mais de acordo com o plano que conquistamos para nossa Alma na Terra.
A Vida existe e prossegue pelo sexo. Mas o controle da Vida existe e prossegue pelo Espirito.
O ser que controla a Vida, tem Paz.
A inquietude atrapalha a força que mantém o governo do Espirito em todas as etapas da
Vida.
Sendo eliminada a crueldade, como a matança de animais para nos alimentarmos de sua carne, ja traríamos uma enorme fatia de Felicidade para a humanidade.
A crueldade traz todos os danos para as provações: doenças, exaltação de ânimos, sadismo, acidentes que provocam tropeços no individuo, mantendo as batidas do coração em ritmo descontrolado, na preocupação de termos o que comer, nos estudos para como sobreviver na competição de lugares entre a Humanidade que trabalha e dirige
entre seus "irmãos".
Podem argumentar: tem pessoas que fumam e comem toda a espécie de carne e chegam a 100 anos. É verdade, mas o lastro de fumo e carne acompanha essa pessoa às etapas espirituais para onde se encaminha a Alma na morte e a Alma volta com karma para ela e para prejuizo entre os que com ela coabitarão na Terra. No mundo, Nada se perde: Tudo se transforma.
O Universo da Tranquilidade e Equilibrio está tão perto de nós e só porque "parece invisivel", nós não percebemos que o podemos tocar...