O Grande Mistério, não é a morte, mas sim, a Vida.
A Vida vive muito pouco.
A Morte, parece ser Eterna - de vez em quando, a Morte se encarna na Terra, vive mil coisas, mil criações.
Dizem que o sexo é maldito - mas, sem o sexo, não haveria Vida de espécie alguma sobre a Terra.
Dizem, que o sexo foi a maldição do Paraiso - o Sexo se tornou Carne - por isso um enviado de Deus, segundo a doutrina Católica, nasceu sem a intervenção do Sexo.
Milhares de Mundos, Planetas, giram no Espaço Sem Fim - desde que, a Polaridade organise o Cosmos, o Positivo usando o Negativo para não se chocarem, não se destruirem, a "Criação" permanece.
A Criação sõ existe devido à Polaridade.
O Livro dos Mortos fala sobre o Espirito e a Alma - mas não menciona os inúmeros mundos que rolam nas inumeras Galáxias (Egito).
Os deuses chefes do Mundo dos Mortos, Maat, Osiris, Isis, Horus, Anubis, Seth, todos
Eles, os deuses, se misturam com as almas e os Espiritos - mas não falam sobre o
"nascimento" nem morte dos "planetas" e estrelas. A Lua e o Sol estão no Livro dos Mortos como "Polaridade" positiva e negativa na criatividade, na vida do planeta Terra.
A Humanidade, os animais, os vegetais, os minerais, se metamorfoseiam e se recriam.
Que deus é responsavel no Livro dos Mortos por um planetoide que deixando sua órbita irá ocasionar uma catástrofe nos Céus?
No Hinduismo, Brahma é o Criador, Vishnu, o Conservador da Obra de Brahma, Shiva o Transformador - do Universo Inteiro, não somente do Planeta Terra.
O Universo deveria ser Uma Morada Só - isto é, minha Alma deveria fazer frente às diversas Galáxias, ter a Essencia dos outros mundos nas suas metamorfoses Universais mas, segundo a Antroposofia, só temos acesso às camadas espirituais do nosso Planeta.
Os Mudras de Shiva, se referem ao Planeta Terra - ou não? O Fogo que Shiva tem em uma das mãos, não será a chispa Eterna da Criação? Shiva dança sobre um Lotus Aberto - não será o Universo?
Se a Expansão Espiritual do Homem fosse com relação ao Universo, a libertação de Sua Alma não estaria sujeita à muito mais Energia e Matizes que a somente feição terrestre?
Ou isso pode ser real concernente aos Grande Espiritos, e quanto às Almas menos desenvolvidas, fica esse confronto Sofrimento e Libertação?
Um Einstein, por exemplo, promovido à uma Galáxia Superior, ele desapareceria completamente em relação à sua Alma de Agora - ou o humano é agarrado à personalidade de sua Alma a ponto de mante-la "de qualquer geito" mesmo atrasando sua
Evolução?
Perdi você num dia perdido de uma semana que ficou esquecida num mês naufragado num Ano.
O tempo se revelou em colunas, entre as quais passo e repasso e de um cimo, pro-
curo lá embaixo sua casa.
Você la embaixo é um sonho, pois sempre que te procuro, você não pode falar.
O teu silencio está se transformando em "Arcaico", e nosso encontro ha tempos, um Museu, que visito, que recordo, que deixo escrito no Livro de Visitas, minha opinião sobre suas obras literárias.
Hoje, está um Sábado de chuvas.
O grande cão amarelo e peludo, está molhado de tanto procurar num buraco no muro, o
fucinho da cadelinha do visinho - que ele late, late e ela não vem, mas, envia seu cheiro de cachorrinha que se diverte com a procura do macho.
Hoje é Sábado de Ausências.
Amanhã, Domingo de recordações.
O Mundo é uma vitrine para os solitários
A TRAVESSIA DA MORTE
Os arqueologos dispunham de um carro alugado e se dirigiram para Napoles.
No hotel onde estavam hospedados, se reuniam à noite e Fernando comparecia à essas reuniòes, pois estava fascinado pelo trabalho daqueles homens;
eles iriam à umas grutas, se encontrarem com
outros arqueologos italianos em busca de tumu-
los escavados no rochedo de Palinuro, em fren-
te ao mar, a procura dos corpos dos que foram
componentes de um grupo investigador de cien-
cias ocultas, mortos por volta do ano de 1640.
- E qual a finalidade disso, perguntou Fernando.
- Alguns que foram donos desses corpos, estão
reencarnados e queremos agora estudar o com-
portamento deles em razão das ciencias do pas-
sado. Pelo o que nos contou, Fernando, come-
çamos a suspeitar de que você pode ser um de-
les.
................................................
Numa manhã de Domingo, os arqueologos com
ajuda de especialistas em abertura desse tipo,
e ajudantes, abriram dois tumulos. Os corpos
estavam bem conservados, assim como as vesti-
mentas e adornos em metais que especificavam
a Ordem Esoterica à que pertenceram.
Um dos corpos emocionou muito Fernando -
ele não podia se afastar dele e por fim, preso
por forte comoção, se ajoelhou sobre a rocha
úmida e chorou ao lado do esquife de bronze.
Um dos arqueologos, colocou a mão em seu
ombro e lhe disse:
- Saiba agora te desprender de suas ansieda-
des. Vais nos trazer muito esclarecimento
sobre a verdadeira sensação do que é a vida
e do que é a morte. Vais saber como SER
num Universo mantido por essas forças e
a verdade do que realmente nos é pedido
para SERMOS dentro do Kosmos. SER é
POSSE - e dentre as forças ocultas o
homem tem de se dar em conexão com o
desempenho delas. Atração e repulsão, pre-
cisam de um terceiro verbo - que é SER
sem jogo de desintegração.
Fernando do rochedo Palinuro contemplou
o mar a seus pés - o dia mantido pelo Sol,
e reverberou tudo isso dentro e ao mesmo
tempo fora de si - esquecido pelo Caos.
A Bruxa não medita; ela tem sentidos desenvolvidos que a fazem "navegar" por todas as áreas dos mistérios. Milhares de Anos, a aprisionaram, a impeliram como ondas no Oceano Universal.
A audição é o principal sentido das Bruxas.
É pela audição que o Saber penetra.
Transformada em Audição, a metamorfose da Metafísica, reúne todos os principios e indicios da Criação.
É como se a Bruxa fosse privada de todos os sentidos: visão, tato, olfato, compreensão e audição.
A pressão nos ouvidos, forma um "instinto" que abrange todos os sentidos.
A Bruxa é um ser equiparado à uma força condutora que vibra e repercute em todas as chamadas dos deuses e sub-deuses, que podem ser os elementais.
Ela, a Bruxa se desmancha nela mesma e responde em "conjunto" com a humildade que´é o perpétuo consentimento dos deuses aos que respondem aos seus designos.
A Bruxa não pode ter planejamento para sua ação - a Ação se forma repercutindo os elementos divinos despertados pela Justa Forma da Verdade.
Na verdade, a Bruxa deixa de Ser - agora é somente um Eco, uma resposta à Deus e age
na medida de todas as Medidas que ressoam na Criação, transformando as Épocas, as Energias, os Fluxos e Refluxos que movem o Criado.
No Injusto, a Bruxa sabe que existe o Justo - porque o Injusto é uma resposta que perturba o Justo e ela, a Bruxa, tem que ficar no Justo até sua energia, modificar o Injusto.
clarisse
Fantasma Errante
O vento frio do Himalaya conduzia o fantasma da mulher cinzenta.
Ela, a mulher fantasma, fechava em seu peito, cruzando os braços sobre ele, as suplicas aos renunciantes do mundo, residentes nas montanhas geladas, as suplicas, para ter direito ao homem que amava.
O fantasma conseguiu chegar no lugar onde os mestres sem alma e sem carne, se reuniam.
Eles, os sábios de Além Paraiso, perceberam a mulher suplicante, mas não lhe deram atenção.
Os sábios, os mestres, formaram com seus pensamentos, uma selva sem ser selva, uma mata sem côr.
Como esperavam, a mulher se atirou naquela coisa sem forma, suplicando pelo que tinha direito.
Então, o que nas montanhas tinha aparencia de homem em carne, se levantou e fez frente à mulher cinzenta:
- O que você quer aqui?
- Direito ao homem que amo.
- Vá busca-lo: se ele estiver satisfeito com seu Carma e não quiser você, dispa-se da solidão e verás então se ele realmente te é necessário.
........................
O fantasma da Mulher Cinzenta se atirou daquelas montanhas aos Abismos das Galáxias, urrando pela Solidão, a Solidão, vestimenta verdadeira da Sensualidade Fogo,
que não satisfaz nunca....
Hinduisme et Boudhisme - Théologie e autologie - Ananda K. Coomaraswamy
Aquele que "é libertado neta vida (jîvan mukta) não "morre mais" (na punar mriyatê). "Aquele que cumpriu o Sou contemplativo sem idade e sem morte, que não tem nele nenhum sinal e que não tem necessidade de nada, esse não teme a morte." Estando já morto, ele é, como o sufi, "um morto que caminha". Um tal homem não ama mais nem ele mesmo nem os outros: ele é o Sou dele mesmo e dos outros. A morte em si mesmo é a morte dos outros, e, se a "morte" se assemelha não ser egoista, não é por qualquer motivo altruista, mas àcidental, porque ela é literalmente sem ego. Liberto dele mesmo e de todas condições, de todos deveres e de todos direitos, ele vem a ser Aquele que faz de si à vontade (kâmachâri) como o Espirito (Vâyu, âtmâ dêvânâm) que "vai onde ele quer" (yathâ vasham charati), não estando mais, como disse São Paulo, "sob a lei".
Tal é o desimteresse sobrehumano desses que encontraram seu Sou: "Eu sou o mesmo em todos os seres e não ha nehum que ame, nenhum que odeie". Tal é a liberdade daqueles que assumiram as condições exigidas pelo Cristo de seus discipulos, sem pai e sem mãe e paralelamente sua propria "vida" terrestre. Não se pode dizer o que consiste ser um homem livre, mas somente que ele não é: Trasumanar significar per verba, non si potria...(Dante. Paraiso, 1, 70). Transfigurar não se pode exprimir por palavras... Mas pode-se dizer isto: aqueles que não se conhecem eles mesmos não serão libertados nem agora nem jamais, e "grande é a ruina" de (esses que são assim) vitimas de suas proprias sensações. A autologia brahmanica não é mais pessimista que otimista; ela é somente de uma autoridade mais imperiosa que esta de não importar que
outra ciencia cuja verdade não depende de nosso prazer. Não é mais pessimista de reconhecer que tudo que é estranho ao Sou é um estado de aflição, que ele não é otimista de reconhecer que lá onde não existe outro não ha literalmente nada a temer.
Que nosso Homem Exterior seja um "outro", isto se assemelha a expressão: "Não posso contar comigo". É o que se chamou o "otimismo natural" dos Upanishads é sua afirmação que a consciencia de ser, bem que sem valor enquanto que consciencia de ser
Um Tal, é valha no absoluto, e sua dotrina da possibilidade atual de realisar a Gnose da
Deidade Imanente, nosso Homem Interior: "Tu és Isto". Na linguagem de São Paulo:
"Vivo, autem jam non ego".
Que ele seja assim, ou somente que "Ele seja", não pode se demonstrar à escola, onde não se ocupa de coisas tangiveis e quantitativas. Em tempo, não será sientifico de regeitar a priori uma hipótese cuja prova por experiencia é possivel. No caso presente, uma Via é proposta aos que consentirão nela seguir. É precisamente nesse ponto que nós devemos passar dos principios à operação através à qual, mais cedo que por aquela, eles podem ser verificados: ou de outra maneira, da consideração da vida contemplativa `a
vida ativa e sacrificada.
Shakespeare:
"Próspero: Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos"
Entre o homem que rezava, e a atmosfera de Religião que a Capela encerrava, havia um drama de sonho e uma realidade ainda não definida.
Próspero percebeu que era preciso estar na atmosfera da Capela e não "na Capela".
Ainda, o jovem homem não sabia como reunir os fragmentos esparsos do clima devocional da Capela, e o que era "o clima devocional da Capela" - e mais, o homem não sabia como entrosar sua alma no que ele percebia.
Próspero divisava sua alma equiparada em si mesma, mas não sabia como viver com essa "equiparação" em meio à atmosfera da Vida: seu trabalho e ajuste social.
Ele, o homem tinha completado o que desde sua infancia se agitava em sua consciencia,
sem que ele mesmo soubesse como enquadrar isso no conceito alheio em razão do que esperavam dele.
Próspero tinha sempre diante de si, um jovem mais novo que ele, moreno claro, de olhos azuis e que ele sentia que era ele mesmo - mas, vindo de outro lugar, de outro país. Esse jovem estava "completo" e Próspero sentia que se ele se refizesse no "jovem", ele estaria completo num aspecto de magia que mantinha todas as suas fases energéticas em constante prosperidade, e, que mesmo que aparentemente Próspero decaisse ou perdesse , o poder do jovem fantasma estava sempre intocado, pois era mais forte que a matéria do planeta e sua energia.
Onde Próspero se completara, ele tinha uma vaga idéia, mas, via sempre em algum lugar que lhe lembrava litorais da Grécia, sem muito progresso material e industrial, quase campestre, uma casa branca, com muro de pedra e dentro dela, um homem idoso que lhe sorria numa fisionomia bondosa com olhar de grande perspicácia e sabedoria.
clarisse