quinta-feira, 30 de agosto de 2007


Escamas de Dinossauro


Deinos, o Grande, o Terrivel, via as labaredas do Vulcão
alcança-lo, pouco a pouco

Exalações de enxofre, sufocavam o Dinossauro...

A fumaça negra, sombreava o Sol e aquele canto sobre
o planeta Terra, fazia parte da Alquimia da Monada, da
qual algumas potencias poderosíssimas iriam rolar
pelo Espaço aompanhando-a no Futuro em vidas pequenas
e humildes, e maiores nas magias dos Templos das
sacerdotisas.

As escamas do dinossauro estavam presas aos seus pés,
fazendo-a gritar pelo Fogo da Vida, maior até que as labaredas
do Vulcão, pois o Fogo da Vida, da Fada Sensual, era o Segredo
da Possibilidade da Existencia.

Quando as Lavas se transformassem em terra, brotariam as
flores belas e perfumadas.

O enxofre do Vulcão e os odores das carnes queimadas dos
grandes animais, eram destruidos pelo aroma do incenso
nos Templos

A Alquimia do Universo alimentava uma mônada - como saido
das Águas Primordiais, o Espirito se manifestava incerto,
amparado pelo equilibrio de todos os lados do Mundo, ele
deixaria a Alma peregrinar pela Vida, até sua ascenção Divina
no Reconhecimento da Criação.

terça-feira, 28 de agosto de 2007


OS SETE VEUS


Os Desertos foram criados para
a sensualidade das mulheres

Porque os Desertos são quentes...
Inabitados...
Têm a doçura das tamareiras,
como o calor das dobras da carne
de uma dançarina, com seu cheiro
perfumado pelos odores do Oriente

A Dança dos Sete Veus
é a carne desaparecendo
na fímbria do horizonte de areia
Para o Espirito
que vem abraçar a Alma

O amor puro e romantico da donzela
será desmanchado pelo vento
que soprará dias e dias sobre
a areia do nada e do sem fim

Mas a Dança da Iniciação
A Dança dos Sete Veus
Eternizará o debater do homem
Entre a Luz e o Pecado

Como a existencia das Galaxias

A Metafisica não tem extremos, pois é Infinita.
Nós não temos extremos na metafisica.
Nosso olhar não alcança o Infinito.
O pouco que conseguimos notar em nós mesmos,
mais adiante, será revisto "de outra forma".
É sempre um movimento revolto de uma galáxia
o que nos transforma para outro movimento e para
outra galáxia

segunda-feira, 27 de agosto de 2007


A Casa de Lua Nova

Lua Nova morava sozinha.
Seus parentes residiam em outros estados.
Por isso, preocupada com a solidão, Lua Nova resolveu abandonar
sua casa e ir morar com os parentes.
As plantas em vasos, retirou-as e deixou-as sobre
os canteiros no jardim - para se fixarem e não dependenrem dos
cuidados humanos.
Lua Nova pegou um saco de viagem, enfiou nele os pertences neces-
sarios e partiu dos arredores de Pquim, para uma longa viagem.

Foram onibus pelas estradas, caminhões, carroças, carros...
uma barulheira infernal a qual ela não estava acostumada.

Para pegar outro onibus, Lua Nova guardou sua mochila numa estação
e foi passear pelo lugarejo.
Encontrou um Templo Budista.
Ali, se achou no silencio a que estava acostumada.
A serenidade da fiionomia do Grande Buda de Pedra, parecia lhe transmitir
alguma coisa.
- Essência Unica ou Unidade, pensou.
A Atmosfera da Essencia Unica permanece;
como uma matriz feminina, ela tem tudo para a vida de um feto.
E nós a abandonamos, para gritar por ar para respirar e chorar de fome
para comer.
A penetração da Essencia Unica em Lua Nova foi tão real, que ela até a
noite, não sentiu fome e...
... voltou para sua casinha abandonada.
Chegou com o céu escuro, pois era Lua Nova.
A porta de madeira vermelha parecia ter sido arrombada - mas não o fora
totalmente - Lua Nova penetrou no ambiente que tinha seu cheiro, seus
sonhos abandonados, e um lastro de viver que se perdia no Universo...
Aqui na Terra, nada havia para ela, a mulher solitaria, cuja solidão era um
Livro Indecifravel, mas absurdamente compreensivel num céu escuro
onde a Lua que viria tinha o mesmo luar da escuridão.

sábado, 25 de agosto de 2007

O Macho

Amanhecia um Sol fraco
sobre a terra úmida
A grama cobria um chão escuro,
coberto de teias de aranha
como renda de uma fada elemental

Sobre o barranco em frente
aos casebres de adobe
ele surgiu,
tendo o Sol às suas costas,
que se elevava no céu

O Macho
com sua carne morena e rigida
exalando desde suas virilhas
o odor de suor
e água do poço
que trazia o perfume da terra.

A indiana cansada
das danças do Templo,
o contemplou como a um deus
que iria lhe dar
o poder do dia
no amor que enrolaria em si
a potencia do Mundo
para sempre

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

DIA DE VENTO


O vento que sopra no dia quente de Sol abrazador,
penetra pelos corredores dos Templos Hindús:
faz dançar a fumaça dos defumadores - e não mexe
com o Fogo, pois na India do Sul, principalmente,
não são acendidas velas nos Templo, mas sim, torrões
de canfora inflamavel.
As antigas Devadases equilibravam sua energia com a
dança - a batida dos pés nos chãos de pedra, acompa-
nhada no ritmo pelos mudras, o movimento dos olhos
e o deslocar do pescoço, fazendo-o dançar para os
lados, num dominio completo de toda a ossatura.
Era importante que toda matéria humana estivesse
embalada pelo vento, como estavam as folhas, poeira,
odores, as gotas de suor, a respiração opressa...
A Devadase dançava sorrindo... porque a Energia é
clara e fecundante, orgasmo da Vida...
Lá em cima, no Norte da India, o vento soprava frio,
e os sacerdotes dançavam com máscaras terrificantes...
Os tambores soavam com sinos e sons de vibraçoes
de prata retinindo de choques dos objetos sagrados.
As grandes cornetas, estiradas desde o solo, soltavam
seus lamentos lúgubres...
Os sacerdotes dançavam, com suas mascaras ameaçadoras...
Por incrivel que pareça, essa dança era para despertar o Silencio;
toda ela só tinha um sentido: o Silencio
O Horror fazia recuar o mundo material, o som tinido da prata,
era o espirito desperto; o lamento das longas cornetas, o
sinal de recuo em meio a barulheira dos dançarinos...

O Budista, impávido, imovel na sua conquista pelo centro do
Mundo
Om Mani Padme Hum
O Hinduismo fazendo despencar das brumas da Criação,
o imaterial semen que faz latejar a Vida para a conquista de
Si Mesma
E o Tantrismo no Himalaia
faz a Daquene solicitar ao Budismo
permissão para a
Doçura da Misericordia

Calmaria enganosa


As ondas estão baixas.
A aragem corre sob um céu nublado.
Ontem, quando procurei a Lua Cheia entre os galhos
do jequitibá, ela ja tinha ido embora.
No entanto, essa calmaria chega a parecer ameaçadora -
ha algo oculto como a Treva Envenenada
E minha Alma assombrada,
procura um escape na escuridão.

Os dias voltarão a surgir,
mas, me será permitido toca-los
como esferas iluminadas
ao comando da Deusa Aurora,
Deusa de tantas mitologias?

Guardarei dentro de mim
o combate entre as Trevas e a Luz
Não existe Vitoria na Alma do Universo
Mas o Sorriso do Espirito
permanece no Misterio do Desconhecido