sexta-feira, 5 de abril de 2013

AS NUANÇAS DA LUZ

O que é mal, o que é Bondade?
Na Luz, reside o Pouso Divino.
A Criação é um Imenso Espelho onde se refletem os Atos Divinos.
O que é Mal, é obrigado a se reportar à Divindade, que é a Realidade do Mundo.
A Transformação não existe... A Realidade, é a Luz Divina.
Tudo se reverte de onde brota.
Nossas imperfeições, que atrapalham a Sequencia da Vida, são temporárias; só
a Realidade do Poder de Deus, é o Imenso Lotus desabrochado que ocupa todo o
Universo e é o nosso Mundo de Viver...
Tudo se reverte na Lei de Deus.
A Lei transforma o Ser que tem a Semente Divina pronta para agir para reverter
as imperfeições na Perfeição Eterna da Luz.
O Sofrimento, está em nós até nosso Coração decretar a Realização da Luz para
o Beijo Eterno de Deus nos dar a Compensação de Todos os Infortunios.
clarisse

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Querido Vito Salles da Cunha Binnot

Querido Vito Salles da Cunha Binnot

Quando você passou uns dias no Himalaya, eu recebi
de Você uma carta valiosíssima, pois soube por sua mãe,
nossa atriz queridissima, Yara Salles, que tudo te era
dificil lá, no Himalaya: papel para escrever, caneta ou lapis...
O Tempo, como um Oceano Bravio, inter-galático, levanta
suas imensas ondas e rola pedaços de nossos Destinos,
transformando as tardes em Desertos de Areia
lavados por repuxos das águas de Nilos misteriosos que
desaparecem no Horizonte para o Mistério de Nosso
Destino com a Morte.
A Morte ainda existe, após minha estada em Madurai,
pátria do Deus Shiva, onde eu jamais imaginaria que um
dia, eu estaria diante do fallus Lingam, o Senhor dos Tres
Mundos, vigiado pelas deusas Ida e Pingalla...
Voltei para Italia, e me despedi em Roma da Visão do Vaticano,
trazendo a Saudade para sempre na Memória Perpetua da
Segunda Existencia do Espirito na Alma da Vida na Terra.
clarisse

segunda-feira, 1 de abril de 2013

SENSUALIDADE

Ha vários tipos de Sensualidade.
Ha a sensualidade da Arte, e uma mulher ampara o pintor para ele
dar "conta do recado"....
A Sensualidade da Musica, e a mulher ampara o pianista para ele dar conta do
recado....
Ninguém, nem mulher, dará conta da Sensualidade Espiritual e Transcedental
de Jesus Cristo... mas viver Nessa Cristica Sensualidade, é dar de Si Mesmo
e receber de Si Mesmo com o Aval Cristão é se "engrandecer" na propria
razão da Verdade de Si Mesmo pela Avaliação Cristã.
clarisse


> A Atração Sexual, tem outra Atmosfera.
> O chackra "muladhara" tem o Calor do Centro da Terra.
> Deus, o Autor do Mundo, concentrou no chackra abaixo, no extremo
> da coluna vertebral, a Verticalidade da Vara de Moisés, aquela vara que,
> estendida, abriu o mar en duas metades...
> e disse ao povo hebreu: - Passem!
> E há Passagem para a Zona do chackra "Sahashara", no alto da cabeça...
> Qundo eu era adolescente, notava que os padres faziam uma roda no
> barbeiro, no alto da cabeça, que se chamava "tonsura" e não era
> qualquer barbeiro que fazia "a tonsura"... depois, esse costume foi
> abolido...
> A Força do Centro da Terra, subirá do muladhara para o sahashara...
> Jesus, pronuncia do nome Ichsus, "peixe", que, por coincidencia, na
> Arqueologia, a haste, o Eixo, que parte do PoloSul para o Polo Norte,
> o Vertical, o Eixo, se assemelha ao "Falus", orgão sexual masculino,
> que é comparado ao termo "ictifálico" - "em forma de peixe".
> A Cruz também é fálica.
> Essa Força, que, alcansando o Sahashara, no alto da cabeça,
> poderá revelar o Cristo àquele que cultivando o poder do Anahata, o
> "chackra" do coração, passará a compreender em Si mesmo o
> caminho para a Integração com o Cristo.
> clarisse



Materialisação de Mestre de Yoga
Existe a Saudade e o Carinho que satisfaz a ânsia da Espera do Mestre.
Um Yogui recebe num quarto de Hotel na India, a visita materialisada de
seu Mestre, que morrera cerca de um mês... por aí...
Nós nunca pensamos como estaremos na ausencia do Mestre.
Nós somos "um alguém" quando o Mestre está ainda conosco e somos
"outro" na ausencia do Mestre.
Comigo, a presença e a ausencia, se passaram em Anos... até mais de
um Século...
Os caminhos do meu Destino, se traçaram em Dois Seculos.
O meu Espirito, ja fez e refez malas e malas do Egito, para o Ocidente,
da India para minha existencia atual...
O Tempo é trancado em "malas de experiencia" e o cruzamento das
Estradas me desnorteiam e não me consolam...
Portugal inventou uma palavra aterradora: - Saudade.
O Reconhecimento da Saudade, não ajuda em nada...A Saudade não
traz nada de Volta...
Nós sempre é que vamos buscar...e aprender a Viver com a Saudade.
Os Caminhos do Além, do Destino da Morte, não estarão na mesma Vida...
mas, formarão Voltas que transformarão Nossos Anseios ...
A Saudade não é a mesma, apesar do Amor ser o mesmo...e o Amor é
o transformador que Consola, que Consola para Preservar, porque o
Amor é indestrutivel...
clarisse

O MUNDO SURGIU DENTRO DE NÓS

O Mundo surgiu de Dentro de Nós
O Pulsar do Coração é o latejar do Mundo.
O Mundo se insere para o Interior de Cada Humano.
Comprimido entre os Sofrimentos e o Desejo de Vencer os Obstaculos
da Alma da Terra
e se mirar no Espelho da Alma do Mundo, o Humano se inquere se
comparando ao Mundo.
É porque o Humano é impelido a responder à todas as perguntas do
Mundo, que contém o Universo e nas Veias do Universo corre a
Linfa do Sangue do Humano, para equilibrar as batidas do compasso
do latejar do Sangue,
Rio da Eternidade.
A carne do Humano, se desmancha e apodrece, deixando os ossos.
A Saudade, carniceira dos Sofrimentos que contêm as Vitorias e as
Derrotas, desaparece, fazendo parte do Destino que é a Fórmula
daquilo que se chama "Vida Eterna"
E Deus está lá, no Imo de cada Ser, porque foi de Deus, que, cada
ser, Se Manifestou!

quarta-feira, 27 de março de 2013

WAGNER

Desde criança, admiro Wagner.
Um dia, ouvi o Preludio de Vida e Morte de Tristan e Isolda
e a ascenção da melodia e seus recuos ate a Apoteose Esplendorosa, que

abala a Alma Desconhecida do Universo...
Porque, na Alma Desconhecida, eu sempre desejei reencontrar a
minha Identidade identificada com a Deiedade Divina no designado
pelo Positivo da Relação com o Criado pelos deuses...
O que devo ainda que não devolvi aos deuses?
Minha Vida é um Esforço Espiritual para devolver à Criação
o que Devo e ainda não compreendi o que Devo...
Richard Wagner assimilou o desempenho do Universo
e eu ainda não compreendi o que devo de mim Sagrado...
clarisse


terça-feira, 26 de março de 2013

O CORVO

O CORVO
E. A. POE

TRAD. FERNANDO PESSOA

O CORVO



Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
      É só isto, e nada mais." 

 
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu’ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P’ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais —
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
   Mas sem nome aqui jamais! 

 
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo:
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
    É só isto, e nada mais." 

 
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, de certo me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo
Tão levemente, batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
  Noite, noite e nada mais.

 
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse os meus ais,
        Isto só e nada mais.

 
Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.
Meu coração se distraia pesquisando estes sinais.
       É o vento, e nada mais."

 
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um Corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nenhum momento,
Mas com ar sereno e lento pousou sobre os meus umbrais,
  Foi, pousou, e nada mais.

 
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho Corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
 Disse o Corvo, "Nunca mais".

 
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
        Com o nome "Nunca mais".

 
Mas o Corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento,
Perdido murmurei lento. "Amigos, sonhos — mortais
Todos — todos já se foram. Amanhã também te vais."
   Disse o Corvo, "Nunca mais". 

 
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas suas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entorno da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp’rança de seu canto cheio de ais
   Era este "Nunca mais".

 
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu’ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
 Com aquele "Nunca mais".

 
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
 Reclinar-se-á nunca mais!

 
Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
  Disse o Corvo, "nunca mais".

 
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta! —
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, e esta noite e este segredo
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!"
     Disse o Corvo, "Nunca mais".


"Profeta", disse eu, "profeta — ou demônio ou ave preta! —
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida, se no Éden de outra vida,
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
     Disse o Corvo, "Nunca mais".


"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
        Disse o Corvo, "Nunca mais".


E o Corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda,
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais.
E a minh’alma dessa sombra que no chão há de mais e mais,
     Libertar-se-á... nunca mais!



trad. Fernando Pessoa - 1924

O AMOR NA TERRA

O Amor no Planeta Terra, tem o Poder concedido por Deus de cobrir todos
os obstáculos que produzem lágrimas de tristeza nos amantes...
Só a Saudade, que chora a ausencia tem permissão Divina para gritar
para o Céu o seu Sofrimento.
A Saudade é Finita... ninguém tem poder de Velar pela Saudade, como um
túmulo na Existencia Terrena...
A Vida é tão surpreendente em tudo, que acabamos misturar as lembranças
dos Mortos com a Vida dos Vivos... porque a Estrada entre o Céu e a
Terra é Invisivel mas existe na Vida Invisivel da Alma que nos acompanha
durante nossa Existencia no Planeta Terra.
clarisse