
Muladhara
Muladhara, é o chackra do Mundo.
O chackra, na extremidade da coluna vertebral, aciona o sexo.
O sexo é a Vida, tanto no mundo animal, como na polenização das flores, feita pelos insetos.
As flores se transformam em frutos, e a Vida Perene continua, Infinita e Eterna.
Os cérebros dos Artistas, Inventores e Cientistas são automaticamente acionados pelo Muladhara, apesar de constar também, que o chackra do Coração embala a sublimidade e consequentemente a poesia.
A Vida responde ao Muladhara, isto é, a Vida Aparente, porque o Segredo da Eternidade, está no chackra Sahashara, no alto da cabeça, o Coronario.
Um belo dia, o Sahashara rasga a Infinitude, deixando a perecivel Aparencia tremer para o homem, como as imagens sobre o espelho d`agua de uma lagoa - e o homem em vez de se apoderar desse Instante Eterno, não lhe dá a devida importancia e ele se vai como as folhas mortas varridas pelo vento, dando em seguida nova florecencia para a árvore, e continuidade da Vida Aparente, mantida pelo Muladhara.
A Eternidade é tão teimosa que até mantém os cadáveres dos Esclarecidos, sem deixar que eles se entreguem à podridão comandada pelos vermes da transformação, como os cadáveres de Santa Clara e de Bernadete de Soubirous.
A Eternidade é outra Visão do Mundo que o Muladhara empana ao homem até o seu direito desperto para a Divindade.

Passeio na Lua;
Jamais poderia imaginar
que, um dia, poderia passear na Lua...
É estranho pressentir,
que aqui, tudo é diferente, e que as
preocupações da Terra,
não nos atingem...
Mas, como no Cosmos, dele, ainda
não nos livramos,
temos que refazer um auto conhecimento,
de confronto conosco; um confronto contra
outro confronto.
A Terra,
não existe mais para nós; mas, o Universo
se estende e como não temos ciencia completa
de nós, o quanto temos do Universo que não suspeitavamos!
Não somos pequenos para "manipular" tanta grandeza!
A Terra nos retinha e nos enleava em nossa pequenês.
Agora, num planetoide e diante do Infinito,
Nós nos desafiamos diante de uma Imensidão
que nos esclarece que os dois olhos não sabem ver
direito e a Percepção é Indescritivel, por causa de outra
maneira de constatação...

As variações que Shiva teve de uma escola hindú à outra, são muito curiosas. Nós o encontramos no Vale do Indus com o nome de Pashupati (Mestre dos animais); um pouco mais tarde, nós o descobrimos associado à Rudra, deus védico da Tempestade. Mais tarde ainda, nós o descobrimos ligado à um culto fálico. Nós o encontramos também, com o nome de Yogeshvara, ligado à disciplina do yoga, e, sob o nome de Nataraja, como criador e destruidor supremo, mestre da dança cosmica que cria e destroi o Universo. - Ao mesmo tempo, na prosa e na poesia indiana, Shiva é algumas vezes um deus amante (e amado), e se encontra no folklore outros exemplos de um Shiva tranquilo e familiar. Talvez tudo isso seja natural e familiar. Talvez também ilustre a ideia hindu de manifestações infinitas da Essencia suprema que abrange tudo.
Em nossa imaginação, um "Mestre de Animais",, aquele que zela pela conduta do animal em seu habitat e concomitantemente o desenvolvimento da criatura animal às vezes cruel
com outra espécie, para se alimentar e sobreviver, é o Supremo Ato de Shiva em manter a
classe inferior de habitantes terráqueos - comparativamente ao homem, que tem outro desenvolvimento inteligente e podia sobreviver sem a crueldade da matança de entes vivos, esse aspecto aterrador do ser que pesquisa a Realidade Divina para sua propria existencia, e não percebe sua responsabilidade com relação aos outros seres moventes,
não só em matar para come-los, mas também para protege-los do frio, da fome e do sofrimento.
Antes de procurar Deus, deveria se autoanalisar e por essa Via se comparar à Criação e sua Relação com ela, a Criação, porque em tudo se depende na Relatividade da Existencia.
clarisse
O Deserto, como o do Egito, por onde caminhei, não nos mente, jamais.
Porque, o Deserto não tem como esconder.
O Desero é aberto,
Açoitado pelo Vento, que brinca com suas areias.
É como se eu estivesse, chorando,
procurando algo para compensar minha Vida Vazia,
onde não existe nada,
porque o Deserto engole todos os Ecos,
para deixar a Vida,
mais deserta ainda.
A Piramide,
rodeada pelo Deserto,
responde ao Céu - porque ela,
é bastante grande para responder ao Céu.
Encostada na Piramide Maior,
em suas pedras cor-de-ferrugem,
olhei para longe, muito longe....
..enquanto as areias
cobriam meus sonhos,
mas, pelo menos,
O Deserto nunca mentiu para mim...

Quem pode sugerir que a Humanidade "tente" ir ao encontro de Deus?
Em primeiro lugar, "ir ao encontro "aonde"? "ir ao encontro, de que"?
O Convite, é "convidarmos" Deus vir à nós.
E onde estamos, para aguardarmos a Vinda d`Ele?
Elimine-se o Ego - elimine-se o Ego, para que?
E até onde vai o Ego?
E o que vem "após" o Ego?
Tudo é Deus - então, como restabelece-lO entre nós?
Estamos no Planeta e convidamos Deus para vir até nós. Senão, como ir ao encontro delE?
Em Espirito é mais fácil termos uma Idéia de Deus; - quem disse? Apoiados no Coração,
segundo os Egipcios, no Hati, Coração Subconsciente, e no IB, Coração Evolutivo, pois,
os Egipcios, nas múmias, tiravam o cérebro, aos poucos, com um gancho, pelo nariz do
defunto. Portanto, não será pelo Raciocinio, que teremos uma Idéia de Deus...
Como a Emoção e o Amor nos garantirá a Revelação de Deus?
Subtraindo o Ego do Amor?
"Taí", talvez sim... subtraindo o Ego do Amor!
Então, abrimos os Olhos - Existe um Olho dentro de um Triangulo, na Maçonaria; "O Olho que Tudo Vê" - Ver, o Que? Qual é a Realidade da Visão?
Não existe Visão, não existe nenhum Sentido.
Adoremos! Simplesmente Adoremos! O que Vem, não pode ter "Sentido"...
E o Verbo se Fez Carne... Que Verbo?
Adoremos... Simplesmente Adoremos!
clarisse
Arma antiga de guerra;
- também, era com a Espada que um rei ou rainha consagrava um Cavalheiro.
A fina lâmina, tanto defende, como ataca - e, pode se introduzir, sutilmente, como artefato "derrubador" de filosofias ou teorias, zeladas e conservadas por aqueles que as defendem como sustentadores delas.
A Sabedoria do Espirito, é Revelação; no entanto, como cada um é independente na recepção da Revelação, "cada um" tem sua Espada "de combate".
A Revelação, é um Esclarecimento Interno e esse Interno, é a Alma do Universo.
Entretanto, como cada Universo tem Sua Alma, é mister que suas conjunções planetárias, "defendam" suas "Almas" nos planetas que os compõem.
Esfacelem-se os Mistérios e retirem a Revelação para os que habitam as Terras, com o fito de transfigurarem os Mundos para a Divindade!

O VASO E A FLORESTA
O vaso Dresden, peça na Casa preferida por minha
mãe, está sobre o armario colonial em minha sala.
Eu estava lendo o jornal pela manhã, numa cadei-
na sala, diante da varanda.
Por isso, olhava para as árvores no jardim e " ma-
tutava":
- Dresden, na 2a guerra mundial, na Alemanha, a
maior fábrica de porcelana do mundo, quase
foi " varrida do mapa" - hoje, a cidade está re-
construida, mas ainda não sei se a fábrica retomou
a sua indústria famosa.
O vaso, é um jarro comprido, de porcelana branca.
Sua decoração, são rosas vermelhas tendo guirlan-
das de ouro em relevo. Sabe-se que somente o
ouro de 24 quilates, adere à porcelana.
Mas, diante de mim, estavam as árvores do jardim.
Na Floresta, a natureza supera a imaginação do
Homem.
Não é necessário guirlanda de ouro.
A Floresta em si é um Palácio - com o ouro dos
raios do Sol penetrando-a através dos galhos altos.
E o Palácio não é silencioso:
- em seu interior, é uma orquestra de pios e cantos
eternos e intermináveis, pois não está sujeita, a
orquestra, que a mão do homem lhe dê abertura
com um gesto só, no ar, ou desligando a eletri-
cidade, dê fim ao Concerto magnifico.
Destruida aqui, preservada ali, a Natureza faz par-
te do Planeta, de todos os homens, da Paz e da
Guerra