quarta-feira, 8 de abril de 2009

Individualidade




Individualidade



A Estradinha entre minha casa pobre e o templo, foi a primeira coisa que se estabeleceu em minha memoria da encarnação passada na India do Sul.
Porque, o meio da Estrada, não tem extremidades.
Se eu tinha problemas na comunidade de casas pobres ou no templo, era no meio da caminhada, que eu revolvia mentalmente o problema.
As extremidades que apoiam "um meio", é que atrapalham nossa Vida.
O meio, é um jogo de nós mesmos, conosco mesmo.
Ontem, estava assistindo na Tv, os estudos de uma cientista judia na segunda guerra, na
Alemanha. O Eisntein, também estava metido na historia. Começou com a velocidade da Luz, a Energia, e a explosão atomica em Nagasac e Hiroshima.
A Energia, pelo menos para os humanos, é a causa primaria.
Além da Energia, outras causas existirão.
Jesus era Amor, Buda Sidarta, raciocinio.
Ambos, Amor e Raciocinio, são uma consequencia.
Os dois, Amor e Raciocinio, perderão sua Individualidade para uma ainda desconhecida do Planeta Terra.
A perda da Individualidade, nos coloca em outro Algo, porque, desconhecemos Deus.
Juntando particulas, atrações que seduziram vibrações de Deus, formou-se um nucleo,
que deu origem ao Espirito que hoje, se chama "Clarisse" - por enquanto - amanhã, terá outro nome, se na Terra, ou outra personalidade, atraida pelas vibrações de outro planeta.
Até quando, essa Individualidade, tentando se dezfazer dos componentes, Será?
Ou, Será, mergulhará numa Região que não tem passado, presente, futuro?
Cada vez, amo mais minha Solidão!
clarisse

terça-feira, 7 de abril de 2009

Transfiguração da Piedade




Transfiguração da Piedade


A viuva Ana, morava com sua filha numa casinha no pátio de uma Igreja, no interior do Brasil.
O padre, homem idoso, bondoso, tolerante, gostava da diligencia de Ana - trabalhadeira, inquieta, cuidava da pequena horta, das plantas do jardim, da limpeza da capela, da mudança da água benta, dos carvões e do incenso do turibulo, enviados do Rio de Janeiro.
Ana tinha uma filha, Elisa, moça nem bonita nem feia, mas misteriosa, calada, dada à meditações dentro da Igreja, sozinha.
Elisa fez quinze anos.
Ninguém sabia, mas Elisa se encontrava às vezes com sêo Antonio, homem casado, pai de um casal de filhos - e que mantinha um Centro Espirita Kardecista.
Às vezes, Elisa ia à casa de sêo Antonio, onde era bem recebida pela mulher dele e familia.
Elisa conversava com sêo Antonio, sobre os espiritos que falavam com ela, quando sentada num banco da Igreja, ela rezava e meditava.
Às vezes, cenas apareciam diante de seus olhos: castelos com belos jardins, onde ela era uma dama de posses e passeava com seus cães.
Às vezes, ela limpava um altar num templo escuro, de deuses estranhos.
Às vezes, ela vestida com roupas de seda, joias, ela dançava batendo os pés descalços diante do altar que pela manhã, tratara e limpara..
Elisa gostava de animais e procurava socorre-los.
Mas, para seu desgosto e remorso, muita coisa acontecera com animais que ela sem culpa, não pudera evitar um destino triste e atroz; isso era um remorso e angústia terriveis.
Elisa ajoelhada na Igreja vazia, orava para o Altar, suplicando socorro e piedade aos santos, ao Cristo, à N.Sra. das Dores, um alívio por esse terrivel sofrimento.
Uma tarde, um caminho de luz desceu do Altar e atingiu a menina ajoelhada. Pelo caminho, ao encontro dela, desceram os animais que a faziam sofrer. Ela incorporou-se às almas deles e sendo agora uma só Alma, uma só Redenção, transfiguraram-se para em próximas encarnações, resgatarem e progredirem juntos para a Libertação concedida
pelos Santos e Mestres dos Céus de Toda a Terra.
clarisse.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Contradição da Biblia


Contradição da Biblia



Genesis:

8 - 20

E edificou Noé um altar ao Senhor, e tomou de todo o animal limpo, e de toda a ave limpa, e offereceu holocaustos sobre o altar.

9 - O pacto que Deus fez com Noé
4 A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
5 E certamente requererei o vosso o sangue, o sangue das vossas vidas; da mão de todo o animal o requererei; como também da mão da mão do homem, e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.
6 Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme `a sua imagem.

Eu sei que os judeus sangram primeiro o animal, para depois come-lo - até nos matadouros, existe esse costume para os judeus.

sábado, 4 de abril de 2009

Sensualidade após a morte




Sensualidade após a morte


Os perfumes que embalsamam a múmia, quase não se sentem mais.
O amargo da sua morte,
sentimos na língua apoiada no chão da boca,
sentida, abandonada,
não podendo mais se transformar
com os sabores da carne viva,
das partes mais ocultas, pois as dobras mais escuras
do corpo,
têm o sabor meio acre da fruta ainda não madura,
Porém, a maciez da polpa do macho,
é mais doce.
O Ka da múmia ressequida,
sente que a essencia da Alma
no Espaço
tem a doçura de uma sensualidade
atrativa
esparsa na atmosfera do Espirito,
compacta,
Envolvente,
Imperdivel!
clarisse

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O BULE DE CHÁ
















O BULE DE CHÁ

Ele é marron, como as velhas folhas de outono
caidas das árvores e pisadas pelas chuvas.

Não foi guardado num armário, mas ficou esquecido
sobre a mesa do centro da sala.

Sua presença em lugar que não era para ser seu,
era maior do que toda a sala vazia, sem o preenchimento
das pessoas que ali reuniam sua familia.

O bule de chá se transformou em monumento,
em símbolo dos movimentos dos corpos, das mãos
que o amparavam para verter o chá:

ele acompanhou sorrisos, enquanto vertia a bebida
quente nas xícaras - os sons das conversas e a
delicadeza das mãos que o colocavam de volta sobre
a mesa.

O Bule de Chá nunca compreendeu porque não o
retiraram de volta para lavá-lo e reenche-lo outra
vez com chá.

O silêncio enquadrou a sala como um quadro "para
sempre"
e só ele, que nem lembrança é, guardou a vida que
se fez em torno,
como palavra eterna de um futuro que se renova
quando a solidão é morte e vida ao mesmo tempo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Livre des Morts des Anciens Egyptiens - Grégoire Kolpaktchy




Livre des Morts des Anciens Egyptiens - Grégoire Kolpaktchy



pg. 50

Pois o homem é antes de tudo, um ser invisivel...
Segundo o "Livro", as aflições e conflitos que se produzem, desde nossa vida, entre os diferentes compostos da entidade humana se transformam um dia, na maior beleza, após a morte, logo que o envelope terrestre, que os havia bloqueado nos estreitos limites do corpo, se rompe. As forças centrifugas de semelhante disparate o deixam gradualmente, submetendo o homem invisivel à uma terrivel prova moral.
A consciencia uma vez revelada - após a morte e a passagem do Limite - o defunto se vai, "diante dessa dispersão de membros de Osiris" (lenda de que o cadaver de Osiris foi esquartejado por ordem de seu irmão Seth) como manter a coesão. O "Livro" menciona constantemente esta preocupação; ele distingue muitos componentes do ser humano.
Primeiro que tudo, o corpo fisico, quer dizer, o cadaver mumificado. Ele veio a ser para o
defunto, um objeto de contemplação e de meditação; ele não é mais "ele mesmo"; mas
será sempre sua propriedade, o elo que o unia à Terra, o ponto onde sua "barca" desamparada havia jogado sua âncora. Doravante, o papel positivo do corpo terrestre está, com toda evidencia, terminado; mas isso, passou a ser um instrumento passivo da magia operatória.
Ficou como um proximo parente ao qual o defunto está preso por lembranças comuns da vida terrestre. A contemplação da mumia ajudava o defunto a se orientar no Lado-de-la,
le fornessendo uma ilusão de estabilidade e segurança. Mas junto com as lembranças
revistas lhe recordando os "bons momentos" passados sobre a terra, um novo espirito surgirá nele: a consciencia de sua missão divina.
No momento onde o corpo terrestre cessava de agir seu papel ativo, os outros ingredientes do ser humano, produziam a necessaria criação de uma nova base da coordenação hierarquica. Esse substrato vivo e ativo, este "soco" da vida póstuma, o Egipcio o designava sob o nome de KA; ele representa após a morte, o papel do corpo terrestre durante a vida; caracterizado por uma estabilidade absoluta, sendo ponto de apoio à interioridade do ser humano, mas com tendencia à periferia, ele provia o defunto deste equilibrio estavel que mais lhe faltava. É a parte mais resistente, a mais condensada de seu ser invisivel. (Sua identidade com o "corpo vital", o "prâna-çarira" dos
Hindús é provavel, mas não certo).
O KA (que nós traduzimos pelo "duplo etérico") é, ainda que imaterial, em tudo semelhante ao corpo fisico do defunto. Ele substituia após a morte, o corpo terrestre, assim como a consciencia do "eu" empirico ("nuk"), durante a vida: como ele, ele vem a ser o eixo da cristalização da entidade do defunto; sem o KA, toda a armação se desagrega, se dispersa. Mas, para preservar o KA era necessario conservar perfeito o cadaver: era a razão do embalsamamento. Ao encontro deste que, durante a vida, nosso centro psiquico (o "eu") tem a ver com o centro de nosso ser, o KA se distende, dotado após a morte de tendencias centrifugas, em direção à perifeia do Cosmos. Breve, tudo o
que poderia prover o defunto de estabilidade, vitalidade, força, vem do KA, por outra, ele
assegura a "coesão dos membros" (o reverso do desmembramento de Osiris por seu irmão Seth).

De Clarisse:

O Homem, antes de tudo, é um ser invisivel. A verdade do Ser, está na invisibilidade, pois
no processo da Encarnação, o Homem perde a Coesão de sua Verdadeira Composição.
Se ele souber durante a encarnação, ir descobrindo seus verdadeiros componentes divinos, se refazendo na Estrutura da Terra, ele nos ajudará como Mestre, como auxiliar,
caminhando ao nosso lado para a Revelação - que não é um Clarão de uma vez só, mas pelos poucos, nós é que facilitamos o Clarão.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

PTONISA














PTONISA

O galho de Murta na mão
o corpo ha dias em banhos purificadores
o hálito perfumado
pelas ervas mascadas
nos jejuns
a ptonisa
era um bálsamo
pelas experiencias
de santuário
- então, seus olhos que se fixavam
no ambiente cerimonial
eram apenas uma reprodução
do que suas pupilas
divisavam por dentro:
- a área dos deuses -