A SOMBRA
Ela ja estava acostumada a olhar atentamente
as fotos da Ordem Esoterica a que pertencia:
- as vezes, seu rosto aparecia nas fotos, apesar
dela não ter estado naquela reunião...
Quando lia a relação dos que estavam na foto,
seu nome não aparecia...
... mas ela tinha estado lá...
Em seu passeio à Pompeia, a cidade soterrada
pelo Vulcão Vesuvio, Ela dançou no templo do
deus Apolo - dançou, até sentir o templo se fechar
dentro dela, e emparedada pelo interior e o
exterior, ela se perdeu em êxtase num infinito
que uma escala dedilhada por um Satiro, foi
parar nas mãos dos deuses...
Sombra se contemplava naquela mulher idosa,
sentada numa cadeira de rodas, com a morte
retardada porque o Satiro não entregara a tempo
a escala que ele dedilhara...
sábado, 20 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007

EU ESTOU NO MUNDO OU O MUNDO ME ENCONTRA?
O grilos têm um arranhar suave
Na tarde que se esgarça
Para que o manto da noite
Se estire
Como felino só sabe fazer:
Não sentimos a chegada dele.
De repente, a noite está compacta
E tememos que ela se vá,
Como a pantera negra que
Foge para o desconhecido
Me esforço para estar no Mundo
Pois se eu não me segurar,
Posso abandona-lo
De um momento para o outro.
O traiçoeiro Mundo às vezes tenta
Me beijar para me trair
Mas eu recuo,
Tentando colocar a mão sobre a
Pantera negra que sabe sumir
E vem meu fantasma
E me oscula na fronte
E diz:
Agora você sabe onde está
E atravessa meu corpo
Porque sabe que eu perdendo,
Ganhei a partida
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Conto
Ádriana tinha 15 anos; era quieta e meditativa.
Não era bonita nem feia; morena, olhos negros
e cabelos castanhos escuros, compridos até
a cintura.
A familia, morando no interior do Rio de Janeiro,
era composta de pai, mãe, uma irmã e um irmão.
O pai trabalhava numa firma de arquitetura e os
irmaõs estudavam, como Ádriana.
Adriana odiava o colégio e o ambiente de casa.
Os irmãos só pensavam em festas e reuniões
com a música que Adriana detestava.
A mãe, resmungava o dia inteiro. O pai, ocupa-
do com o trabalho do escritorio, era calado e
indiferente.
Num passeio nos arredores de casa, subindo
numa colina para ter melhor visão de uma paisagem,
Adriana, encontrou Ágata.
Primeiro, o olhar de Adriana distraida, voava sobre
as montanhas da pequena serra - e de repente, o
céu encontrou-se com a Terra, em linha de horizonte:
- fundiram-se, e uma nova estação se estabeleceu.
Adriana incorporou-se ao novo estado e surgiu Ágata,
que era uma aparencia de Adriana borrada, toda
castanha, até com seu longo cabelo acobreado.
Ágata era completa - um cubo espacial, totalmente
equilibrado, sombrio como uma lua mergulhada em
Oceano metafisico.
Netuno com seu tridente controlava a Terra e o Oceano
metafisico e mantinha Ágata centrada em recepção e
emanação contínua.
Adriana continuou sua vida terrestre - de escola e lar.
Somente seus olhos tornaram-se totalmente escuros,
como a ágata marron, e sua respiração não era completa -
da, porque continuava noutra dimensão, como comple-
mento da fusão de dois mundos que se interpenetravam
como dois triangulos imaginarios.
Ádriana tinha 15 anos; era quieta e meditativa.
Não era bonita nem feia; morena, olhos negros
e cabelos castanhos escuros, compridos até
a cintura.
A familia, morando no interior do Rio de Janeiro,
era composta de pai, mãe, uma irmã e um irmão.
O pai trabalhava numa firma de arquitetura e os
irmaõs estudavam, como Ádriana.
Adriana odiava o colégio e o ambiente de casa.
Os irmãos só pensavam em festas e reuniões
com a música que Adriana detestava.
A mãe, resmungava o dia inteiro. O pai, ocupa-
do com o trabalho do escritorio, era calado e
indiferente.
Num passeio nos arredores de casa, subindo
numa colina para ter melhor visão de uma paisagem,
Adriana, encontrou Ágata.
Primeiro, o olhar de Adriana distraida, voava sobre
as montanhas da pequena serra - e de repente, o
céu encontrou-se com a Terra, em linha de horizonte:
- fundiram-se, e uma nova estação se estabeleceu.
Adriana incorporou-se ao novo estado e surgiu Ágata,
que era uma aparencia de Adriana borrada, toda
castanha, até com seu longo cabelo acobreado.
Ágata era completa - um cubo espacial, totalmente
equilibrado, sombrio como uma lua mergulhada em
Oceano metafisico.
Netuno com seu tridente controlava a Terra e o Oceano
metafisico e mantinha Ágata centrada em recepção e
emanação contínua.
Adriana continuou sua vida terrestre - de escola e lar.
Somente seus olhos tornaram-se totalmente escuros,
como a ágata marron, e sua respiração não era completa -
da, porque continuava noutra dimensão, como comple-
mento da fusão de dois mundos que se interpenetravam
como dois triangulos imaginarios.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
O MISTERIO DA IRMANDADE DE CRETA
Há muito que vendedores de rua e comerciantes
Achavam o grupo esquisito.
No verão, reuniam-se no apartamento do francês,
O rapaz de olhos azuis, e no inverno, ficavam na
Casa do herdeiro do inglez, casa enfiada numa rua
Estreita, que mal dava passagem para um carro.
Costumavam ficar também nos ancoradouros, em
Silencio, observando os barcos e lanchas saírem e
Voltarem, com turistas ou cargas para venderem
Nas praças.
O estranho do grupo, é que, apesar de jovens,
Tendo apenas uns dois deles, mais idosos, assim de
Uns cinqüenta anos, não freqüentavam as mesas
De calçadas, à noite, para beberem e comerem os
Acepipes dos lugares.
............................................
Com relação ao grupo, havia sempre quem pergun-
Tasse, quem seriam, e para que realmente de vez
Em quando se reuniam, naquele lugar.
..........................................
Mas, no apartamento de Jean Pierre, a mesa esta-
Va arrumada para mais uma reunião – canetas e
Papéis sobre a mesa e a espera do contato com o
Ser que os utilizava.
O Ser se apresentava sob aspecto feminino, e dava-
Se sempre o nome de “Aea”.
Há dez anos, freqüentavam Creta, e ainda não tinham
Descoberto o “aspecto” de Aea na Ilha.
Vários aspectos de Aea tinham povoado diversos
Países, como Egito, Grécia, Índia, Tibet, China,
Peru, Brasil.
Os aspectos foram princesas, sacerdotisas, mulheres
Devassas que brincaram com o Tantra, aleijada,
Personalidade de domínio de área, que utilizava
Comando de organização, perdão e vingança.
Cada vez que Aea escolhia um dos rapazes para uma
Obra de Ocultismo,
o membro escolhido atravessava
Um período de grande sorte e prosperidade – e por
Isso faziam o possível para merecerem a escolha de
Aea.
Aea foi revelada por um deles, antigo freqüentador
De Lojas que lidavam com o ocultismo.
Aea era indefinida.
Sua vibração era feminina.
Mas Aea, antiga semi-deusa de Planautos Divinos,
Posição conseguida por seu desempenho na Terra
Em Templos famosos, ainda tinha presa sua líber-
Tacão para se sentar à Direita do Poder Pátreo
Universal, por manchas desgarradas de sua atua-
Cão no Governo Cósmico da Terra.
........................................................
A Lua crescente já era avistada por uma das Jane-
Lãs daquela sala, átrio de um Templo imaginado.
Também a avistou, uma turista de trinta e poucos
Anos, feia, desiludida de amores traiçoeiros, re-
Pleta de dor moral, dor física, ânsia espiritual
Para gritar ao Desvendado, que ela descobrira o
Seu Segredo!
Há muito que vendedores de rua e comerciantes
Achavam o grupo esquisito.
No verão, reuniam-se no apartamento do francês,
O rapaz de olhos azuis, e no inverno, ficavam na
Casa do herdeiro do inglez, casa enfiada numa rua
Estreita, que mal dava passagem para um carro.
Costumavam ficar também nos ancoradouros, em
Silencio, observando os barcos e lanchas saírem e
Voltarem, com turistas ou cargas para venderem
Nas praças.
O estranho do grupo, é que, apesar de jovens,
Tendo apenas uns dois deles, mais idosos, assim de
Uns cinqüenta anos, não freqüentavam as mesas
De calçadas, à noite, para beberem e comerem os
Acepipes dos lugares.
............................................
Com relação ao grupo, havia sempre quem pergun-
Tasse, quem seriam, e para que realmente de vez
Em quando se reuniam, naquele lugar.
..........................................
Mas, no apartamento de Jean Pierre, a mesa esta-
Va arrumada para mais uma reunião – canetas e
Papéis sobre a mesa e a espera do contato com o
Ser que os utilizava.
O Ser se apresentava sob aspecto feminino, e dava-
Se sempre o nome de “Aea”.
Há dez anos, freqüentavam Creta, e ainda não tinham
Descoberto o “aspecto” de Aea na Ilha.
Vários aspectos de Aea tinham povoado diversos
Países, como Egito, Grécia, Índia, Tibet, China,
Peru, Brasil.
Os aspectos foram princesas, sacerdotisas, mulheres
Devassas que brincaram com o Tantra, aleijada,
Personalidade de domínio de área, que utilizava
Comando de organização, perdão e vingança.
Cada vez que Aea escolhia um dos rapazes para uma
Obra de Ocultismo,
o membro escolhido atravessava
Um período de grande sorte e prosperidade – e por
Isso faziam o possível para merecerem a escolha de
Aea.
Aea foi revelada por um deles, antigo freqüentador
De Lojas que lidavam com o ocultismo.
Aea era indefinida.
Sua vibração era feminina.
Mas Aea, antiga semi-deusa de Planautos Divinos,
Posição conseguida por seu desempenho na Terra
Em Templos famosos, ainda tinha presa sua líber-
Tacão para se sentar à Direita do Poder Pátreo
Universal, por manchas desgarradas de sua atua-
Cão no Governo Cósmico da Terra.
........................................................
A Lua crescente já era avistada por uma das Jane-
Lãs daquela sala, átrio de um Templo imaginado.
Também a avistou, uma turista de trinta e poucos
Anos, feia, desiludida de amores traiçoeiros, re-
Pleta de dor moral, dor física, ânsia espiritual
Para gritar ao Desvendado, que ela descobrira o
Seu Segredo!
segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Aqueles que têm a pele com perfume de Sândalo
Nós, as Devadases do Templo, temos a pele com
perfume entranhado de sândalo.
Não precisamos pensar sobre um assunto: o
assunto ja vem impregnado da atmosfera dos
deuses: e pensamos com resignação.
A tragédia de ontem, estará presente na dança
aos deuses hoje, nas festas de Domingo, assim,
quando terminar a Dança, estaremos noutro aspecto
divino, e é outro tempo, outro dia...
Quando nos apresentamos para dançar, de pé, os
pés juntos, as mãos sobre os quadrís, os olhos fixos
no altar - e ouvimos a ordem do sacerdote, juntamos
as mãos diante do deus, e nosso corpo dá o primeiro
movimento para a dança - que será movimentada,
rápida, para absorver toda a atenção dos assistentes
e trazer as emoções para o ambiente dos deuses -
e quando terminarmos a dança, temos transferido
tudo para os deuses e rodamos rapidamente sobre
nós mesmas e mais nada temos que ajuntar para
um dia que é inteiramente dedicado aos nossos deuses.
-------------------------
E um outro amanhã, e outros amanhãs, e nada mais em
nossa Vida que os deuses - porque mesmo a Morte, nos
será indicada para outra vida, outros objetivos socorridos
pelos deuses, e se o sofrimento for muito, é só colocar
a devoção como unico objetivo, pois nós, impregnados de
sândalo, nos tornaremos cada vez mais leves nas mãos
que nos transformam mais divinos e menos pesados de
sofrimento.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Um Mundo Dentro do Nosso
Eu sou uma pessoa que nunca coneguiu
realizar uma etapa espiritual, substituindo
coisas do Mundo.
Recebo mensagens com o seguinte teor:
- Não guarde rancor.
No Mundo Espiritual que nos permeia, está
uma Realização que nos torna incapazes de
guardar rancor: -
- mas, essa Realização se faz num Planeta
que habita o nosso e nos torna naturalizados
n ´Ele.
Podemos ser Extra Terrestres no Planeta Terra.
Nos transformando em habitantes desse Mundo,
não substituimos uma coisa pela outra....
- transformamos "a coisa" em matéria desse
Planeta e "a coisa" perde a consistencia "atrasada"
deste Mundo Terra.
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